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Brasil: Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário

14.08.2006
 
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Os indicadores trimestrais, na comparação com o trimestre imediatamente anterior (série ajustada sazonalmente), mostram que, no período abril-junho de 2006, pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2005, houve crescimento para as três variáveis: 0,4% no emprego, 0,2% no número de horas pagas e 0,5% na produção.

Folha de pagamento também cresce 0,2% entre maio e junho

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, na série livre de influências sazonais, cresceu 0,2% em junho, na comparação com maio. Com esse resultado, o segundo positivo consecutivo, a folha de pagamento real acumula expansão de 0,7% desde abril.

Nos demais indicadores, na comparação com iguais períodos do ano anterior, os resultados também foram positivos: 1,4% em relação a junho de 2005, 0,5% no segundo trimestre, 0,4% no acumulado no ano e 1,6% no acumulado nos últimos 12 meses.

No confronto junho 06/ junho 05, a folha de pagamento real cresceu 1,4%, com taxas positivas em 9 dos 14 locais pesquisados. A principal contribuição veio de Minas Gerais (9,2%), devido principalmente a metalurgia básica (17,8%); máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (24,9%); e máquinas e equipamentos (18,2%). Vale citar ainda São Paulo (1,3%), em razão sobretudo dos aumentos em produtos químicos (30,2%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (18,8%); e a região Norte e Centro-Oeste (5,6%), por conta de máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (28,8%) e alimentos e bebidas (6,5%).

Do lado negativo, as maiores pressões vieram do Rio Grande do Sul (-6,3%) e Paraná (-3,5%), influenciados, no primeiro caso, pelas reduções em calçados e artigos de couro (-15,8%) e produtos de metal (-9,1%) e, no segundo, por alimentos e bebidas (-10,1%) e madeira (-11,5%).

Em termos setoriais, ainda nesse tipo de comparação, houve aumento real na folha de pagamento em 9 dos 18 segmentos. As maiores influências positivas vieram de produtos químicos (13,3%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,3%). Em sentido contrário, os principais recuos foram observados em máquinas e equipamentos (-9,4%) e calçados e artigos de couro (-8,3%).

A folha de pagamento apresentou ligeiro aumento no ritmo de crescimento na passagem do primeiro (0,4%) para o segundo trimestre de 2006 (0,5%), ambas as comparações contra igual período de 2005.

O indicador acumulado no primeiro semestre registrou expansão de 0,4%, com acréscimos em 8 dos 14 locais pesquisados. As maiores contribuições positivas vieram de Minas Gerais (7,4%), sobretudo devido aos meios de transporte (15,7%) e metalurgia básica (5,3%), e da região Norte e Centro-Oeste (7,8%), em função de alimentos e bebidas (11,4%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (24,4%). Por outro lado, Rio Grande do Sul (-7,9%) e Paraná (-5,5%), por conta, respectivamente, de calçados e artigos de couro (-22,2%) e alimentos e bebidas (-9,6%), tiveram as principais reduções.

No total do país, houve ampliação na folha de pagamento em 8 dos 18 ramos. As influências positivas mais relevantes vieram de produtos químicos (12,0%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,1%); enquanto máquinas e equipamentos (-10,5%) e calçados e artigos de couro (-12,9%) foram as principais pressões negativas.

Ricardo Bergamini
ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
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