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Ministério Público de São Paulo atacado pela PCC

08.08.2006
 
Ministério Público de São Paulo atacado pela PCC

Secretaria de Segurança de São Paulo comunica que os ataques realizados no domingo até a noite da segunda-feira pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) somam 92 . Foram atingidos prédios públicos e privados , incluindo o edifício do Ministério Público do Estado (MPE ). No total seis pessoas já morreram, sendo quatro suspostos criminosos. A polícia prendeu 14 suspeitos de realizar os ataques, informa Terra.


Durante a madrugada da terça-feira, novos ataques foram registrados em cidades do interior. Na Capital, a noite foi tranqüila e os ônibus retornaram a circular após terem sido retirados pelas empresas na segunda-feira, dia 7.


Com relação às mortes, durante a madrugada desta terça-feira um suspeito morreu na cidade de Cotia, na grande São Paulo, em duas situações distintas. No primeiro, guardas civis metropolitanos perseguiu três homens que estavam num Chevette, após terem atirado contra um posto da corporação. Um menor que estava armado acabou falecendo na troca de tiros.


No outro incidente, dois suspeitos foram mortos pela Polícia Militar após atirarem uma bomba caseira contra uma agência bancária. Eles cumpriam pena em regime semi-aberto e deveriam ter retornado à prisão horas antes.


Em balanço divulgado no fim da tarde de segunda-feira, o comandante da Polícia Militar em São Paulo, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, já havia anunciado as mortes de outros dois suspeitos e as prisões de mais 12 pessoas.


Segundo Reuters , o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, disse nesta manhã que o Ministério Público do Estado (MPE )já tinha informação sobre a eventualidade desse ataque à sua sede, uma vez que vem atuando contra a violência.

Rumores sobre uma nova onda de ataques surgiram após um promotor do MPE comentar à rádio Jovem Pan na sexta-feira que ele seria contra a saída temporária de presos na semana do Dia dos Pais (próximo domingo). Quem dá o aval para isso é a Justiça, ouvindo a opinião do MPE e da Secretaria de Administração Penitenciária.

Além disso, também na sexta-feira, o MPE acusou Marcos Camacho, o Marcola, de participação na morte de um bombeiro no dia 12 de maio, na primeira onda de ataques atribuída ao grupo Primeiro Comando da Capital (PCC).

A primeira série de ataques no Estado começou com rebeliões em presídios e atentados contra alvos policiais e civis, como o transporte público e agências bancárias.

Segundo as autoridades, nos incidentes de maio (iniciados dia 12), mais de 160 pessoas morreram, sendo 41 agentes públicos (policiais, guardas municipais e agentes penitenciários). Os outros eram suspeitos que morreram em confrontos com a polícia ou em rebeliões nos presídios.

Na segunda onda de violência, deflagrada em 11 de julho, houve pelo menos 106 ataques, mais de 60 prisões e dez mortes, sendo três de suspeitos. Alvos civis como supermercados, bancos e ônibus foram atacados.


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