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Perícia Econômico-Financeira: um mercado de trabalho a ser explorado pelos economistas

13.09.2007
 
Perícia Econômico-Financeira: um mercado de trabalho a ser explorado pelos economistas

Entrevista com o Economista Pedro Afonso Gomes, Coordenador técnico do I Encontro de Perícia Econômico-Financeira, realizado no Rio de Janeiro nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.

COFECON - Como foi a decisão de dividir o Encontro em mini-plenários?

Pedro Afonso - O Encontro foi pensado para ter pessoas de fora da categoria dos Economistas como juízes e advogados para dar o parâmetro da auditoria e perícia para a sociedade. Em um segundo momento, pensamos na atuação do perito/auditor e em como captar recursos nesta aréa. Também nos preocupamos em abordar a fiscalização e normatização em mini-plenários para permitir uma participação maior dos inscritos. As temáticas são melhor trabalhadas em grupos menores, o que torna o Encontro de apenas dois dias, mais produtivo. Se tivéssemos que fazer todos os assuntos juntos levaríamos de 4 a 5 dias.

COFECON - Qual o perfil dos participantes?

Pedro Afonso - A rigor a inscrição foi aberta a qualquer economista, mas os mais interessados e grande parte dos inscritos já possuem larga experiência na área de perícia e auditoria econômico-financeira.

COFECON - Quais as possibilidades de ganhos como perito? Existe uma tabela de cobrança?

Pedro Afonso - Os honorários de um perito variam muito em cada Estado e se o trabalho é feito para a justiça trabalhista, se é federal, estadual e mesmo dentro de cada Estado, há uma variação muito grande de acordo com a causa. No Estado de São Paulo, por exemplo, existe o patamar do Fórum Estadual de São Paulo e nos fóruns regionais se ganha cerca de 2/3 do valor. No interior, os ganhos dependerão do porte da cidade. Para cada processo costumam ser contratados três peritos, o que é indicado pelo juíz e um para cada uma das partes envolvidas. Os ganhos para os que trabalham para as partes podem ser maiores.

COFECON - O Curso de Ciências Econômicas capacita para o mercado de perícia econômico-financeira ou são necessários outros cursos. Existem bons cursos de capacitação para Economistas?

Pedro Afonso - Mais de 3000 economistas, só no Estado de São Paulo já passaram por cursos de perícia. No Brasil tem tantos outros. Esses cursos, porém, costumam ser mais introdutórios e acabam não ensinando a elaborar laudos, por exemplo, o que é uma atividade própria do perito. Isso ainda é falho. Faltam cursos de aprofundamento. O CORECON-SP e a OEB estão elaborando um curso via TV Economista que deve ser dado até o final do ano para todos os economistas em dia com os CORECONs que quiserem participar. Esta é uma iniciativa pioneira que permite o acesso fácil pela Internet, com verificação de presença e certificação. Curso de 60 horas. Curso Geral de Perícia. É necessário que os conselhos, sindicatos e ordens, faculdades devem providenciar cursos.

COFECON - Como se dá a troca de informações da área de perícia econômico-financeira?

Pedro Afonso - A troca de informações é fundamental nesta área, por isso criamos em 2002 um grupo de peritos em São Paulo que abarca 250 economistas de todo o Brasil. O cadastro é feito na página: http://br.groups.yahoo.com/group/economistasperitos/ . Nesse grupo trocamos mensagens técnicas, solucionamos dúvidas e articulamos ações para a melhoria do mercado de perícia. Muitos que estão neste encontro já participam do grupo.

COFECON - Qual o resultado esperado a partir deste I Encontro?

Pedro Afonso - A partir dos mini-plenários foram levantadas propostas que serão encaminhadas aos Conselheiros Federais e Presidentes de CORECONs para que sejam tomadas iniciativas, ações e projetos que possibilitem uma maior inserção dos economistas no mercado como peritos e auditores e que de alguma maneira ajudem o aperfeiçoamento e a função social do perito e auditor.

Fonte: COFECON


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