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Assessor de Renan: "Isso tudo é uma armação”

08.10.2007
 
Assessor de Renan: "Isso tudo é uma armação”

Segundo o G1, O Franscisco Escórcio, assessor especial de Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta segunda-feira (8) que nunca articulou a gravação da movimentação de senadores que integram o grupo desfavorável à permanência de Renan na presidência da Casa. "Isso tudo é uma armação. O Renan vai até ficar feliz porque ele não tem nada a ver com isso".


Reportagem publicada pela revista "Veja" acusa Francisco Escórcio de articular um esquema para espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marcone Perillo (PSDB-GO).
Segundo a matéria, o senador Demóstenes Torres teria sido avisado da "trama" pelo empresário Pedro Abrão. Ex-deputado, Abrão teria recebido Escórcio em Goiânia. No encontro, o assessor de Renan teria solicitado a instalação de câmeras de vídeo em um hangar de aviação comercial, comandado pelo empresário, para gravar a movimentação dos senadores de oposição.
Ainda de acordo com a reportagem, o objetivo do assessor de Renan seria montar um dossiê para pressionar os parlamentares, que repetidamente defendem o afastamento do peemedebista da presidência da Casa.

Nota

Escórcio confirmou, por meio de nota, que esteve em Goiânia no dia 24 de setembro para se reunir com um advogado para tratar de uma causa contra o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e obter cópia de documentos que comprometeriam o governador. "Só estive nesse local [para o encontro com o advogado] e de lá regressei, jamais visitando qualquer hangar de táxi aéreo", diz a nota.

Também alega que, no escritório do advogado, encontrou o ex-deputado Pedro Abrão, de quem, segundo a nota, é "velho amigo" e "sempre teve estreita relação". No entanto, ao telefone, Escórcio afirma que o "amigo" rompeu politicamente com o senador Marcone Perillo e que a denúncia deve ter acontecido "para tentar uma reaproximação". "O Pedrinho bancou a campanha do Perillo e o Perillo brigou com ele", afirma.
Na nota, o assessor do presidente da Casa ainda diz que é "amigo pessoal do senador Demóstenes Torres e em nenhum momento me prestaria a fazer qualquer coisa contra ele", diz.

E ainda diz que, no encontro com Pedro Abrão, não tratou do caso Renan. "No nosso encontro, não constou qualquer sugestão de obter informações sobre senadores de Goiás, nem examinado o caso do presidente do Senado, Renan Calheiros", afirma.
Ele anexa à nota duas declarações de advogados. Heli Dourado, que recebeu o assessor de Renan no escritório, afirma que "na parte da conversa que ouvi não houve qualquer afirmativa da parte de nenhum dos dois sobre fotografias, espionagem, grampos e nada que pudesse relacionar com o caso Renan Calheiros".

Cautela

O líder do Democratas, senador José Agripino (RN), adotou o discurso da cautela e disse que vai esperar um pronunciamento de defesa de Renan Calheiros (PMDB-AL) antes de ingressar com nova representação no Conselho de Ética contra o presidente da Casa Por conta deste episódio.

"A palavra está com o Renan. Ele sempre se justificou. Se os argumentos não forem convincentes, haverá representação", anunciou Agripino.


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