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Renan Calheiros absolvido

13.09.2007
 
Renan Calheiros absolvido

O presidente do Senado brasileiro, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu evitar ontem a perda do seu mandato. O processo que pedia que fosse removido da Casa foi rejeitado pelo plenário da Casa por 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e seis abstenções. Eram necessários 41 votos para que ele fosse cassado. Renan era acusado de pagar despesas pessoais com recursos repassados por um funcionário da construtora Mendes Junior.

 Os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) apresentaram os argumentos pedindo a cassação do senador. Depois disso, o senador Almeida Lima (PMDB-SE), terceiro relator e aliado de Renan, disse que não havia provas consistentes contra o senador, pedindo sua absolvição. Na seqüência, defesa e acusação falaram.

 Renan chegou a discursar, se declarou inocente e vítima de um julgamento político, pautado por uma divergência regional. Lendo o texto aos pares, que foi elaborado em conjunto com a cúpula peemedebista, o presidente do senado repetiu a tese de que não há provas contra ele. Ao longo da sessão, Renan trocou farpas com dois senadores, enquanto pedia o apoio de outros.

Para os parlamentares que participaram da sessão, os trabalhos correram dentro da normalidade, tendo os senadores permanecido a maior parte do tempo em silêncio. "Foi uma vitória do parlamento. O Congresso não é lugar de injustiça", exultou o aliado Wellington Salgado (PMDB-MG).

Para a oposição, a responsabilidade pela vitória de Renan deve ser associada diretamente ao PT. "Não tenho dúvidas de que o PT foi fundamental para isso. O PT desequilibrou a votação [em favor de Renan]. Existe uma relação promíscua entre governo e Senado", afirmou o presidente nacional do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE), escreve Folha de São Paulo. 

Sem conter as lágrimas, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Netto (AM), chamou de covardes os que se abstiveram de votar. "Pessoas covardes que não tiveram coragem de condenar nem de absolver. São pessoas repulsivas", disse ele.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) também condenou o comportamento dos que não se manifestaram.

"Seis senadores deram uma de Pilatos. Com essas abstenções teríamos 41 votos pela cassação", disse ele. "Todo mundo vai pagar por essa votação equivocada."

Suplicy, no entanto, disse que a responsabilidade pela absolvição de Renan não pode ser atribuída ao PT. "As abstenções podem ter vindo do PSDB e do DEM. Quando tivermos o voto aberto, poderemos afirmar essas coisas com segurança", afirmou.


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