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Brasil: Aumenta produção industrial

05.02.2007
 
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Entre as categorias de uso, a maior alta foi de bens de consumo duráveis (5,8%), com o aumento generalizado nos seus diversos subsetores, principalmente automóveis (5,1%) e eletrodomésticos (10,0%). A manutenção do crédito, a maior estabilidade no mercado de trabalho e o aumento da massa salarial estimularam as vendas domésticas de bens duráveis. O segmento de bens de capital (5,7%) também cresceu acima da média nacional, apoiado principalmente no dinamismo do setor de informática (bens de capital de uso misto, que cresceu 11,5%), mas também nos resultados de bens de capital para fins industriais (5,3%) e dos segmentos relacionados à infra-estrutura, como a produção de máquinas e equipamentos para energia elétrica (22,2%) e para construção (8,2%). As pressões negativas vieram dos subsetores de bens de capital agrícolas (-16,5%) e de bens de capital para transporte (-1,6%). O segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (2,7%) ficou próximo à média geral da indústria e teve como destaque alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (3,1%), onde os principais itens foram refrigerantes e cervejas. Vale mencionar também o subsetor de outros bens não duráveis (3,3%) fortemente relacionado ao desempenho das indústrias farmacêuticas e de edição e impressão. A produção do subsetor de semiduráveis (basicamente confecções e calçados) foi 3,1% menor que em 2005.

Ainda em relação ao crescimento acumulado em 2005, o setor de bens intermediários (2,1%) teve o menor crescimento entre as categorias de uso, embora mostre expansão em todos os seus subsetores, com exceção de combustíveis e lubrificantes elaborados (-1,0%). O segmento de maior peso nessa categoria, insumos industriais elaborados (1,2%), cresceu moderadamente. As estatísticas de comércio exterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), mostram que em 2006 o ritmo do volume importado de bens intermediários (15,7%) supera o das exportações totais (3,3%), o que sugere uma maior penetração de importações de bens intermediários. O índice de insumos para construção civil (4,5%) fechou acima do total da categoria e do obtido em 2005 (1,3%).

Em dezembro de 2006 confirmou-se a recuperação no ritmo da indústria que, pelo terceiro mês consecutivo, cresceu na série ajustada sazonalmente. Com estes resultados, o índice de média móvel trimestral sinaliza uma recuperação da atividade industrial no final de 2006, mostrando em dezembro crescimento de 0,7% em relação a novembro, o maior incremento desde dezembro de 2005. Entre os trimestres encerrados em novembro e dezembro, este indicador também foi positivo nas quatro categorias de uso, com destaque para bens de capital (2,3%), seguido por bens de intermediários e bens de consumo duráveis (ambos com 0,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,5%).

Em síntese: desde abril de 2006, o setor industrial cresceu gradualmente, acumulando até dezembro, alta de 2,7%. Entre as categorias de uso, nessa mesma comparação, o setor de bens de capital avançou 6,9%, vindo a seguir bens intermediários (1,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,1%), enquanto bens de consumo duráveis (-3,2%) mostrou desaceleração.

Ricardo Bergamini
ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

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