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Brasil aumenta eficiência no combate à pedofilia na internet

14.10.2008
 
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Brasil aumenta eficiência no combate à pedofilia na internet

Trabalho escravo - O trabalho escravo ainda é uma mancha que envergonha o Brasil. Envolve relativamente pouca gente - calcula-se 20, 30, talvez 50 mil trabalhadores nessas condições. O presidente Lula colocou como prioridade erradicar definitivamente essa vergonha. A pessoa é recrutada em alguma zona pobre do País, com grande desemprego. Muitas vezes, no semi-árido nordestino, ou em uma parcela do Piauí, Maranhão, oeste baiano e levadas para a região amazônica, Mato Grosso, Pará, Tocantins. Lá ficam submeti das a jagunços, que não as deixam escapar.

 São exploradas e escravizadas pela dívida. É preciso enfrentar e combater com prevenção. É importante ensinar em cada cidade a não se deixar atrair por essas falsas promessas porque só depois se percebe que elas são uma ratoeira. É essencial também punir os péssimos fazendeiros. O Brasil não precisa disso. Temos a melhor agricultura do mundo, solo fértil, que bate todos os concorrentes internacionais na cultura de soja, cana-de-açúcar e outros produtos agrícolas. Essa situação pode sujeitar nosso país a ações na Organização Mundial do Comércio com a alegação de que aqui se pratica trabalho escravo, o que pode levar a um desastre na nossa folha de exportações.


Pedofilia e Internet -Temos combatido e o Brasil conseguiu com o Google, que controla o Orkut, um acordo inédito. Controlar a internet envolve um problema grave porque acaba caindo na idéia de controlar a informação. Vira uma espécie de controle da imprensa, um i nstrumento das ditaduras. É preciso conquistar a parceria dos provedores Google, Orkut, e todos os outros, porque só assim podemos fazer intervenção. Onde há um site de pedofilia, pode existir um racista, um nazista, proclamando assassinato de homossexuais, de negros. Estamos realizando, rotineiramente, audiências nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados e do Senado, trazendo convidados estrangeiros. Foi ali que conseguimos articular essa vitória, essa contribuição. Hoje, ao contrário de muitos outros países, na hora que um site de pedofilia é localizado, em poucas horas conseguimos chegar, através da Polícia Federal, ao provedor e retirá-lo do ar. Embora não seja possível ainda chegar ao criminoso e prendê-lo porque, internacionalmente, esse site muitas vezes está sediado em países onde a legislação tem um completo vazio, criando um sistema de impunidade.


Exploração sexual de menores - Essa campanha contra a exploração tem que articular muitos parceiro s, envolver empresas de transporte de cargas, associações de caminhoneiros, polícia rodoviária federal. A prostituição é um problema sempre, mas, acima de 18 anos, são pessoas responsáveis perante a lei. Abaixo de 18 anos, se trata de uma violação insuportável de direitos humanos. É preciso que toda sociedade ajude a coibir. O turismo sexual internacional vem sendo combatido. O Ministério do Turismo tem cuidado dessa questão na Europa e em outros pontos, eliminando a tradição antiga de promover o Brasil sempre com fotos de mulheres muito jovens, de biquínis na praia. Tratava-se de um favorecimento oficial. Agora, temos mostrado o Brasil pelas praias do Nordeste, pela beleza da Amazônia, das Cataratas do Iguaçu entre outros. É mais do que suficiente para atrair turistas.


Violência sexual infantil - Há muita gente que ainda convive com violência sexual contra crianças dentro do próprio lar. Muitas crianças, recrutadas por quadrilhas de exploração, sentem até uma sensação de liberdade, por não suportarem mais a violência sexual que recebem dentro da própria casa. A família é reduto fundamental e sagrado de defesa dos direitos da criança e pode ajudar nesse combate. Temos casos de mães que sabem dos problemas e que às vezes passam anos em silêncio. É preciso romper esse medo. As famílias devem estimular as crianças através da escola, da busca de atividades profissionais, esportivas ou artísticas para que, em hipótese alguma, sejam atraídas por uma profissão que fatalmente termina com doenças, envelhecimento precoce, gravidez prematura. Crianças que acabam tendo filhos com 16 anos, que são abandonados e o ciclo é realimentado, gerando mais violência, ódio e exclusão social. envelhecimento precoce, gravidez prematura.


Direitos humanos e proteção - Polícia não é agente de repressão. No final do regime militar, figuras políticas derrotadas ficaram martelando que direitos humanos eram defesa de bandidos. É preciso co rrigir essa má compreensão que parte do povo ainda mantém. O jeito de fazer isso é com um longo investimento em educação, com o ensino de direitos humanos desde a pré-escola. A criança, quando briga na escola, o professor já tem que entrar com a idéia de que as disputas não se resolvem na base da violência. Além disso, o trabalho da mídia é importante. Programas de televisão, rádio, artigos na imprensa escrita ajudarão a construir a visão correta de que direitos humanos são defesa da vida, com igualdade e justiça.

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