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Brasil: Aumenta produção industrial

05.02.2007
 
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Brasil: Aumenta produção industrial

De novembro para dezembro, produção industrial cresceu 0,5% - Na série sem ajuste sazonal, houve alta de 0,4% em relação a dezembro de 2005. A produção industrial acumulou 2,8% no ano, ficando abaixo do crescimento acumulado em 2005 (3,1%).

Em dezembro de 2006 a produção industrial cresceu 0,5% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Foi o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando expansão de 2,2% de outubro a dezembro. Em relação a dezembro de 2005, a taxa ficou em 0,4%. Com isso, o acumulado do ano foi de 2,8%, abaixo dos 3,1% acumulados em 2005. No último trimestre de 2006, a produção da indústria superou em 1,1% à do trimestre imediatamente anterior, e em 3,2% o nível observado no quarto trimestre de 2005.

O aumento no nível de produção, de novembro para dezembro (0,5%), é reflexo de um maior número de setores industriais em alta (treze), do que em queda (dez), entre os vinte e três ramos com séries ajustadas sazonalmente. Entre as indústrias em alta, o destaque foi veículos automotores (2,7%), seguido por alimentos (1,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,8%). Já material eletrônico e equipamentos de comunicação (-4,4%) e outros produtos químicos (-1,3%) exerceram as principais pressões negativas, após crescerem 2,4% e 1,8% no mês anterior, respectivamente.

O desempenho de bens de capital, de novembro para dezembro, foi particularmente intenso (5,4%), segunda taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 7,1% nos dois últimos meses investigados. Também com avanço acima da média da indústria, o setor de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 1,4%. O índice de bens intermediários (0,4%) ficou próximo à média global (0,5%), enquanto o setor de bens de consumo duráveis (-0,4%) teve a segunda queda consecutiva, após a forte expansão de 2,9% em outubro. A reação do consumo doméstico e do investimento ao final do ano passado influenciou o desempenho industrial em dezembro, mês em que o setor atingiu nível recorde, para o total da indústria, bens de capital e bens de consumo semi e não duráveis (série com ajuste sazonal).

Em relação a dezembro de 2005 o setor industrial cresceu 0,4%, menor marca desde julho de 2006, bem abaixo das taxas de novembro (4,2%) e outubro (5,0%). No resultado de dezembro, houve influência do menor número de dias úteis (20 em 2006 contra 22 em 2005), além da concentração de férias coletivas em alguns setores importantes. Neste índice, dezesseis dos vinte e sete ramos pesquisados apresentam queda, quando em novembro eram apenas sete. Entre as dez atividades que mostram crescimento, os maiores impactos positivos na formação da taxa global vieram de máquinas para escritório e equipamentos de informática (40,7%), seguida pela indústria extrativa (7,9%), bebidas (9,3%) e máquinas e equipamentos (5,5%). As maiores pressões negativas vieram de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-13,1%) e veículos automotores (-4,8%).

Ainda em relação a dezembro de 2005, todas as categorias de uso cresceram, exceto bens de consumo duráveis (-9,3%), influenciado pelos itens automóveis (-14,7%), celulares (-24,3%) e eletrodomésticos da linha marrom (-8,8%). Bens de capital (5,8%) teve a maior alta, com destaque para bens de capital para uso misto (12,6%), para fins industriais (8,8%) e bens de capital agrícolas (26,6%). Este último subsetor interrompeu uma seqüência de vinte e sete meses em queda, o que pode sinalizar o início de uma recuperação. Bens intermediários (1,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,2%) também cresceram, porém abaixo da média da indústria.

Os índices em bases trimestrais (tabela acima) confirmam que o setor industrial sustentou, ao longo de 2006, taxas positivas: após crescer 4,6% no primeiro trimestre de 2006, houve uma desaceleração nos dois trimestres seguintes, quando as taxas ficaram em 0,9% e 2,8%. No quarto trimestre de 2006, frente a igual período de 2005, a indústria volta a mostrar aumento no ritmo com taxa de 3,3%. Neste trimestre, a produção de bens de capital assinalou a maior expansão (7,7%), seguida por bens de consumo duráveis (4,3%). Abaixo do índice global ficaram bens de consumo semi e não duráveis (2,9%) e bens intermediários (2,3%).

Em relação ao trimestre anterior (tabela acima), série com ajuste sazonal, a indústria cresce há cinco períodos consecutivos, tendo como destaque bens de capital, que cresce há sete trimestres e lidera a expansão nos dois últimos. Os resultados, por categoria de uso, na comparação do quarto trimestre de 2006 com o imediatamente anterior foram os seguintes: bens de capital (3,0%), bens de consumo semi e não duráveis (0,5%), bens intermediários (0,1%) e bens de consumo duráveis (0,0%).

O acumulado de 2006 (2,8%) ficou pouco abaixo dos 3,1% obtidos em 2005. Em 2006, o aumento de produção abrangeu vinte atividades, as quatro categorias de uso e quarenta e nove dos setenta e seis subsetores pesquisados. Os maiores impactos sobre o resultado global vieram de: máquinas para escritório e equipamentos de informática (51,6%); indústria extrativa (7,4%); máquinas e equipamentos (4,0%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,7%); alimentos (1,8%) e bebidas (7,2%). Esse grupo de indústrias tem uma dinâmica bastante articulada ao desempenho de bens de consumo duráveis e de bens de capital, líderes da expansão recente, além de se beneficiar do dinamismo das exportações de commodities, como é o caso da indústria extrativa (minérios de ferro e petróleo) e da alimentícia (açúcar). Já madeira (-6,9%), vestuário (-5,0%) e outros produtos químicos (-0,9%) foram as principais pressões negativas.

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