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Brasil: Regiões de Influência das Cidades

13.10.2008
 
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Salvador e sua rede urbana respondem por 8,8% da população do País e 4,9% do PIB nacional. Salvador concentra 22,4% da população e 44,0% do PIB da rede, com um PIB per capita de R$ 12,6 mil, enquanto para os demais municípios componentes este valor é de R$ 4,6 mil.

A rede urbana de Belo Horizonte responde por 9,1% da população e 7,5% do PIB do País. A metrópole concentra 30,5% da população e 40,4% do PIB da rede. O PIB per capita do centro é mais alto, de R$ 12,7 mil, e nos demais municípios da rede ele não passa de R$ 8,2 mil per capita. Minas Gerais corresponde à área de influência desse centro, exceto pela área no sul do estado, ligada a São Paulo, e as áreas de influência compartilhada – a Zona da Mata com o Rio de Janeiro e parte do Triângulo, com São Paulo.

Curitiba e sua rede reúnem 8,8% da população do País e 9,9% do PIB nacional. Em Curitiba, concentram-se 18,6% da população e 23,5% do PIB da rede. O PIB per capita indica menos desigualdade na renda, ainda que o do centro seja superior ao do restante da rede (R$ 16,6 mil e R$ 12,3 mil, respectivamente), com uma das menores razões, entre todas as redes.

A população da rede urbana de Porto Alegre representa 8,3% do total nacional e o PIB é de 9,7%. Porto Alegre concentra 19,2% da população e 24,1% do PIB da rede; o seu PIB per capita, de R$ 17,1 mil, é relativamente pouco superior ao do restante da rede (R$ 12,8 mil).

Goiânia e sua rede urbana concentram 3,5% da população e 2,8% do PIB nacional. Goiânia concentra 30,2% da população, e 29,7% do PIB da rede; possui PIB per capita de R$ 9,2 mil, e é o único caso de centro com este valor inferior ao do restante da rede, que é de R$ 9,5 mil. Abrange os Estados de Goiás e Tocantins, tendo ainda alguma penetração no Pará, Maranhão, Piauí e Mato Grosso.

Hierarquia dos centros se alterou em quatro décadas

Ao comparar-se os centros urbanos identificados em 1966 com aqueles examinados neste estudo, verifica-se que os centros que emergiram no período se localizam predominantemente nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, no oeste do Amazonas e no sul do Pará. Com menor intensidade, houve ascensão de novos centros no Maranhão e Piauí. Nas áreas de ocupação mais antiga, como São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, o quadro é mais estável, e algumas cidades deixam de exercer maior centralidade, possivelmente com as mudanças em comunicação e transportes.

Os 12 centros atualmente identificados como metrópoles (São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia), são praticamente os mesmos de 40 anos atrás, com exceção de Brasília e Manaus.

Brasília, então recém-criada, foi classificada como Centro regional B em 1966. No estudo de 1978, foi classificada como Capital Regional, mantendo-se a subordinação a Goiânia (REGIÕES..., 1987). Já em 1993, foi considerada cabeça-de-rede. Em 2007, torna-se uma das duas Metrópoles Nacionais do País. Manaus, subordinada a Belém no estudo de 1966, tornou-se metrópole regional no estudo de 1978.

Centros de segundo nível também mudaram de status

No segundo nível, das Capitais Regionais, há alguns centros que, em 1966, eram classificados no terceiro nível, o dos Centros sub-regionais. São exemplos deste movimento ascendente, no Norte do País, Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Marabá e Santarém (PA), e Macapá (AP); no Nordeste, Imperatriz (MA) e Barreiras (BA); no Centro-Sul, Volta Redonda–Barra Mansa (RJ), Santos e São José dos Campos (SP), Cascavel (PR) e Dourados (MS). Casos mais extremos são os de Boa Vista (RR), de Araguaína (TO), de Ipatinga-Coronel Fabriciano-Timóteo (MG) e de Novo Hamburgo-São Leopoldo (RS), que saltam do quarto nível para o segundo, e o de Palmas (TO), criada em 1989, e também no segundo nível.

Inversamente, centros do segundo nível, em 1966, estão no terceiro nível, em 2007. São exemplos, no Nordeste, Floriano (PI), Garanhuns (PE) e Jequié (BA); no Centro-Sul, Muriaé (MG), Ourinhos (SP), Pato Branco (PR), Lages (SC), Santa Rosa e Cruz Alta (RS) e Anápolis (GO).

As principais mudanças no período devem-se ao adensamento ou à emergência de redes em territórios de ocupação rarefeita, e ao fortalecimento do papel das capitais estaduais, um processo já sinalizado no estudo de 1978. Além disso, o surgimento de novos centros de nível intermediário provocou subdivisão das áreas de influência dos grandes centros, entre 1966 e 2007. Houve transformações nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Manaus, que, em período anterior, já dividira a extensa área abrangida por Belém, teve sua área dividida pela ascensão de Porto Velho, que, incorporando a rede de Rio Branco, passa a vincular-se, preferencialmente, não mais a Manaus, mas a São Paulo e a Brasília.

A criação do Estado do Tocantins – e de sua capital – altera a estruturação da rede de Goiânia. Palmas, além de assumir a função de capital do novo estado, demonstra forte centralidade e, embora se mantenha na região de influência de Goiânia, efetivamente articula sua própria rede.

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