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A Academia Mineira de Letras: No ano de seu centenário

13.11.2009
 
A Academia Mineira de Letras: No ano de seu centenário

Apresenta: Projeto Bate-papo com o Autor, Com o jornalista e escritor

Villas-Bôas Corrêa Lançando o livro “Conversa com a memória” e debatendo sobre o jornalismo brasileiro nos últimos 60 anos.

Dia 12 de novembro, às 19h30. Rua da Bahia 1.466. Informações 3222-5764.

Entrada franca

*Os primeiros 50 livros serão vendidos ao preço de R$ 5,00.

Com 60 anos de ininterrupta atividade, acompanhando a política brasileira com análise e interpretação, Villa-Bôas Côrrea define ser seu ofício “retratar o país em que as crises começam e nunca terminam”.

Em suas seis décadas de muitas crises e recaídas ditatoriais, paisanas ou fardadas. Villas-Boas declara que “vivemos a mais grave e profunda das crises, a da decadência das instituições nacionais, com o fantasma de mais uma aventura rondando a degradação ética e moral dos três Poderes”.

Em 1948, Villas-Bôas começa, no dia 27 de novembro, seu primeiro trabalho como jornalista, no extinto jornal A Notícia. Em 51 estréia, no dia 4 de junho, no jornal O Dia, onde ficaria até 28 de maio de 1979. De 58 a 79 foi correspondente de O Estado de São Paulo. Em 1966 começa também a atuar na televisão, no programa Jornal de Vanguarda, na TV Excelsior. Em 1981 começa, no dia 2 de fevereiro, a trabalhar no Jornal do Brasil, onde atua até os dias de hoje. No mesmo ano lança seu primeiro livro, pela Editora Salamandra, o livro Casos da Fazenda do Retiro. Em 2001, lança, pela Editora Objetiva, uma nova edição do livro Casos da Fazenda do Retiro. 2002 lança, pela Editora Objetiva, o livro Conversa com a Memória – sua história de meio século de jornalismo político.

Em 2008, depois de dois meses de testes, põe no ar seu blog, no qual declara na apresentação: “Se apelo para o blog, não é para tapar meus 60 anos de jornalismo com o botox virtual da modernidade. Nem estou fazendo uma concessão gratuita ao modismo. Mas, singelamente, reconhecendo que o blog é a arma que atira a mais longa distância, invadindo o espaço que os jornais cederam à televisão e ao rádio – hoje no desespero da caça ao anúncio que estimula o consumo da classe média e dos pobres com as promoções em série, emendadas como capítulos de novela, de artigos com os preços rebaixados nas liquidações em cascata”.

O livro: O Conversa com a Memória é a tentativa do autor para tentar seguir os seus muitos anos de repórter político, quando o Rio ainda era a capital do Brasil e a Câmara dos Deputados e o Senado viviam a fase mais brilhante da oratória parlamentar, nos debates em que o jogo do poder era decidido nas votações do Congresso.

E é o cenário em que a reportagem política, na cobertura dividida nas três áreas das comissões, do plenário e da articulação política forjou o modelo da crônica independente, voltada para a análise e a interpretação.

A geração de Carlos Castello Branco, Benedito Coutinho, Odylo Costa, filho, Heráclio Salles, Otacílio Lopes, o Cara de Onça, Ozéas Martins, Murilo Mello Filho, Prudente de Morais Neto, o Pedro Dantas, Carlos Lacerda, Doutel de Andrade, Osvaldo Costa e do autor não acompanhou a mudança da capital para Brasília.

Muitos foram, outros tantos ficaram. E o Congresso e a reportagem política nunca mais foram os mesmos.


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