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Brasil: Regiões de Influência das Cidades

13.10.2008
 
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As regiões com as menores médias de distância de deslocamento para cursar ensino superior eram 37km, no Sul, e 47km, no Sudeste, sendo Santa Catarina o estado brasileiro de menor média, 28km, seguido de São Paulo com média de 35km. Entretanto, os fluxos longos também se destacam, em geral direcionados às capitais de alguns estados onde a rede de cidades médias e pequenas é menos pulverizada e apresenta menor dinamismo. É o que ocorre na Bahia, Ceará, Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Amapá e Amazonas.

Os maiores deslocamentos ocorrem na região Norte e no estado de Mato Grosso. Este último, com média de 112km, aproxima-se dos estados do Acre, Roraima e Amapá, todos com médias acima dos 100km, valores, no entanto, bem abaixo dos 295km em média, percorridos no estado do Amazonas, que evidenciam a forte polarização exercida por Manaus.

Cidades das regiões Norte e Centro-Oeste buscam opções de lazer a mais de 100 km

As médias das distâncias de deslocamento para opções de lazer fora do próprio município revelam as desigualdades no acesso ao entretenimento. Norte e Centro-Oeste têm médias bem acima da média nacional, que é de 65km: 108 e 107km, respectivamente. Nas demais, os valores são de 58km, no Nordeste; 50km, no Sudeste; e 36km, no Sul.

Para lazer, predominam deslocamentos curtos do sul de Minas ao Rio Grande do Sul, e em boa parte do Nordeste; de fluxos de média extensão, na longa faixa iniciada no oeste de Minas e prolongada pela maior parte do interior do país; e de longos fluxos voltados para algumas capitais, indicando a grande carência, em vasta porção do território, de estabelecimentos que ofereçam eventos voltados ao lazer da população.

Destaca-se, no mapa, a centralidade exercida por capitais como Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Salvador, Teresina, Manaus, Boa Vista e Macapá. Estas duas últimas foram mencionadas por todos os municípios pesquisados nos seus respectivos estados como sendo a primeira, e praticamente única, opção, visto que, no Amapá, apenas mais um município, Porto Grande, foi mencionado por Ferreira Gomes e, em Roraima, Pacaraima foi citado pelo município de Normandia. Ambos os destinos constam, porém, como segunda opção. Fica patente, assim, tanto a polarização exercida por parte de Boa Vista e Macapá quanto a grande limitação de opções de lazer nos demais municípios daqueles estados.

Pacientes percorrem em média 108 km em busca de atendimento especializado

Quando procura atendimento fora do município, a população desloca-se em média 54 km na busca por serviços de saúde. Para a segunda opção, percebem-se fluxos mais longos, que podem representar deslocamentos para tratamento de maior nível de especialização, com deslocamentos que compreendem, em média, 108km. Na terceira e quarta opções, as médias são de 144km e 169km, respectivamente.

Ganham destaque centros de referência do sistema de saúde do país, como é o caso, por exemplo, de Goiânia, Teresina e Barretos. Analisando as diversidades regionais, observa-se um padrão que acompanha a organização da rede urbana brasileira. Nas regiões Sudeste e Sul, por exemplo, onde a rede urbana é bastante densa, predominam fluxos mais curtos, uma vez que os serviços de saúde se encontram distribuídos de forma mais ubíqua. Na região Norte, em parte do Centro-Oeste e do Nordeste, a rede urbana menos estruturada, e os serviços de saúde ofertados em centros específicos, explicam a presença de fluxos mais longos. Mais uma vez, chama a atenção a forte centralidade exercida por Manaus, na região Norte.

Ao observar-se a segunda opção, ou seja, aquela que vai além dos serviços de saúde de uso mais freqüente, as capitais exercem forte atração para a população do interior dos estados. Esse fenômeno se repete em todos os estados, com especial destaque, porém, no Nordeste do país, em Minas Gerais e Goiás. Vale ressaltar ainda a atratividade exercida por Brasília no oeste baiano.

Deslocamento médio das pessoas até aeroportos é de 146 Km

O estudo verificou que as fronteiras dos estados exercem peso na definição das áreas de influência dos aeroportos. Deve-se considerar, ainda, a influência do caráter da viagem nos deslocamentos. A variação quanto à distância dos deslocamentos de primeira e de segunda opção é relativamente pequena. Na primeira opção, os deslocamentos são em média de 146 km, enquanto, para a segunda opção, são de 185 km.

Acompanhando a ocupação populacional do território, a faixa litorânea, de ocupação mais densa, é mais bem atendida por aeroportos. Nas outras áreas, a rede é mais esparsa, implicando em longos deslocamentos para acesso aos aeroportos, por exemplo, em Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

De modo geral, como primeira opção, notam-se ligações mais curtas. Contudo, aparecem centros que exercem dupla influência, pela relativa eqüidistância, com aeroportos de mesma categoria. Um exemplo de dupla influência é a exercida por Londrina e Maringá no Paraná; por Foz do Iguaçu e Cascavel, também no Paraná; e por São Luís, no Maranhão e Teresina, no Piauí. As áreas de influência desses centros, pelo menos no que se refere ao item aeroportos, são compartilhadas.

Fonte IBGE

Base: Ano de 2008

Ricardo Bergamini
ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

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