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Brasil: Cresce produção industrial

10.05.2006
 
Pages: 12345
Brasil: Cresce produção industrial

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE

Base: Março de 2006

Em março, produção industrial cresce em 12 das 14 áreas pesquisadas

O quadro foi de crescimento generalizado na comparação com março de 2005, com as taxas positivas variando de 0,1% em Goiás a 17,5% no Pará. Nos demais locais, os resultados favoráveis foram os seguintes: Ceará (12,3%), Amazonas (8,5%), Minas Gerais (7,3%), São Paulo (6,8%), Bahia (5,9%), região Nordeste (4,6%), Pernambuco (3,9%), Espírito Santo (2,0%), Santa Catarina (1,7%) e Rio de Janeiro (1,3%). Apenas Rio Grande do Sul (-1,0%) e Paraná (-3,2%) tiveram queda.

A aceleração no ritmo da produção industrial nacional na passagem do quarto trimestre de 2005 (1,3%) para o primeiro de 2006 (4,6%) – em relação ao mesmo período do ano anterior - foi verificada também para 13 das 14 áreas investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF Regional) do IBGE. A forte presença dos segmentos de bens de consumo tanto duráveis como semi e não-duráveis e a sustentação das exportações explicam o bom desempenho dos locais que apresentaram os maiores ganhos entre esses períodos: Pará (12,6%), Amazonas (10,6%) e Ceará (10,3%).

No fechamento do primeiro trimestre deste ano, tiveram aumentos superiores à média nacional as indústrias do Pará (12,6%), Amazonas (10,6%), Ceará (10,3%), Bahia (6,6%), Minas Gerais (6,5%), Rio de Janeiro (5,1%) e São Paulo (4,7%) - onde destacaram-se itens como minérios de ferro; televisores; tecidos de algodão; celulose; petróleo e automóveis. Também com expansão, porém abaixo da média, ficaram a região Nordeste (3,3%), Pernambuco (3,2%), Espírito Santo (2,2%), Goiás (1,4%) e Santa Catarina (1,2%). Mais uma vez, somente Rio Grande do Sul (-1,7%) e Paraná (-5,5%) tiveram resultados negativos, com as principais pressões concentradas nas atividades de máquinas e equipamentos e de veículos automotores respectivamente.

Amazonas

Em março, a indústria teve resultados positivos nos principais indicadores: 8,5% no confronto com março de 2005; 10,6% no acumulado no primeiro trimestre; e 11,3% no acumulado nos últimos 12 meses.

O índice mensal (8,5%) refletiu o desempenho positivo de 6 dos 11 setores pesquisados e foi explicado sobretudo pelo ramo de material eletrônico e equipamentos de comunicações (17,0%). Também mereceu destaque o ramo de outros equipamentos de transporte (17,5%).

Entre os segmentos que apresentaram taxas negativas, as contribuições mais relevantes vieram de produtos químicos (-42,3%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-8,9%).

Houve aceleração no ritmo produtivo do quarto trimestre de 2005 (1,9%) para o primeiro de 2006 (10,6%), em comparação com iguais períodos dos anos anteriores. Esse movimento foi observado em oito ramos, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (de 0,8% para 17,6%) e, em menor medida, para outros equipamentos de transporte (de 12,1% para 22,8%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses (11,3%) prossegue com taxas de dois dígitos, embora registre estabilidade em relação a janeiro (11,9%) e fevereiro (11,8%).

Pará

A indústria também teve em março resultados positivos em seus principais confrontos: 17,5% contra igual mês de 2005; 12,6% no primeiro trimestre; e 5,7% no acumulado nos últimos 12 meses.

Em relação a março do ano passado, houve expansão na indústria extrativa (28,6%), tendo sido a maior demanda externa por minérios de ferro a principal explicação para esse desempenho. Na indústria de transformação (9,0%), observou-se crescimento mais moderado, com destaque para metalurgia básica (12,9%) e alimentos e bebidas (15,2%).

A expansão de 12,6% no primeiro trimestre de 2006, melhor resultado desde o início da série, mostra clara aceleração em relação ao dois últimos trimestres de 2005 (1,2% de julho a setembro e 3,9% de outubro a dezembro). Esse movimento é explicado especialmente pelo desempenho da indústria extrativa, que passou de 5,1% no terceiro trimestre de 2005 para 9,5% no trimestre seguinte e chegou aos 26,5% nos primeiros três meses de 2006.

O acumulado em 12 meses (5,7%) mostrou aceleração frente a janeiro (3,8%) e fevereiro (4,5%).

Nordeste

A produção industrial cresceu 4,6% em março, na comparação com igual mês do ano anterior; 3,3% no primeiro trimestre; e 1,6% no acumulado nos últimos 12 meses.

Na primeira comparação, a expansão ocorreu em razão do crescimento de 9 dos 11 segmentos pesquisados. Os maiores impactos positivos vieram das indústrias têxtil (19,9%), de celulose e papel (24,5%) e de metalurgia básica (10,8%). Por outro lado, vestuário (-9,8%) e indústria extrativa (-2,8%) exerceram as duas únicas pressões negativas.

A indústria nordestina mostrou aceleração na passagem do quarto trimestre de 2005 (0,6%) para o primeiro trimestre de 2006 (3,3%), com a contribuição de sete dos nove ramos pesquisados, destacando-se a indústria têxtil (de -12,6% para 8,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (de -3,7% para 1,1%).

O indicador acumulado nos três primeiros meses de 2006 (3,3%) foi decorrente do desempenho positivo em 9 das 11 atividades pesquisadas. As contribuições positivas mais expressivas vieram de celulose e papel (29,4%), metalurgia básica (12,4%) e têxtil (8,6%). Já o maior impacto negativo veio de vestuário (-18,3%).

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