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Brasil: Indústria em crescimento

11.07.2007
 
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O indicador acumulado no ano mostra crescimento nulo (0,0%) e entre os dez setores acompanhados, seis apontam recuo na produção, com as influências mais significativas vindo de refino de petróleo e produção de álcool (-36,7%), têxtil (-5,6%) e máquinas, aparelhos emateriais elétricos (-17,0%), que assinalaram redução na produção de gasolina e gás liqüefeito de petróleo (GLP); tecidos e fios de algodão, e transformadores. Em sentido contrário, as maiores contribuições positivas foram observadas em alimentos e bebidas (11,4%) e produtos químicos (16,8%), em virtude, respectivamente, do aumento na fabricação de amendoim e castanha de caju torrados, e refrigerantes; e tintas e vernizes para construção.

Pernambuco

Em maio, a produção industrial de Pernambuco ajustada sazonalmente cresceu 0,7%, em relação ao mês imediatamente anterior, após recuar 1,3% em abril. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostra acréscimo de 1,4% entre os trimestres encerrados em abril e maio, mantendo a trajetória ascendente iniciada em fevereiro.

No confronto com igual mês do ano anterior, o setor assinalou expansão de 9,7%, maior resultado desde outubro de 2006 (11,3%). Com isso, a atividade industrial acentua o desempenho positivo tanto do indicador acumulado no ano, que passa de 5,9% em abril para 6,6% em maio, como do acumulado nos últimos doze meses (de 5,3% para 5,7%).

O indicador mensal da indústria pernambucana assinalou o décimo nono resultado positivo consecutivo, com expansão em sete dos onze setores pesquisados. A maior influência positiva para a formação da taxa de 9,7% veio do crescimento atípico observado em produtos de metal (114,5%), explicado pela baixa base de comparação, por conta de uma paralisação em maio de 2006 de uma importante empresa, para a modernização do seu parque fabril. Neste segmento, o principal destaque é o item latas de alumínio para embalagem, vindo a seguir o item rolhas, tampas e cápsulas metálicas. Vale citar, ainda, as contribuições vindas de produtos químicos (21,9%), em virtude da maior fabricação de tintas e vernizes para construção, e oxigênio; e de alimentos e bebidas (7,8%), em razão do aumento na produção de sorvetes e massas alimentícias. Por outro lado, as influências negativas mais relevantes foram assinaladas por metalurgia básica (-4,0%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,6%), devido, respectivamente, à redução na produção de chapas e tiras de alumínio, e vergalhões de aço ao carbono; lâmpadas, e jogos de fios para velas de ignição.

O indicador acumulado no ano cresceu 6,6% sustentado, em grande parte, pela expansão da produção em oito dos onze segmentos investigados, com as maiores influências vindo de produtos químicos (21,0%), alimentos e bebidas (5,4%) e produtos de metal (17,8%). Estas atividades foram impulsionadas principalmente pelos avanços na produção dos itens tintas e vernizes para construção, e borracha de estireno-butadieno; sorvetes e açúcar cristal; latas de alumínio para embalagem, e latas de ferro e aço; respectivamente. Em sentido contrário, as maiores pressões negativas vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,6%) e calçados e artigos de couro (-13,2%), em função da queda na produção de pilhas ou baterias elétricas; e couros e peles de bovinos.

Bahia

Em maio, a produção industrial da Bahia ajustada sazonalmente avançou 2,2% em relação a abril, revertendo três resultados negativos consecutivos, período em que acumulou perda de 6,6%. O índice de média móvel trimestral mostrou ligeira variação positiva (0,2%) entre os trimestres encerrados em abril e maio.

No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial baiana cresceu 0,5%, após assinalar três taxas negativas consecutivas. Com isso, o indicador acumulado nestes cinco primeiros meses do ano fica ligeiramente negativo (-0,2%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, avançou 0,4%, porém permanece em trajetória descendente desde dezembro de 2006 (3,2%).

No indicador mensal, houve crescimento de 0,5%, com taxas positivas em cinco das nove atividades pesquisadas. A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (24,1%), por conta do acréscimo na produção de farinha e “pellets” da extração do óleo de soja, e cervejas e chope. Vale citar também as contribuições positivas vindas de minerais não-metálicos (16,4%), em virtude da maior fabricação de cimento e granito; e borracha e plástico (9,5%), em função do crescimento na produção de embalagens de plástico para alimentos; e garrafões, garrafas e frascos de plástico. Em sentido oposto, os principais impactos negativos foram dos ramos produtos químicos (-4,8%) e celulose e papel (-10,3%), em razão, respectivamente, da redução na fabricação de sulfato de amônio e amoníaco; e celulose e papel não revestido.

No indicador acumulado no ano, a indústria baiana apresentou ligeira variação negativa de 0,2%, com recuo em seis dos nove setores pesquisados. As maiores pressões negativas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-5,0%), por conta da redução na fabricação de óleo diesel e nafta; e de celulose e papel (-6,1%), decorrente da queda na fabricação de celulose e papel higiênico. Por outro lado, as principais contribuições positivas foram observadas em alimentos e bebidas (15,6%) e borracha e plástico (12,7%), devido, respectivamente, à maior fabricação de farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja, e embalagens de plásticos para alimentos.

Minas Gerais

O setor industrial de Minas Gerais, na série com ajustamento sazonal, assinala aumento de 1,1% na passagem de abril para maio, após recuar no mês anterior também 1,1%. O índice de média móvel trimestral mostra avanço de 1,8% entre os trimestres encerrados em abril e maio, terceiro resultado positivo consecutivo, período em que acumula expansão de 4,0%.

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