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Brasil: Regiões de Influência das Cidades

13.10.2008
 
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No quarto nível, os centros são de menor porte, mas ainda predominam condições de atendimento de mais alta complexidade. Embora apresente alta concentração nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, o quarto nível está representado em todo o país, em centros regionais longamente estabelecidos, a exemplo de Montes Claros, Joinville, Maringá, Arapiraca, Feira de Santana, Caruaru, Teresópolis, Sobral, Parnaíba, e em centros de projeção mais recente, como Sinop e Palmas.

Cerca de 40% dos municípios não tem nenhum domínio na Internet

A distribuição dos domínios na Internet tem desigualdades espaciais marcantes: 2.241 municípios (40% do total) não têm nenhum domínio de internet. Entre os 3.319 restantes que possuíam pelo menos um domínio, em março de 2005, a distribuição é enormemente desigual, com metade possuindo no máximo seis domínios. Por outro lado, somente São Paulo detinha 243.927, o que representa cerca de 33% do total de domínios, seguido por Rio de Janeiro (73.209), Curitiba (31.633), Belo Horizonte (28.132) e Porto Alegre (26.944).

São Paulo e Rio comandam sistema de redes de televisão aberta

São Paulo e Rio comandam o sistema de redes de TV aberta, gerando e propagando grande parte da sua programação. O sistema conta com 171 centros que emitem sinais, diferenciados em cinco níveis, e outros 5.036 que apenas recebem os sinais e integram as áreas de influência, diferenciando-se os mais conectados, que recebem maior número de redes nacionais, daqueles cujo grau de conexão é menor. As áreas de cobertura dos municípios com emissoras de TV afiliadas, tanto as nacionais quanto as regionais, variam regionalmente e acompanham diferenças de concentração espacial de população e de renda.

Ligações aéreas no Brasil têm estrutura concentrada

As ligações aéreas no Brasil têm estrutura concentrada. No total de ligações, 32 pares de cidades são responsáveis por pouco mais da metade dos passageiros transportados (50,2%), e o transporte de carga possui padrão semelhante, da mesma ordem de grandeza. Existe, de acordo com o estudo, concentração no volume dos fluxos, notadamente no Centro-Sul do país.

Média das distâncias percorridas nos transportes coletivos no Amazonas é de 270 km

Em relação aos transportes coletivos, destaca-se a atração exercida por São Paulo e Rio de Janeiro em pontos distantes do Nordeste. No interior do estado da Bahia, ocorre outro fluxo longo de caráter interestadual, voltado para Brasília. O mesmo acontece entre algumas cidades de Roraima e Manaus, num movimento que contribui para tornar a média das distâncias percorridas a partir de municípios de Roraima (de 270km) a maior do País. O Amazonas é o outro estado em que a média das distâncias das viagens ficou acima dos 200km, destoando até mesmo da média da região Norte, que foi de 107km.

Santa Catarina aparece com a menor média de distância dos deslocamentos (30km), e Florianópolis, com o menor grau de atração no quesito transportes: apenas um fluxo longo foi registrado como primeiro destino (partindo do município de Mondaí). Outros estados com baixa média de distâncias percorridas são Rio de Janeiro (31km), São Paulo (32km) e Alagoas (33km). A média nacional ficou em 61km, e abaixo dela estão apenas as regiões Sul, com 36km, e Sudeste, com 43km, indicando maiores facilidades de transporte que contrastam com as grandes dificuldades de mobilidade das demais regiões do país.

Na região Norte, o deslocamento médio para fazer compras é mais que o dobro que na média do país

A média dos deslocamentos para compras no comércio varejista da população brasileira é de 48km. Como característica geral, entretanto, observa-se que a tendência é no sentido de deslocamentos progressivamente mais longos, a partir das opções seguintes. Por exemplo, a média da segunda opção de deslocamento para compras é de 79km, de 94km para a terceira opção, e de 121km para a quarta opção. Esse padrão contudo varia, em linhas gerais, de acordo com a estrutura da rede urbana brasileira: densa no Sudeste, Sul e litoral nordestino; mais esparsa no Centro-Oeste e no interior do Nordeste; e bem dispersa no Norte.

Na região Norte, os deslocamentos de primeira opção envolvem em média 102km, enquanto, no Sudeste, os mesmos deslocamentos equivalem em média a 38km. No estado de São Paulo, por exemplo, que possui uma rede urbana bem estruturada e escalonada, predominam fluxos curtos e homogêneos. No Amazonas, no entanto, as redes que se formam envolvem deslocamentos longos, e chama a atenção o espraiamento da área capitaneada por Manaus, que exerce grande centralidade no estado.

Há casos que fogem ao padrão regional, como o de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, que exerce um forte poder de atração no norte mineiro, com deslocamentos médios de 110km como primeira opção. Caso ímpar é o de Macapá, que aparece como centro único no estado do Amapá.

Universitários no Mato Grosso e região Norte deslocam-se em média mais de 100 Km para estudar

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