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Carta Aberta: Igreja Pedra Viva de São Paulo

15.12.2019
 
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Carta Aberta: Igreja Pedra Viva de São Paulo

Membro do que é hoje uma ex-igreja que fechou as portas, quando jogava no modestíssimo Paulistano eu tentava falar em particular com o pastor "marcando horário" através da secretária, sempre em vão. Poucas semanas depois, patrocinado pela Mizuno e treinando com equipe do Japão em São Paulo, o mesmo "pastor" passou a ligar insistentemente à minha casa para que nos encontrássemos. Iniciou-se também de sua parte "profecias" envolvendo meu futuro no futebol - e perante a casa cheia; enfim, o tratamento dispensado a mim mudara totalmente. Por quê? Qual o negócio nessas casas?

 

"O Bom Pator dá a vida; o mercenário cobra. E quando mais se necessita, o mercenário foge",  Caio Fábio


por Edu Montesanti


Sr. Pedro Liasch, deixarei à parte as agruras generalizadas de seu falido negócio religioso, e da maneira mais patetica possivel; mencionarei apenas minhas questões, inclusive dando ao senhor chance de se retratar conforme o senhor mesmo solicitou tempis atrás que fizessem ex-líderes (nunca fui um  por lá) "insubordinados, murmuradores, rebeldes, políticos" da casa em seu comunicado [abaixo]. Valendo lembrar que chegaram à posição de líderes, hoje afastados, escolhidos a dedo pelo senhor mesmo, unilateralmente como sempre.

Em relação ao seu filho Jônatas Liasch (Natinha), quem atende por pastor como o senhor: quando eu jogava futebol no Paulistano F.C. da cidade de Jundiaí, categoria júnior, modesta equipe então afastada das atividades federadas e profissionais do Estado de São Paulo, por duas ou três vezes tentei sem nehum retorno "marcar horário" para orientação pastoral de meia horinha que fosse, sobre questões pessoais com seu filho que permanecia integralmente na mencionada Igreja, sustentado financeiramente por ela - isto é, não trabalhava mas vivia do trabalho alheio como até os dias de hoje na senda dos vagabundos privilégios do poder religioso.

Fui totalmente ignorado, com a peculiar e bem conhecida prepotência de seu filho-pastor que, afamadamente, porta-se muito mais como artista que como líder religioso. Algumas poucas semanas depois, duas, creio, passei a, simultaneamente, ser patrocinado pela marca esportiva Mizuno e treinar com equipe japonesa, categoria júnior comandada pelo ex-jogador do Palmeiras, Mardoni. Sabendo disso, seu filho pastor passou a contactar-me insistentemente por telefone para que nos encontrássemos.

Não se faz necessário, perante essa vergonha, estender-me em mais nada porém, tendo em vista o caráter extremamente arrogante do seu filho Jônatas, foi de causar grande surpresa, além das surpreendentes e insistentes ligações à minha casa para que nos encontrássemos, o tratamento que passou a ser-me dispensado na casa sob confetes, tipo de coisa que nunca apreciei em nenhum lugar em nenhum clube de futebol, em nenhuma emissora de TV, enfim, menos ainda apreciaria em uma dita igreja principalmente em tal asco como a do senhor, um usurpador da religião, de aproveitadores de idiotas e ex-idiotas como eu que o aplaudiam e davam dinheiro. Tanto que não só não fui a seu encontro, como nem sequer o atendi, jamais!

Entre os confetes jogados a mim por seu filho-pastor-artista-filosófo do nada, vale lembrar que ele chegou a "profetizar", entusiasmado na Igreja, casa cheia, que, em um futuro muito próximo eu jogaria no Japão - o que nunca viria a acontecer e, por tal "profetada" não só nunca me deslumbrei, como tampouco a levei minimamente a sério. Nunca considerei aquilo uma "mensagem de Deus" como pretendeu aquele imbecil que palra em nome de Deus, banalizando o nome de Deus, e comentei na Igreja que seu filho não profetizava nada - embora em meu futebol, em meu esforço e em Deus sim, sempre tivesse acreditado.

Essas e muitas outras, foram apenas um reflexo do que eu já sentia, via claramente: as coisas não andavam bem por lá, não se estava construindo vidas de maneira sólida mas sim formando castelinhos de areia. Eu notava que havia em oculto muita coisa errada.

 

Fui, eu mesmo, o primeiro a deixar a casa pouco antes da primeira grande divisão em que ela ficou praticamente vazia, devido à fedentina moral daquilo ali que, posteriormente, ficou à vista de todos sem ter como negar, com o senhor e seu patético filho com o calção na mão - este acabou se exilando da vergonha religiosa na pacata Cornélio Procopio, interior paranaense.

Saí sentindo e vendo claramente a casa sem nenhuma disposição de aprimoramento, sem o mínimo de vergonha na cara, que o espírito estava longe, muito longe de Deus e que as consequências do que os senhores viviam seriam graves - mesmo sem saber à época que ocorriam coisas tão graves conforme, mais tarde, viraria escândalo.

 

Mas senti que se estava muito longe de Deus. Igualzinho à imensa maioria, saí; porém, com um diferencial: eu antevi tudo isso, tanto que não esperei pelas catastróficas consequências e, percebendo que elas estavam vindo, fui o primeiro a deixá-los, do que nunca me arrependi - apenas me arrependo por não ter saído antes, e ter ficado um ano em seu insuportável convívio. Carrancudo, cisudo, antipático, melancólico, centralizador, arrogante, prepotente, mesquinho, ignorante, mente tapada. Lembra-se que são suas famas entre o ex-"rebanho", e as de seu filho-pastor-artista filósofo do nada?

A partir de memórias de como era o sistema e o ambiente, tome os porquês de se tratar uma suposta casa de oração dessa maneira, e junte-os às suas palavras neste comunicado [abaixo]: encontrará respostas importantes para elas.

Crescimento vertiginoso ou dificuldades grandes, quaisquer que sejam, não carcterizam necessariamente uma "bênção" ou um "castigo" de Deus. Mas como se dão essas situações, dentro de seu contexto, sim, podem deixar muito claras suas origens.

Os senhores servem-se da religião, julgam-se acima do bem e do mal, colocam-se biblicamente "blindados" perante à sociedade. É essa a Bíblia que os senhores adoram. Utilizam-na para lavar cerebros, retirar dos indivíduos a capacidade analítica, de ação, a consciência cidadã, assassinam personalidades.

Dentro de seu caráter ultrarreacinário, sionista, altamente retrógrado, conhece apenas o termo "submissão" e reconhece unicamente sistemas completamente verticalizados.

O que fugir disso, uma simples ideia que seja, representa potencial ameaça a ser combatida. Para este "bom combate", usam exatamente os submissos que aderem às suas ideias baseadas no convencimento, na persuasão e não na conscientização. O que os senhores mais temem é, justamente, a autonomia reflexiva do indivíduo.

Quando as pessoas passam a ter consciência, desde que abram mão dos seus medos ou interesses, ou de uma combinação de ambos, ocorre isso que o senhor acusa melancólica e ciniicamente de "insubmissos" e "políticos". Essas mesmas pessoas tachadas de políticas que estiveram com o senhor até a falência, passaram anos em sua companhia desde a fundação do negócio. Ou estou dizendo alguma mentira? Seu cínico!

O senhor administrou o negócio Pedra Viva por 18 anos, e nunca havia se apercebido disso, ou valeu a política enquanto servia a seus interesses? Seus safados!

O negócio do senhor acabou. Quem aí esteve, com um mínimo de entendimento das coisas, sabe bem o porquê. Gente sem vergonha!

"As portas do inferno não prevalecerão contra Minha Igreja" (Jesus). Parece que há algo errado aí. Ou Jesus é um brincalhão, ou eu tenho razão no que penso da casa, como tantos e tantos que a deixaram, até não sobrar praticamente mais ninguém.

Tão incrível quanto tudo que presenciei em seu meio, é o seguinte (evidência da essência dos senhores, veja, sr. Pedro): a igreja, cheia de ética e credibilidade como o senhor observa, simplesmente deixou de existir por questões institucionais, dependente do prédio e do lucro?! Ora, por que não, como os cristãos da Bíblia, reunir-se em casas, em uma praça, em um parque enfim, por que se cessar ainda os profícuos trabalhos de evangelização conforme o senhor alega que a casa realizou? Tudo isso porque a casa deixou de gerar lucro, porque já não existe mais toda aquela pompa que a caracterizava? Que igreja sólida e fundamentada nos valores da Bíblia é essa? "Curioso!", alguém pode dizer, mas não, não há nada de enigmático nisso, trata-se do óbvio, eis o fundamento dos senhores, que sintetiza o da maioria atualmente: o fundamento dos senhores são as coisas materiais, especialmente o lucro, e isso não é invenção do diabo. A tal "comunhão" no meio teve esse fim, e sempre viveu totalmente dele. Gente que se serve da religião, ao invés de servir a ela.

Insubordinados, rebeldes e políticos são os senhores que sempre usurparam a posição religiosa, fazendo dela um poder ao invés de liderar em prol do interesse (bem estar) das pessoas, de acordo com a reta justiça, tudo isso previsto, mandado por Jesus. Canalhas!

Muitas outras casas do ramo deveriam seguir o exemplo do seu negócio, e fechar as portas para balanço.


Abaixo, comunicado oficial da ex-Igreja Pedra Viva de São Paulo sobre encerramento de suas atividades:


IMPORTANTE ESCLARECIMENTO DA IGREJA PEDRA VIVA

Lamentamos informar que a Igreja Pedra Viva �, com uma história de respeito e admiração no meio evangélico por sua conduta ética e doutrinária, com 24 anos de trabalhos profícuos de evangelismo, com milhares de pessoas, a maioria jovens, tiradas do mundo do crime e das drogas �, está encerrando temporariamente suas atividades em São Paulo.

Essa deliberação extrema ocorreu por causa de uma profunda crise financeira, conseqüência de três divisões ocorridas nos últimos seis anos, as quais tornaram a igreja inadimplente. Os líderes dessas divisões levaram parte expressiva dos membros, e viraram as costas para as dívidas.

Tais cizânias ocorreram porque delas foram protagonistas pastores revoltosos que pretendiam reverter a direção da Igreja, não se utilizando de boa fé, porém sim praticando atitudes de insubmissão, rebeldia, murmurações e politicagem. Por isso, em reuniões de diretoria, e do Conselho Ministerial, foram interpelados, uma vez que se tratava de comportamento inteiramente contrário aos princípios bíblicos, adotados pela Igreja Pedra Viva.

Tratando-se de irmãos que, de início, gozavam de inteira confiança do ministério Pedra Viva, de acordo com as normas disciplinares do referido ministério, eles foram argüidos de seus erros para que se retratassem. Contudo, isso não aconteceu e, preferindo ignorar a disciplina, saíram levando consigo parte expressiva do rebanho.

Depois de cada uma dessas divisões, cada qual acumulando mais dívidas, a igreja tentou e conseguiu se reerguer por duas vezes. Porém, desta vez não foi possível, porque esta cizânia, que já vinha se processando dissimuladamente há quase dois anos, fez diminuir as contribuições financeiras tornando a dívida insuportável, e provocou maior escassez de membros.

Quanto ao destino da Igreja Pedra Viva em São Paulo doravante, à vista desses fatos, só Deus o sabe. Orem por nós.

São Paulo, 30 de setembro de 2009
MINISTÉRIO PEDRA VIVA
Pedro Liasch Filho (presidente)

 


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