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Brasil: Emprego industrial aumenta

14.11.2006
 
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Em bases trimestrais, frente a igual período de 2005, após trêsresultados negativos, o número de horas pagas variou positivamente no terceiro trimestre de 2006 (0,1%). Entre o índice do segundo e do terceiro trimestres, nove atividades e nove locais aumentaram suas taxas. No corte regional, os maiores avanços vieram dos estados do Rio de Janeiro, que passou de -1,1% para 2,3%; e Bahia (de 0,0% para 3,2%).

O acumulado no ano registrou variação negativa (-0,1%), em conseqüência da diminuição do número de horas pagas em sete locais e nove setores. Rio Grande do Sul (-8,0%), Paraná (-4,5%) e Santa Catarina (-3,2%) responderam, respectivamente, pelas principais pressões negativas. Por outro lado, os maiores impactos positivos vieram da região Norte e Centro-Oeste (9,2%) e São Paulo (1,8%). Os principais decréscimos no total do país vieram das atividades de Máquinas e Equipamentos (-6,4%) e Calçados e Artigos de Couro (-7,9%). Em sentido contrário, Alimentos e Bebidas (6,0%) e Máquinas, Aparelhos Eletroeletrônicos e de Comunicações (8,8%) registraram as principais contribuições positivas.

Folha de pagamento real

Em setembro, o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, apresentou ligeira variação positiva (0,1%) em relação ao mês imediatamente anterior, após crescer 1,0% entre julho e agosto. O indicador de média móvel trimestral registrou variação de 0,2%, terceiro resultado positivo consecutivo, período no qual acumulou 0,6%.

As comparações com iguais períodos do ano passado prosseguiram positivas: 1,8% no índice mensal, 1,3% no terceiro trimestre, 0,8% no acumulado no ano. O indicador acumulado nos últimos 12 meses (1,0%) apontou ligeira desaceleração frente a agosto (1,2%).

No indicador mensal, a folha real de pagamento mostrou acréscimo de 1,8%, com taxas positivas em 11 dos 14 locais pesquisados. A maior contribuição positiva veio de São Paulo (1,5%), por conta, sobretudo, de Produtos Químicos (33,6%), Máquinas, Aparelhos Eletroeletrônicos e de Comunicações (24,8%) e Papel e Gráfica (3,7%). Em seguida, Minas Gerais (7,7%), em razão, principalmente, do aumento em Metalurgia Básica (13,7%), Máquinas, Aparelhos Eletroeletrônicos e de Comunicações (43,9%) e Indústria Extrativa (17,1%); e região Nordeste (4,3%), sob influência de Alimentos e Bebidas (8,5%), Refino de Petróleo e Produção de Álcool (31,2%) e Máquinas e Equipamentos (23,7%).

As maiores repercussões negativas vieram do Rio Grande do Sul (-7,0%) e do Paraná (-3,5%), em razão, respectivamente, da perda salarial em Calçados e Artigos de Couro (-18,5%) e Produtos Químicos (-30,9%); Alimentos e Bebidas (-11,0%) e Madeira (-18,5%).

Em termos setoriais, ainda na comparação com setembro de 2005, o valor real da folha de pagamento ampliou-se em 7 dos 18 ramos investigados. Os maiores impactos positivos vieram de Produtos Químicos (15,2%), Máquinas, Aparelhos Eletroeletrônicos e de Comunicações (19,7%) e Indústria Extrativa (8,7%). Em sentido oposto, as maiores reduções salariais originaram-se de Máquinas e Equipamentos (-9,9%), Calçados e Artigos de Couro (-9,5%) e Borracha e Plástico (-4,5%).

Na análise trimestral, o valor da folha de pagamento, em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrou incremento na passagem do segundo (0,6%) para o terceiro trimestre de 2006 (1,3%). Esse movimento de expansão se fez presente em 9 dos 18 setores, com destaque para Indústria Extrativa, que reverteu a queda de 7,2% para aumento de 8,3%, Metalurgia Básica (de -2,1% para 1,5%) e Meios de Transporte (de 1,1% para 2,3%). Dos sete locais que ampliaram o valor da folha de pagamento, o Rio de Janeiro se destacou, passando de -4,0% para 3,7%, por conta, principalmente, da Indústria Extrativa (de -34,4% para 13,9%).

No acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou 0,8%, com resultados positivos em 11 dos 14 locais. As contribuições positivas mais relevantes vieram de Minas Gerais (7,9%), região Norte e Centro-Oeste (7,1%) e São Paulo (0,5%) e, em sentido oposto, do Rio Grande do Sul (-8,1%) e Paraná (-4,9%). Setorialmente, Produtos Químicos (14,0%), Máquinas, Aparelhos Eletroeletrônicos e de Comunicações (13,1%) e Alimentos e Bebidas (3,8%) destacaram-se pelas maiores influências positivas. Já Máquinas e Equipamentos (-12,8%), Calçados e Artigos de Couro (-12,2%) e Madeira (-10,5%) responderam pelas principais pressões negativas.

Prof. Dr. Ricardo Bergamini
ricoberga@terra.com.br
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