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A esquerda vota em Lula

12.10.2006
 
A esquerda vota em Lula

Michel Lowy, sociólogo brasileiro radicado na França, eleitor de Heloísa Helena no primeiro turno, declarou que "para evitar o retrocesso que seria um governo Alckmin, vou votar em Lula no segundo turno. Sem ilusões, mas convencido de que é importante evitar que chegue ao poder um personagem perigoso, identificado com a Opus Dei, e com a versão mais brutal, repressiva e antipopular do capitalismo selvagem".

Ariano Suassuna, militante do PSB e autor de obras memoráveis da literatura brasileira, como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, votou em Lula no primeiro turno e vai repetir o voto no segundo turno. Para Ariano, "uma possível eleição de (Geraldo) Alckmin vai ser um retrocesso, porque ele representa para mim uma volta do pensamento que considero altamente nefasto, o capitalismo neoliberal. Ele está cercado pelo Fernando Henrique Cardoso, por todo este grupo que entregou a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), entregou a Companhia Vale do Rio Doce e não entregou a Petrobras, o Banco do Brasil e a base de foguete de Alcântara (MA), porque o Lula não deixou".

O desenhista Ziraldo também vai de Lula no segundo turno. Em artigo publicado no jornal O Tempo, de Belo Horizonte, Ziraldo afirma o seguinte: "Delenda Daslu! Não é possível que nós, mineiros - depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique - vamos agora eleger o Alckmin".

João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem-Terra, também vota em Lula. Para Stédile, "os movimentos sociais e todos os seus militantes devemos nos mobilizar, arregaçar as mangas e ir para as ruas para derrotar a candidatura Alckmin e os seus interesses de classe. Não podemos vacilar. Vamos transformar a campanha num debate de projetos e de idéias. Uma vitória de Alckmin seria uma derrota gravíssima para o povo brasileiro".

O arquiteto Oscar Niemeyer, arquiteto e um dos criadores de Brasília, também votará em Lula, porque o julga "indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos".


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