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Vazamento atinge Rio e deixa mais de 100 mil sem água

12.01.2007
 
Vazamento atinge Rio e deixa mais de 100 mil sem água

O vazamento de 2 milhões de metros cúbicos de lama de bauxita, ocorrido no município mineiro de Miraí na madrugada da quarta-feira (10), está descendo o Rio Muriaé e deve atingir o Rio de Janeiro nas próximas horas.

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), do Rio de Janeiro, estimou que cerca de 100 mil moradores de cinco municípios do noroeste fluminense ficarão, em média, de 6 a 7 dias sem água por causa da chegada da lama despejada pela mineradora Rio Pomba Cataguases, em Miraí (MG), no Rio Fubá, após o rompimento de um dique. O governo estadual está pedindo aos moradores da região noroeste que armazenem água , noticia Agência Brasíl.


O prefeito, José Geraldo Pereira de Carvalho, decretou estado de emergência na cidade, por conta da enchente provocada pela subida do nível do Rio Muriaé, em função da grande quantidade de lama na água.

 Carvalho mobilizou 13 carros-pipa para transportar água mineral de uma fonte da localidade de Panorama para abastecer a população. A prefeitura vem auxiliando na retirada dos móveis e dos objetos das pessoas desalojadas. No centro da cidade as lojas e os bancos não estão funcionando, as ruas estão alagadas e o trânsito de carretas e caminhões pesados e carros particulares foi totalmente interrompido.

O presidente da Cedae declarou que, até o fim da tarde, a situação estava sob controle no Rio. “A lama ainda não chegou ao estado em razão da baixa velocidade da água, mas já tomamos as medidas preventivas”, disse o presidente da Cedae.

Em Miraí (335 quilômetros de Belo Horizonte, foto), após um dia inteiro iniciando a limpeza das ruas, a cidade recebeu mais uma avalanche de lama na madrugada de ontem. Após 50 minutos de temporal, parte da lama que restava na barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases invadiu de novo casas e ruas.

“Não adiantou a limpeza que fiz ontem. Veio tudo de novo igualzinho”, lamentou Claudiana Gonçalves, 38 anos, no bairro Indaiá, um dos mais afetados.

Os Bombeiros estimam que 500 pessoas estão desalojadas desde quarta-feira. Já a prefeitura aponta 4.500 afetados. Cerca de 40% da área urbana do município está sob argila.
A prefeitura disponibilizou uma escola para os desalojados. Mas apenas 40 pessoas ocupavam as salas do colégio ontem pela manhã. A maioria dos atingidos se transferiu para casas de amigos e parentes.

O governo de Minas fixou ontem em R$ 75 milhões a multa aplicada à mineradora e analisa pedido para indiciamento criminal e cível dela.


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