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Brasil: Cresce produção industrial

10.05.2006
 
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A taxa acumulada nos últimos 12 meses, que havia ficado estável entre janeiro e fevereiro (3,2%), teve suave aceleração em março (3,6%).

Paraná

Houve queda de -3,2% na produção em março, na comparação com igual mês do ano passado - o nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. Os indicadores acumulados para o primeiro trimestre do ano e nos últimos 12 meses também foram negativos: -5,5% e -1,1% respectivamente.

O recuo na comparação mensal deveu-se, sobretudo, à queda em 8 das 14 atividades pesquisadas. Os maiores destaques foram máquinas e equipamentos (-15,3%), madeira (-19,0%) e edição e impressão (-14,7%). Por outro lado, sobressaíram as expansões em celulose e papel (13,0%) e alimentos (4,4%).

O acumulado nos três primeiros meses do ano (-5,5%) mostrou relativa estabilidade no ritmo de produção em relação ao último trimestre de 2005 (-5,6%). No primeiro trimestre deste ano, 7 dos 14 setores pesquisados tiveram decréscimo. Os principais destaques negativos foram veículos automotores (-16,9%), edição e impressão (-23,3%) e máquinas e equipamentos (-17,4%). Por outro lado, os maiores impactos positivos vieram de celulose e papel (10,4%) e de borracha e plástico (21,6%).

A indústria paranaense teve queda de -1,1% no indicador acumulado nos últimos 12 meses, acentuando a desaceleração no ritmo da produção em relação a fevereiro (-0,6%).

Santa Catarina

Em março, a produção industrial cresceu 1,7% no confronto contra igual mês do ano anterior, após ter registrado resultado negativo em fevereiro (-0,4%). O indicador acumulado no primeiro trimestre do ano ficou em 1,2%, enquanto o acumulado nos últimos 12 meses recuou -1,5%.

Para a formação do resultado mensal, contribuíram positivamente 7 das 11 atividades pesquisadas, com destaque para veículos automotores (29,6%) e borracha e plástico (24,4%). Vale destacar também o acréscimo na indústria têxtil (10,0%). Entre as atividades que mostraram queda, alimentos (-7,3%) e madeira (-17,6%) foram os principais impactos.

Com o resultado trimestral (1,2%), a atividade fabril catarinense inverteu a queda observada nos dois últimos trimestres do ano passado (-7,4% e -3,7% respectivamente). Esse movimento é explicado principalmente por máquinas e equipamentos, que passou de -15,9% no período outubro-dezembro para 0,8% entre janeiro e março, seguido por vestuário (de –13,7% para 0,6%), e borracha e plástico (de 5,8% para 22,2%).

No indicador acumulado nos três primeiros meses do ano houve aumento em 7 das 11 atividades investigadas, com os maiores impactos positivos vindo novamente de veículos automotores (27,8%) e de borracha e plástico (22,2%). Outras contribuições positivas relevantes vieram da indústria têxtil (4,3%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,5%). Alimentos (-6,5%) e madeira (-18,7%) foram as pressões negativas mais importantes.

O indicador acumulado nos últimos 12 meses (-1,5%) mantém-se em desaceleração desde fevereiro de 2005 (13,3%).

Rio Grande do Sul

A indústria teve, em março, resultados negativos nos principais indicadores: -1,0% em relação a março de 2005; -1,7% no acumulado no primeiro trimestre; e -3,2% no acumulado nos últimos 12 meses.

O decréscimo no índice mensal (-1,0%) foi explicado pelo desempenho negativo de 8 dos 14 segmentos pesquisados, com destaque para máquinas e equipamentos (-11,0%) e produtos de metal (-12,9%). Já alimentos (6,3%) e calçados e artigos de couro (6,1%) exerceram as maiores influências positivas.

No primeiro trimestre de 2006, o decréscimo de -1,7% foi menor do que os observados no terceiro (-4,1%) e quarto (-3,9%) trimestres de 2005. Entre o último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano, nove setores aumentaram suas participações na taxa global. Calçados e artigos de couro foi o segmento que relativamente mais ganhou participação (de -15,9% para -2,4%).

No primeiro trimestre do ano, houve recuo na produção de 9 dos 14 segmentos, com os principais impactos negativos vindo de máquinas e equipamentos (-16,1%) e de produtos de metal (-11,4%). Por outro lado, as principais contribuições positivas vieram de alimentos (5,5%) e fumo (7,8%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar -3,2%, interrompeu a trajetória descendente da produção, observada desde dezembro de 2004, embora permaneça negativo.

Goiás

Em março de 2006, a produção praticamente não variou (0,1%) em relação a igual mês do ano passado. Houve expansão tanto no trimestre (1,4%) como no acumulado nos últimos 12 meses (2,7%).

Na variação de 0,1% frente a março de 2005, três das cinco atividades pesquisadas tiveram resultados positivos, com metalurgia básica (11,5%) e produtos químicos (7,2%) exercendo os maiores impactos positivos. Por outro lado, alimentos e bebidas (-2,4%), atividade de maior peso na estrutura industrial local, teve a maior influência negativa.

Ao crescer 1,4% no primeiro trimestre de 2006, a indústria goiana inverteu a queda observada no último trimestre de 2005 (-1,5%). Para esse movimento, contribuíram três dos cinco ramos pesquisados, com destaque para produtos químicos, que passou de -17,1% para 3,9%.

No indicador acumulado no primeiro trimestre deste ano, houve crescimento em quatro das cinco atividades. Os principais impactos positivos foram em alimentos e bebidas (2,1%), metalurgia básica (12,8%) e minerais não-metálicos (17,3%). Por outro lado, a indústria extrativa (-25,4%) foi a única atividade com resultado negativo.

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