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Lula participará na Cimeira do G8

13.07.2006
 
Lula participará na Cimeira do G8

Presidente Luis Inácio Lula da Silva deseja comunicar um novo impulso à Rodada Doha das negociações comerciais globais na próxima cúpula do G8 em São Petersburgo. O chefe do Estado brasileiro fez essa declaração na entrevista  publicada pelo jornal britânico “The Financial Times”.

Os líderes do Brasil e da Índia, considerados pesos pesados nas conversas de Doha, participarão de uma reunião especial com os representantes do G8 (os sete países mais industrializados do mundo e Rússia). A China também foi convidada para o encontro, na próxima segunda-feira, em São Petersburgo.

  O presidente do Brasil expressou a certeza de que o problema da regulação das relações comerciais será obrigatoriamente levantado nesse encontro, mesmo apesar de que não consta da agenda oficial.

"Não é possível que os presidentes dos países mais importantes do mundo se reúnam e o assunto mais importante do mundo não seja analisado", disse Lula,

  Supôs que no âmbito da reunião será possivelmente organizado um encontro separado entre os dirigentes dos países mais industrialmente desenvolvidos com os seus homólogos convidados desses cinco países, no qual todos analisarão as perspetivas de conclusão feliz da Rodada de Doha.

"Será uma reunião necessária, mesmo que só dure duas horas. Nossos representantes na mesa de negociação estão em dificuldades, de modo que os líderes têm que dizer se querem avanços ou não", acrescentou.

Lula destacou as posições dos chefes de governo do Reino Unido, Tony Blair, e da Alemanha, Angela Merkel, que, na sua opinião, querem um acordo na Rodada de Doha.
No entanto, Lula disse que o presidente francês, Jacques Chirac, tem "uma posição muito mais dura em defesa dos agricultores franceses, e sua posição conta muito na Europa".

Lula reafirmou a necessidade de os Estados Unidos reduzirem os subsídios agrícolas e de a União Européia (UE) diminuir suas barreiras tarifárias para produtos agrícolas.


Para ele, as disputas eleitorais estão afetando as perspectivas de progresso na Rodada de Doha. "O problema não é econômico, é eleitoral. Os líderes estão pensando nas próximas eleições", comentou.


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