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Indústria brasileira em alta

12.05.2010
 
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Indústria brasileira em alta

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE

Base: Março de 2010

Em março, indústria avança em 12 dos 14 locais pesquisados

Entre fevereiro e março, os índices regionais de produção industrial ajustados sazonalmente cresceram em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, com destaque para Paraná (18,6%), Amazonas (10,1%), Pernambuco (4,4%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Santa Catarina (3,7%), que cresceram acima da média nacional (2,8%). Completam a lista de locais com taxas positivas: Minas Gerais (2,8%), Espírito Santo (2,2%), Rio de Janeiro e região Nordeste (ambos com 1,8%), Bahia (0,9%), Pará (0,7%) e São Paulo (0,6%). Apenas Ceará (-0,3%) e Goiás (-6,8%) apresentaram recuos neste indicador.

No confronto com março de 2009, as 14 regiões registraram taxas positivas, que refletem a aceleração no ritmo da produção e também a base de comparação retraída, decorrente dos efeitos da crise econômica internacional. As variações oscilaram entre os 45,0% do Espírito Santo e os 7,0% do Pará. Acima da média nacional (19,7%), além do Espírito Santo, destacaram-se Amazonas (39,9%), Pernambuco (25,3%), Paraná e Goiás (ambos com 23,7%) e Minas Gerais (22,4%). Os demais resultados positivos foram: São Paulo (18,4%), Santa Catarina (17,9%), Rio Grande do Sul (16,4%) região Nordeste (14,6%), Ceará (14,4%), Rio de Janeiro (11,4%), Bahia (9,5%) e Pará (7,0%).

Todos os 14 locais pesquisados avançaram no primeiro trimestre de 2010, frente ao último de 2009, com destaque para as expansões de Goiás (13,7%), Amazonas (11,6%), Pernambuco (7,6%) e Espírito Santo (7,1%). A média nacional ficou em 3,0%. Crescimento generalizado também na comparação 1º tri10 / 1º tri09. Acima da média nacional (18,1%) estiveram Espírito Santo (44,1%), Amazonas (32,3%), Goiás (26,7%) e Minas Gerais (25,3%). São Paulo cresceu exatos 18,1%.

Amazonas

Em março, a indústria do Amazonas avançou 10,1% frente ao mês anterior. Na comparação com março de 2009, alta de 39,9%, quinta taxa positiva consecutiva nesse tipo de confronto e a maior desde o início da série histórica (janeiro de 2002). Já a produção no primeiro trimestre de 2010 cresceu 32,3% frente ao mesmo período de 2009 e 11,6% na comparação com o 4º trimestre de 2009 (com ajuste sazonal). A taxa dos últimos 12 meses avançou 2,5% em março, primeiro resultado positivo desde janeiro de 2009.

A expansão de 39,9% no índice mensal teve perfil generalizado de crescimento (10 dos 11 setores pesquisados), com destaque para alimentos e bebidas (57,1%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (52,0%) e máquinas e equipamentos (105,6%).

Já no acumulado do primeiro trimestre do ano observou-se crescimento de 32,3% apoiado no desempenho de nove segmentos, com alimentos e bebidas (41,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (37,5%) exercendo as principais contribuições positivas sobre o índice global.

A média móvel trimestral cresceu 5,3% entre fevereiro e março, e manteve a trajetória ascendente observada desde maio de 2009.

Pará

Em março de 2010, a indústria do Pará cresceu 0,7% frente a fevereiro, quarta taxa positiva consecutiva (ganho acumulado de 7,7%). Na comparação com março de 2009, avanço de 7,0%. Quanto ao primeiro trimestre, crescimento tanto frente ao mesmo período de 2009 (7,4%) como frente ao trimestre imediatamente anterior (5,8%). A taxa dos últimos 12 meses apresenta resultado negativo (–4,1%), mas segue trajetória ascendente desde novembro (-7,9%).

O crescimento de 7,0% no índice mensal ocorreu com quatro das seis atividades mostrando expansão. As principais contribuições positivas vieram de indústria extrativa (14,6%), minerais não metálicos (40,6%) e celulose e papel (25,2%).

Entre os períodos outubro-dezembro de 2009 e janeiro-março de 2010, três das seis atividades mostraram maior dinamismo, com destaque para indústria extrativa , que passou de -2,9% para 7,6%. No indicador acumulado no ano, frente a igual período de 2009, avanço em quatro ramos: indústria extrativa (17,3%), minerais não metálicos (38,3%) e alimentos e bebidas (10,1%).

A média móvel trimestral cresceu 1,9% entre fevereiro e março, e manteve a trajetória ascendente iniciada em outubro último.

Nordeste

Em março, a produção industrial do Nordeste cresceu 1,8% em relação ao mês anterior, oitava taxa positiva seguida (alta acumulada de 13,9%). A indústria do Nordeste cresceu 14,6% em relação a março de 2009 e 11,7% no acumulado dos três primeiros meses do ano. O indicador acumulado nos últimos 12 meses avançou 0,4%, mantendo trajetória ascendente desde setembro (-7,3%). No confronto com o trimestre imediatamente anterior, a indústria nordestina, ao crescer 3,9%, atingiu o terceiro trimestre de crescimento consecutivo.

O crescimento de 14,6% no indicador mensal ocorreu todas as 11 atividades pesquisadas mostrando resultados positivos, com destaque para alimentos e bebidas (16,9%), produtos químicos (9,7%), metalurgia básica (32,1%) e têxtil (19,5%).

Em bases trimestrais, a indústria nordestina acelerou o crescimento entre o 4º trimestre de 2009 e o primeiro trimestre de 2010, com todos os setores apontando ganho, com destaque para metalurgia básica (de -0,7% para 35,6%); alimentos e bebidas (de 0,5% para 3,3%) e máquinas, aparelhos e aparelhos elétricos (de -10,7% para 48,1%).

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