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Transição Justa e Trabalho Decente é debatido em Manaus

06.02.2015
 
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O mundo do trabalho esteve no foco dos debates nesta quarta-feira (28/2), no Fórum Social Mundial da Biodiversidade 2015, que aconteceu em Manaus, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques e outros espaços. "Trabalho decente e transição justa: Meio ambiente sob a perspectiva sindical", foi o tema que mobilizou sindicalistas, militantes de movimentos sociais, educadores e gestores públicos para uma troca de experiências e opiniões fundamental na busca de novos rumos e soluções para questões como as condições de exploração em que vivem os povos da floresta.

 
As alternativas para os trabalhadores (as) de segmentos afetados pela redução de vagas e a importância da mulher na construção de um novo contexto social, mais humano e justo para todos, ganhou destaque no painel de debatedores. O diretor Nacional de Formação da Nova Central, Sebastião Soares atuou como coordenador da plenária. Kamila Amaral - secretária estadual de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Amyra El Khalili - economista e ativista da Aliança RECOs, Ruth Coelho, com muita propriedade abordaram sobre o tema.
 
Segundo Sebastião, já existe uma parceria saudável entre o movimento sindical amazonense que fazem parceria para apoiar a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Manacapuru, município que faz parte da Região Metropolitana de Manaus. "Este exemplo de que o papel do sindicalismo na luta pela melhoria das condições de trabalho vai muito além da ação junto às categorias formalizadas, e de que o interesse do trabalhador (a) deve estar sempre acima das disputas entre as organizações sindicais", disse.
 
A Nova Central - AM/RR faz parte desta parceria e garante que a entidade evoluiu bastante nos últimos três anos e hoje, além de garantir o sustento de mais de 70 famílias, desenvolve um trabalho essencial para a limpeza e preservação ambiental no município.  Com base em orientação e o peso político das centrais os cooperados conseguiram, aos poucos, sair dos lixões e das péssimas condições de vida para um trabalho decente, organizado, que traz resultados que os permitem sustentar suas famílias com dignidade.

De acordo com Sebastião, a Nova Central têm resoluções voltadas pela implementação de Políticas Públicas para resíduos sólidos, pela valorização das florestas, proteção ambiental, produção e manejo sustentável com vistas à preservação dos recursos hídricos e o Cerrado brasileiro.
 
"Entendemos que o crescimento econômico não pode se basear apenas pela quantidade a ser alcançada, mas, sim, pela qualidade que estes aspectos econômicos podem gerar nos setores ambiental e social. A Amazônia abriga um leque de vocações produtivas diferenciadas, compreendendo atividades extrativistas, ecoturismo, mineração, agricultura sustentável, produção energética e florestal, desconsiderar sua importância para o equilíbrio do meio ambiente por questões meramente econômicas, é um erro grosseiro que precisamos combater urgentemente", alerta Soares.

 

Fonte: Nova Central Sindical do Trabalho

 


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