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Brasil: Indústria em crescimento

11.07.2007
 
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Em relação a maio de 2006, o setor industrial fluminense assinala avanço de 2,0%, tendo como principal contribuição positiva a performance da indústria de transformação (3,3%), uma vez que a indústria extrativa (-3,5%), influenciada por problemas operacionais nas plataformas de petróleo, prossegue com resultados negativos neste tipo de comparação em 2007. No primeiro segmento, onde oito das doze atividades apontam expansão na produção, o principal impacto positivo vem da metalurgia básica (28,6%), favorecida pela combinação de uma produção em elevação e de uma baixa base de comparação em virtude de paralisação de um alto forno em grande empresa do setor nos primeiros meses de 2006. Neste segmento, a maior influência positiva cabe aos itens folhas-de-flandres e bobinas de aço ao carbono. Também vale destacar os desempenhos positivos de edição e impressão (17,3%), outros produtos químicos (14,4%), veículos automotores (10,3%) e bebidas (9,6%). Por outro lado, dos quatro ramos da indústria de transformação que reduzem a produção, sobressai a pressão negativa vinda da farmacêutica (-32,8%).

A indústria fluminense cresceu 2,2% no indicador acumulado para os cinco primeiros meses do ano baseada, sobretudo, na expansão da maior parte (oito) dos setores pesquisados. A metalurgia básica (25,3%) mantém a liderança em termos de impacto sobre o índice geral. Outras contribuições positivas relevantes sobre o resultado global vieram de edição e impressão (15,1%) e de outros produtos químicos (11,2%), por conta, em grande parte, da boa performance, respectivamente, dos itens: jornais e herbicidas. Em sentido oposto, entre os que assinalaram taxas negativas, a indústria farmacêutica (-20,2%) exerceu a principal influência, seguida por refino de petróleo e produção de álcool (-5,7%) e alimentos (-6,5%). Nestes segmentos, sobressaem os recuos nos produtos: medicamentos; óleo diesel; e preparações e conservas de peixes. A indústria extrativa, pressionada pelas paralisações técnicas e problemas operacionais nas plataformas de petróleo, prossegue mostrando queda (-2,0%).

São Paulo

A produção industrial de São Paulo mostra, em maio, acréscimo de 1,3% frente a abril, na série livre de influências sazonais, quarta taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 4,1% neste período. Com isso, o índice de média móvel trimestral, que cresce 0,5% entre os trimestres encerrados em abril e maio, também assinala seu quarto resultado positivo consecutivo.

Na comparação com igual mês do ano passado, o aumento foi de 3,2%, quinto mês de crescimento consecutivo. Com isso, o indicador acumulado no ano permanece assinalando expansão (3,4%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, cresce 2,9%, porém mostra ligeira redução no ritmo frente a abril (3,2%).

Em relação a maio de 2006 (3,2%), quinze das vinte atividades pesquisadas contribuíram positivamente para a formação da taxa geral, com os principais destaques, em termos de participação, vindo de máquinas e equipamentos (16,9%), farmacêutica (14,9%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (17,5%). O avanço observado no primeiro segmento é explicado, principalmente, pelo bom desempenho de bens de capital tipicamente industriais e agrícolas, com destaque para os itens centros de usinagem e máquinas para colheita. No segundo e terceiro ramos, sobressaem os acréscimos na fabricação de medicamentos; e aparelhos de comutação e telefones celulares. Por outro lado, máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-14,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,3%) e alimentos (-4,7%) exerceram os impactos negativos mais relevantes, pressionados sobretudo pelos recuos observados em transformadores; óleo diesel e gás liqüefeito de petróleo; e açúcar cristal e biscoitos.

O indicador acumulado no ano apresentou expansão de 3,4%, com quatorze ramos influenciando positivamente a média da indústria. As principais contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (14,2%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (35,6%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (11,5%), pressionados sobretudo pelos acréscimos observados em centros de usinagem e máquinas para colheita; computadores e monitores; telefones celulares e aparelhos de comutação, respectivamente. Em contraposição, as maiores influências negativas foram exercidas por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,3%), veículos automotores (-2,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-3,3%), especialmente devido à redução na fabricação de transformadores; automóveis; óleo diesel.

Paraná

A produção industrial do Paraná recuou 0,7% em maio frente ao mês imediatamente anterior, sendo este o segundo resultado negativo consecutivo, acumulando queda de 1,1%, já descontadas as influências sazonais. Mesmo com estes resultados, o índice de média móvel trimestral aponta um avanço de 0,8% na passagem dos trimestres encerrados em abril e maio, completando oito períodos com taxas positivas, totalizando expansão de 9,7%.

No confronto com igual mês do ano anterior, o setor prossegue mostrando expansão (4,2%) pelo oitavo mês consecutivo. O indicador acumulado nos primeiros cinco meses do ano aponta crescimento de 8,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. O indicador acumulado nos últimos doze meses, que cresce 3,3% em maio, assinala ligeira aceleração frente ao índice de abril (3,0%).

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