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"O PT está traçando uma política de autoliquidação", diz presidente do PCO

12.11.2017
 

"O PT está traçando uma política de autoliquidação", diz presidente do PCO

O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, criticou a política do Partido dos Trabalhadores (PT) desde o início do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, o PT "não percebeu [que estava sendo planejado] o golpe, confiou que seus aliados golpistas iriam defendê-lo contra o golpe, sofreu o golpe, não lutou depois do golpe e agora se lançou na campanha [para as eleições] de 2018 e poderá se aliar com os próprios golpistas".

Em seu programa semanal no Youtube, "Análise Política da Semana", realizado aos sábados pela manhã, Pimenta classificou essa política de "extremamente confusa, baseada em fantasias e não na realidade". "O PT está traçando uma política de autoliquidação", afirmou.

Como líder do partido que mais se destacou na mobilização contra o processo político de 2016, ele criticou a postura principalmente de alguns membros do PT de querer formar novas alianças eleitorais com partidos que apoiaram o impeachment e "traíram o governo de Dilma Rousseff". Ele alertou para que isso possa ocorrer novamente e que o PT pode ser novamente sabotado por aliados, o que seria gravíssimo erro fazer velhas alianças com setores que há pouco ajudaram a derrubar o governo do PT.

Para Rui Costa Pimenta, a politica correta, que deveria ser implementada pelos partidos de esquerda como o PT, e que já está sendo executada pelo PCO, é a luta popular para anular o impeachment. Conforme sua posição, acreditar em eleições democráticas em tempos de golpe de Estado é uma ilusão. Até porque a principal figura do PT, o ex-presidente Lula, que tem maior apoio popular para se eleger, sofre processo na Justiça e pode ser preso antes das eleições.

"Ninguém deu um golpe, enfrentou um custo político do desgaste da derrubada do governo de Dilma Rousseff para entregar o poder de volta para Lula em uma eleição presidencial", disse. "A ideia [de quem assumiu o poder] é montar um sistema profundamente autoritário: retirar da população o poder limitado de eleger os candidatos e somente nessas condições é que teríamos eleições em 2018".

O líder comunista resumiu a intenção da burguesia ao retirar o PT do governo: "Dar um golpe, criar novas condições políticas e nessas circunstâncias eleger um candidato do golpe para levar adiante a política do governo Temer com muito mais agressividade."

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