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Brasil: Cresce indústria regional

10.01.2007
 
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Brasil: Cresce indústria regional

Na passagem de outubro para novembro, a produção da indústria regional mostrou expansão em 9 dos 14 locais pesquisados, na série livre de influências sazonais. No confronto novembro 06/ novembro 05, os índices regionais apontaram alta generalizada, atingindo todos os locais, com exceção do Rio de Janeiro (-0,4%). No indicador acumulado para janeiro-novembro, frente a igual período de 2005, houve crescimento em 11 locais.

Na comparação com outubro, Pará (3,8%), Paraná (3,1%), Minas Gerais (2,7%) e Amazonas (2,2%) tiveram os avanços mais acentuados. Goiás (1,7%), Rio Grande do Sul (1,6%), Espírito Santo (1,4%) e Bahia (0,9%) também apontaram crescimento acima da média nacional (0,8%). Entre os cinco locais que registraram queda na produção, o principal foi São Paulo, que, após crescer 1,6% em outubro, voltou a recuar em novembro (-1,0%).

No confronto novembro 06/novembro 05, dos 13 locais com expansão, Pará (17,3%) e Espírito Santo (10,8%) responderam pelas únicas taxas de dois dígitos, apoiados em grande parte na indústria extrativa. Paraná (8,3%), Minas Gerais (7,4%), Goiás (6,7%), Ceará (6,0%) e Bahia (4,8%) completam os locais que avançaram acima da média nacional (4,2%). Os demais resultados positivos foram observados na região Nordeste (4,0%), Pernambuco (3,5%), São Paulo (3,0%), Rio Grande do Sul (1,8%), Amazonas (0,6%) e Santa Catarina (0,1%).

No indicador acumulado para janeiro-novembro, frente a igual período de 2005, houve expansão em 11 dos 14 locais pesquisados. Nesse índice, a liderança do desempenho regional, em termos da magnitude do crescimento, permaneceu com Pará (14,8%), sustentada, sobretudo, pelo maior dinamismo de produtos tipicamente de exportação (minério de ferro e óxido de alumínio). Com taxas acima da média nacional (3,1%) figuraram ainda Ceará (8,5%), Espírito Santo (7,4%), Pernambuco (5,1%), Minas Gerais (4,4%), Bahia (4,3%), região Nordeste (4,0%) e São Paulo (3,6%). Nesses locais, confirmou-se o padrão de crescimento observado para o total da indústria brasileira ao longo do ano passado, uma vez que a estrutura industrial nesses estados tem a forte presença de setores tipicamente exportadores, particularmente as commodities, além de segmentos produtores de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos) e de bens de capital (especialmente os segmentos de informática e de equipamentos elétricos). Os demais locais com resultados positivos foram Goiás (2,6%), Rio de Janeiro (2,1%) e Santa Catarina (0,4%). Por outro lado, acumulando perdas na produção frente a igual período de 2005, figuraram Paraná (-1,9%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e Amazonas (-2,3%).

Acompanhando o movimento observado na indústria nacional, que avança de forma discreta (0,2%) entre os trimestres encerrados em outubro e novembro, o índice de média móvel trimestral revela a predominância (9) de locais que assinalaram saldo positivo nessa comparação, com destaque para a indústria do Espírito Santo (3,2%). Há oito meses, ainda segundo esse indicador, a produção industrial nacional mostra aumento frente ao mês anterior, acumulando expansão de 2,0% entre os trimestres encerrados em novembro e março. Regionalmente, 10 dos 14 locais pesquisados também registraram acréscimo nesse período, com Espírito Santo (8,6%) e Pará (8,3%) liderando esse movimento, enquanto Amazonas (-10,2%) aponta a perda mais aguda.

Amazonas

Em novembro, a indústria do Amazonas apresentou crescimento de 2,2% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após seqüência de três meses de queda, período em que acumulou perda de 5,9%. O resultado também foi positivo na comparação com novembro de 2005 (0,6%). No entanto, os indicadores para períodos mais abrangentes prosseguiram mostrando recuo: -2,3% no acumulado no ano e -2,5% no indicador acumulado nos últimos 12 meses.

O índice mensal cresceu 0,6% devido, sobretudo, à expansão observada em 5 das 11 atividades pesquisadas. Os principais destaques setoriais, que contribuíram positivamente para a formação do índice geral, foram máquinas e equipamentos (60,4%), produtos de metal (53,1%) e outros equipamentos de transporte (16,9%). No entanto, devido às influências negativas de refino de petróleo e produção de álcool (-71,0%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-7,6%) e produtos químicos (-28,3%), o resultado geral ficou em 0,6%. A queda atípica de refino de petróleo e produção de álcool decorreu das paralisações programadas para manutenção nas unidades produtoras.

No indicador acumulado no ano, frente ao mesmo período de 2005, a indústria amazonense recuou 2,3% refletindo, em grande parte, a redução observada em 5 dos 12 setores. Material eletrônico e equipamentos de comunicações, com queda de 11,5%, liderou os impactos negativos sobre o índice global, pressionado, principalmente, pela diminuição na fabricação de telefones celulares e rádios. Em seguida, vale destacar a performance adversa de produtos químicos (-31,3%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-18,4%). Em sentido oposto, outros equipamentos de transporte (15,4%), produtos de metal (29,6%) e edição e impressão (33,8%) figuraram como as maiores pressões positivas.

Mesmo com o avanço de 2,2% observado na comparação com outubro, o índice de média móvel trimestral mostra recuo de 1,3% entre os trimestres encerrados em outubro e novembro últimos.

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