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Invasão da Câmara dos Deputados no Brasil

07.06.2006
 
Invasão da Câmara dos Deputados no Brasil

 

 No Brasíl a invasão da Câmara dos Deputados promovida pelo MLST (Movimento pela Libertação dos Sem Terra) terminou com a prisão de cerca de 497 integrantes do movimento. Centenas de manifestantes entraram pela portaria  no tumulto, uma porta de vidro foi estilhaçada e um carro, que seria sorteado em uma promoção, acabou destruído.  Pelo menos 41 pessoas ficaram feridas no episódio.


Um dos feridos, Normando Fernandes, do setor de coordenação de logística do departamento de Polícia Legislativa, está internado na UTI do hospital Santa Lúcia em estado grave.

 O movimento promoveu, no ano passado, uma manifestação no Ministério da Fazenda para exigir o desbloqueio de R$ 2 bilhões do orçamento da reforma agrária. Criado em agosto de 1997, é formado por militantes de esquerda e por ex-líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

 O Presidente da Câmara, Aldo Rebelo  rejeitou o pedido para negociar a prisão dos sem-terra que invadiram a Casa. Vários deputados haviam pedido para Aldo determinar a prisão somente dos líderes do MLST. Mas Aldo descartou a negociação e mandou prender todos os manifestantes.

Com isso, a polícia começou a prender os cerca de 300 manifestantes, que foram levados para o Ginásio de Esportes da PM. Eles serão autuados por dano e destruição do patrimônio público e agressão.

A polícia informou que  que deve usar a gravação em vídeo da invasão para identificar os agressores. Após a saída dos sem-terra, Aldo condenou a invasão e negou que tenha havido falha na segurança da Câmara. Segundo ele, não haverá mudanças no esquema de segurança por conta da depredação ocorrida .


 O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, em entrevista à TV Nacional, criticou a invasão da Câmara dos Deputados por integrantes  do MLST.

"Foi um ato condenável, injustificável sob todos os aspectos, e que acima de tudo não auxilia, não ajuda na reforma agrária. A reforma agrária vai ser vitoriosa enquanto for uma agenda de paz e produção, não uma agenda de violência", disse o ministro.


 Atualmente, o MLST é organizado principalmente no estado de Pernambuco e possui representantes em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Maranhão.


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