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O governo do Brasil, perigo para as relações regionais?

14.01.2020
 
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O governo do Brasil, perigo para as relações regionais?

Brasília, (Prensa Latina) O governo do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, possui elementos como a ideologia autoritária, discurso desqualificador do pluralismo e da política comercial de corte ultraliberal para impor novas regras em suas relações com a região, consideram hoje especialistas.

A máxima expressão dessa afirmação, na opinião de observadores, é o fato de que Bolsonaro deseja impor um 'novo' modelo no Mercado Comum do sul (Mercosul) ou abandoná-lo se não conseguir.

De acordo com o economista Fernando Masi, desde a posse de Bolsonaro pôs-se em dúvida a continuidade do Mercosul tal como se conhece.

Já seu antecessor, Michel Temer, anunciou que a prioridade de sua curta administração não estaria nessa organização mas nos vínculos com os países desenvolvidos.

Com isso deu a entender que, inclusive, Brasil propiciaria deixar de lado a decisão de negociar em bloco com nações e regiões do mundo, para o fazer bilateralmente.

Depois, detalhou Masi, as ameaças de abandonar o Mercosul escutaram-se com maior frequência em boca do próprio Bolsonaro e de seus ministros de Relações Exteriores e de Economia quando era iminente o triunfo de Alberto Fernández, na Argentina.

O estudioso ponderou que as expressões ofensivas para Fernández e a ingerência na política interna argentina não têm precedentes, não só no Mercosul sina na história das relações dos dois maiores países sul-americanos.

Por outro lado, detalhou, o presidente brasileiro parecia não dar importância ao recente Acordo Mercosul-União Europeia, nem ao dano que lhe ocasionaria a eventual saída de Brasil à entidade.

A isso se somavam as críticas europeias pelos grandes incêndios no Amazonas e às intenções da administração Bolsonaro de abandonar o Acordo de Paris.

De acordo com analistas da política exterior brasileira, o presidente é intrinsecamente antiglobalista, o que se reflete na agenda atual de Itamaraty, preocupada por recusar o que definem como 'marxismo cultural', ou o que se entenda por esta expressão.

No contexto desta definição pareceria entender-se a luta contra todos os esforços globais pelos direitos humanos em suas diversas expressões, a defesa do meio-ambiente e outros problemas, considerou Masi.

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