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Brasil: Indústria em crescimento

11.07.2007
 
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Brasil: Indústria em crescimento

Na passagem de abril para maio, os índices regionais da produção industrial, ajustados sazonalmente, mostram expansão em dez dos quatorze locais pesquisados. Em sete deles, a indústria cresceu em patamar igual ou superior à média nacional, enquanto, em três estados, expandiu menos que o índice nacional. Em maio de 2007, frente ao mesmo mês do ano anterior, os índices regionais apresentam taxas positivas em doze dos quatorze locais pesquisados.

São Paulo (1,3%), maior parque industrial do país, apresentou taxa igual à média nacional (1,3%), ficando acima desta Goiás (6,1%), Ceará e Santa Catarina (ambos com 3,4%), região Nordeste (3,0%), Pará (2,5%) e Bahia (2,2%). As demais taxas positivas foram observadas nos seguintes estados: Espírito Santo (1,2%), Minas Gerais (1,1%) e Pernambuco (0,7%). Os estados com redução na produção são: Rio de Janeiro (-0,2%), Paraná (-0,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%) e Amazonas (-2,5%).

Acompanhando o movimento observado na indústria nacional, que avança 0,8% entre os trimestres encerrados em abril e maio, maior incremento desde dezembro de 2005 (1,1%), o índice de média móvel trimestral revela a predominância (doze) de locais que assinalam saldo positivo nessa comparação, com destaque para as indústrias de Minas Gerais (1,8%), Goiás (1,8%), Rio de Janeiro (1,5%), Pernambuco (1,4%) e Santa Catarina (1,3%). Os dois únicos locais que mostram perda neste tipo de comparação são Espírito Santo (-0,6%) e Amazonas (-1,0%).

Na comparação sem ajuste sazonal, maio 2007/ maio 2006, os principais destaques, ficam com Pernambuco (9,7%), Rio Grande do Sul (9,5%), Minas Gerais (8,5%) e Santa Catarina (7,1%), que assinalam resultados acima da média nacional (4,9%). Ceará (4,8%), Paraná (4,2%), São Paulo (3,2%), região Nordeste (2,9%), Espírito Santo (2,5%), Rio de Janeiro (2,0%), Pará (1,3%) e Bahia (0,5%) também crescem abaixo do total do país. Houve queda na produção somente em Goiás (-0,2%) e no Amazonas (-1,9%).

No indicador acumulado nos cinco primeiros meses do ano, frente a igual período de 2006, também há um perfil generalizado de expansão que atinge onze locais. As maiores taxas ocorrem no Rio Grande do Sul (8,8%), Paraná (8,1%) e Minas Gerais (7,2%). Observa-se, nesses destaques, uma forte presença da indústria automobilística (automóveis, caminhões e autopeças) e de setores produtores de máquinas e equipamentos, principalmente, de itens associados à dinâmica agrícola. Os demais locais com resultados positivos são: Pernambuco (6,6%), Santa Catarina e Espírito Santo (ambos com 4,6%), Pará (4,4%), São Paulo (3,4%), Goiás (3,1%), Rio de Janeiro (2,2%) e região Nordeste (1,9%). O Ceará mostra estabilidade (0,0%) frente ao período janeiro-maio de 2006, enquanto Bahia e Amazonas registram queda na produção, com taxas de -0,2% e -1,2%, respectivamente.

Amazonas

A produção industrial do Amazonas, em maio, assinala o segundo recuo consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior (-2,5%), na série livre de influências sazonais, acumulando perda de 3,8% entre maio e março últimos. Com isso, o índice de média móvel trimestral apresentou o segundo resultado negativo, acumulando queda de 3,5% entre os trimestres encerrados em maio e março.

Em relação a igual mês do ano passado, a indústria amazonense volta a apresentar recuo (-1,9%) após avançar 3,6% em abril. O indicador acumulado no ano prossegue em queda (-1,2%). No acumulado nos últimos doze meses, a produção apresenta ligeira redução no ritmo de queda nos últimos dois meses: -3,7% em abril e -3,3% em maio.

O resultado negativo no índice mensal (-1,9%), em que cinco dos onze ramos reduziram a produção em relação a maio de 2006, foi determinado, sobretudo, pela forte pressão adversa vinda de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-23,4%). Os decréscimos na fabricação de telefones celulares e de televisores foram preponderantes para o resultado deste segmento. Em menor medida, vale também destacar as influências negativas vindas de borracha e plástico (-30,1%) e de equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (-15,5%). Por outro lado, máquinas e equipamentos (94,3%), edição e impressão (62,9%) e alimentos e bebidas (12,1%), foram os impactos positivos mais relevantes. No primeiro, a produção de microondas teve grande destaque, sobretudo em função do avanço nas exportações deste produto, enquanto que nos outros dois ramos sobressaíram os acréscimos verificados na fabricação de fitas de vídeo e preparações em xarope para elaboração de bebidas.

No indicador acumulado no ano (-1,2%), cinco dos onze setores apresentaram resultados negativos, com a contribuição mais significativa permanecendo com material eletrônico e equipamentos de comunicações (-31,4%). Com menor impacto no resultado geral, destacaram-se também os recuos de borracha e plástico (-30,7%) e de equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (-13,9%), cujos desempenhos foram explicados pelos decréscimos assinalados nos produtos peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica; relógios e lentes para óculos. Em sentido contrário, alimentos e bebidas (25,1%), máquinas e equipamentos (75,8%) e outros equipamentos de transporte (16,3%) exerceram as principais influências positivas, impulsionados, em grande medida, pela maior produção de preparações em xarope e em pópara elaboração de bebidas; fornos de microondas; motocicletas e bicicletas.

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