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No Brasil, delação de "Homem Bomba" da Petrobrás pode até adiar eleições

11.09.2014
 
No Brasil, delação de

CURITIBA/BRASIL - Donos e executivos de grandes construtoras brasileiras chegaram a viajar, alguns até para outros países, neste último fim de semana, temendo ser presos por causa da delação do "Homem Bomba" da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, preso na Polícia Federal, que resolveu 'abrir o bico' e contar tudo que sabe sobre os esquemas de corrupção na estatal.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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Logo que foi preso, Paulo Roberto Costa chegou a afirmar que se dissesse tudo o que sabe sobre corrupção na Petrobrás não haveria eleições (para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais) este ano no Brasil.

As principais construtoras do País são os novos alvos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, agora que Paulo Roberto Costa, em sua delação premiada, as identificou como fomentadoras de um grande esquema de corrupção no Brasil.

A lista fornecida pelo 'Homem Bomba" da Petrobrás inclui pesos-pesados das gigantes Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht.

Recentemente, essas gigantes da construção nacional formaram um pool e contrataram o ex-ministro da justiça do governo Lula, Marcio Thomaz Bastos, para tentar evitar que o "Homem Bomba" da Petrobrás fizesse a prometida delação premiada. Entretanto, não deu certo e Paulo Roberto Costa 'abriu o bico', já que está preso e seus comparsas livres, leves e soltos.

Neste último fim de semana, 'cabeças coroadas' e altos executivos das gigantes da construção nacional chegaram a viajar, alguns até saindo do Brasil, temendo serem presos.

A delação do 'Homem Bomba' da Petrobrás inclui gigantes como Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht, entre outras grandes firmas de engenharia, que fizeram negócios com o doleiro Alberto Youssef ou contrataram a MO Connsultoria, uma empresa que, segundo a Polícia Federal, era utilizada para distribuir propinas.

A empresa que tem a maior ligação com Youssef é a Camargo Corrêa, comandada pelo herdeiro Luis Nascimento e presidida por Vitor Hallack.

Líder na construção da Refinaria Abreu e Lima, a Camargo tem como advogado o ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, que, recentemente, conseguiu anular uma outra operação da Polícia Federal, a Castelo de Areia.

Conduzida pelo juiz federal paranaense Sergio Moro, um dos mais rigorosos do País, a Lava-Jato pode desembocar num fato inédito: a prisão de 'cabeças coroadas' das grandes empreiteiras brasileiras às vésperas de uma eleição presidencial.

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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