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Brasil: Mais recursos para Plano Agrícola

10.07.2007
 
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RS - O Brasil tem hoje 300 milhões de hectares em produção agrícola, dos quais apenas 1% está sendo utilizado para o cultivo de álcool combustível e outros 1% para a cana-de-açúcar. Se o Brasil nos próximos dez anos, em uma projeção muito boa, dobrar ou um pouco mais do que dobrar a produção de álcool, teremos na melhor das hipóteses 9 milhões de hectares adicionais. Só de área de pastagens degradadas existem atualmente quatro vezes mais e que precisa ser recuperada. A expansão do álcool, e o governo vai administrar dessa forma, deve se dar muito em cima de áreas como estas e muito pouco nas de produção de alimentos. Até porque as áreas adequa das, planas e mais baratas, para a plantação de álcool combustível são as de pastagens.


EQ - Qual o apoio do governo hoje para o médio produtor?


RS - É de significativa importância a queda nos juros do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural), de 8% para 6,25%, e da ampliação dos recursos de R$ 700 milhões para R$ 2.2 bilhões. No setor cooperativista, cerca de 70% dos produtores é de médio porte, o que significa uma fatia importante do agronegócio. Portanto, haverá “sobras” de recursos do crédito rural programado para a safra 2006/2007, que foi de R$ 50 bilhões. A estimativa é de que, deste total, sejam aplicados R$ 45 bilhões. As sobras devem-se à inadimplência e à ausência de garantias dos produtores aos bancos. Mas na medida em que a questão do endividamento seja resolvida, os bancos vão liberando as garantias.


EQ - O escoamento da safra sempre foi um problema para a agricultura brasileira. Nossa infra-estrutura é precária e a logística é complicada. O Programa de Aceleração da Agricultura (PAC) vai ajudar a Pasta a solucionar estes problemas?


RS - O PAC contempla algumas obras que também interessam a agricultura e o governo federal já pediu para que se estudasse mais especificamente a logística e a infra-estrutura para o setor. O ministério tem um departamento que também analisa esses problemas para ver se consegue uma condição melhor. O nosso agricultor, para dentro da sua porteira, é extremamente eficiente. Fora do portão é que começam as dificuldades. São problemas de impostos, estradas ruins, etc. É por isso que se fez uma agenda no dia do lançamento do Plano Agrícola, em que temos outras questões básicas que terão de ser debatidas e decididas sobre elas.


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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