Pravda.ru

CPLP » Brasil

Reunião CONLUTAS

11.01.2008
 
Pages: 123
Reunião CONLUTAS

 1 – Discussão sobre Meio Ambiente com enfoque classista

Foi positiva a primeira discussão que fazemos sobre este tema na Conlutas. Os debates forma abertos com quatro exposições. Falaram Maria do Céu, da direção do ANDES/SN; Osmarino Amâncio, Seringueiro do Acre; Frei Gilvander, da CPT e do MAB; e a Dra. Delzi, da Renap.

Depois das exposições foi feito uma boa discussão em plenário, com a maioria das intervenções indicando a necessidade de tomarmos a sério a discussão sobre este tema, de forma a que a Conlutas possa melhor orientar suas entidades e movimentos nesta luta que ganha mais importância a cada dia que passa.

Por outro lado, foi também consensual o entendimento de que não podemos entrar nesta discussão sem dar a ela, e às nossas propostas, um sentido de classe, anticapitalista. O capitalismo hoje, e os processos através dos quais buscar viabilizar sua reprodução, são a maior ameaça ao Meio Ambiente.

Foram destacadas ainda neste ponto duas tarefas: Apoiar decididamente a luta contra a transposição do rio São Francisco, encabeçada neste momento pela greve de fome de Dom Luiz Cappio, buscando estender a solidariedade ao bispo a todas as regiões do país.

A outra foi a de organizar um GT de Políticas Ambientais da Conlutas, que terá a tarefa de dar seguimento e aprofundar nossa atuação nesta área. A Coordenação Nacional autorizou a criação do GT, e agora as entidades e movimentos interessados devem buscar articular-se para fazer com que ele ganhe vida.

2 – Conjuntura e Plano de Ação

As discussões neste ponto foram abertas a partir de um informe da companheira Janira (do Sindsprev/rj) que apresentou um panorama geral acerca da situação política e das tarefas que temos pela frente. Foi feito um longo debate, com muitas intervenções, que concluiu para a aprovação da seguinte resolução:

RESOLUÇÃO SOBRE CONJUNTURA E PLANO DE LUTAS

A crise econômica Norte Americana coloca para o Governo Lula, como subserviente da Política dos EUA, a necessidade de acelerar a aprovação das reformas neoliberais em nosso país. Alguns economistas não descartam inclusive a possibilidade de recessão naquele país e isso tem levado Bush a anunciar medidas como o congelamento dos juros das hipotecas na tentativa de frear essa dinâmica. Nesse quadro o governo brasileiro tentará aumentar sua ofensiva para retirar direitos, continuar o desmonte do serviço público e com isso atacar e arrochar ainda mais os servidores públicos além de garantir o pagamento dos juros da dívida externa com sua política de superávit primário, como já podemos observar no anuncio do alto nível das taxas de juros para o próximo período.

No meio desta conjuntura LULA e congresso CORRUPTO salvaram RENAN, protagonizaram um verdadeiro festival em relação à CPMF (que deverá apenas mudar de nome como fruto de novas negociatas), colocaram em pauta o PL da CLT (um duro golpe aos direitos históricos dos trabalhadores) e, a peso de muita repressão tentam impor a implementação do REUNI.

Para garantir êxito LULA contará ainda mais com apoio das entidades governista, a começar pelas centrais agora beneficiadas com milhões do Imposto Sindical.

Todo esse cenário torna ainda mais necessário que aprofundemos o processo de mobilização e unificação das lutas em curso e irmos pavimentando as condições para que realizemos um forte DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÕES, já no mês de abril do próximo.

Para responder a esta realidade indicamos algumas iniciativas:

Devemos fortalecer a Luta Contra a Reforma da Previdência, alertando que ela não foi derrotada e que vem sendo imposta de forma fatiada pelo governo federal, que os governos estaduais agora avançam na tentativa de privatizar a saúde pública (como no caso das fundações) e que isso possibilita a mobilização de setores de massas nesses enfrentamentos.

Precisamos seguir desenvolvendo as iniciativas junto às bases de nossas categorias, com os boletins das entidades, a realização de debates e seminários, com uma forte denúncia sobre as intenções do Governo e a partir daí buscar unificar todos os processos de mobilizações em curso, com agitações públicas e um forte chamado a população que se engajem nessa luta de forma a que possamos ir fortalecendo o Dia Nacional de Mobilizações previsto para abril de 2008.

Neste marco devemos dar visibilidade aos ataques do PL da CLT, começando em dar conhecimento sobre o tema aos nossos ativistas e à base (devemos utilizar o parecer dos advogados da CONLUTAS) e termos iniciativas nos estados e nacionalmente (atos, debates, seminários, assembléias...). Devemos buscar unidade com outros setores e organizações (como OAB, ANAMATRA, Ass. de Advogados, etc, etc.) para realização dessas ações, envolver os ativistas e tentar garantir publicidade ao tema e a nossa resistência frente a esse ataque.

Devemos impulsionar e fortalecer as campanhas salariais e nelas incluir as lutas mais gerais contra os ataques do governo e as tentativas de criminalização dos movimentos com utilização de cortes de ponto, demissões de dirigentes, utilização do aparato repressivo, em escala federal, estadual e municipal e a partir da lutas concretas, das necessidades objetivas dos trabalhadores buscar a politização destes processos visando transformá-los em processos de acumulação de forças para o ato de abril.

Pages: 123

Loading. Please wait...

Fotos popular