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UNICEF anuncia queda nas taxas mundiais de mortalidade infantil

14.09.2007
 
UNICEF anuncia queda nas taxas mundiais de mortalidade infantil

Pela primeira vez mortes de crianças menores de cinco anos são inferiores a 10 milhões por ano.

LUANDA, 14 de Setembro de 2007 - Os dados estatísticos mais recentes do UNICEF indicam que houve queda nas taxas de mortalidade entre crianças menores de 5 anos. O número global de mortes de meninas e meninos caiu para níveis inéditos, atingindo 9,7 milhões de mortes por ano. Em 1990, esse número chegou a quase 13 milhões.

Os dados estatísticos resultam de diversas fontes de dados dos países e de duas pesquisas: a de Indicadores Múltiplos (MICS) e a de Demografia e Saúde, ambas conduzidas pelo UNICEF. A série mais recente foi feita em mais de 50 países entre 2005 e 2006. Juntamente com as Pesquisas de Demografia e Saúde patrocinadas pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), as de indicadores múltiplos constituem a mais importante fonte individual de informação sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e formam a base para trabalhos de avaliação a respeito da sobrevivência infantil.

“Vivemos um momento histórico”, afirmou a Directora Executiva do UNICEF, Ann Veneman, “Mais crianças estão sobrevivendo hoje do que em qualquer outro momento. Devemos aproveitar o impulso deste êxito na área da saúde pública para conquistar os Objectivos de Desenvolvimento do Milênio”.

Dos 9,7 milhões de crianças que morrem todo ano, 3,1 milhões correspondem à Ásia Meridional e 4,8 milhões à África ao sul do Saara. Nos países em desenvolvimento, em geral, as taxas de mortalidade na infância são consideravelmente mais altas entre os meninos e meninas que vivem em áreas rurais e cujas famílias são mais pobres. Nos países desenvolvidos, a taxa de mortalidade infantil é de apenas seis por 1.000 nascidos vivos.

As taxas mais elevadas de mortalidade na infância continuam a ser registradas nos países da África Ocidental e Central. Na África Meridional, entretanto, a propagação do VIH tem impedido o progresso em prol da sobrevivência das crianças, que havia sido conquistado com grande esforço.

Grande parte dos avanços obtidos em diversas partes do mundo deve-se à adopção generalizada de acções e políticas de saúde básica, como o aleitamento materno precoce e exclusivo, a vacinação contra o sarampo, a oferta de suplementos de Vitamina A e o emprego de mosquiteiros impregnados com inseticida para evitar a malária.

Os resultados divulgados em Nova Iorque confirmam o progresso obtido com a queda nas taxas de mortalidade por sarampo, observado desde 1999, com uma redução de cerca de 60% no número de mortes causadas por essa doença. Nos países da África ao sul do Saara, a proporção caiu cerca de 75%.

Situação em Angola

Angola não possui dados actualizados que permitam indicar com certeza qual o contributo do país para esta redução mundial. Por isso, o Ministério da Saúde ( MINSA) conta com o apoio do UNICEF para a realização de um inquérito sobre Nutrição Infantil que vai decorrer entre Outubro e Novembro de 2007. Em Abril de 2008, vai então implementar-se um inquérito de Indicadores Múltiplos (MICS) para aferir o nível correcto ou aproximado e as tendências das actuais taxas de mortalidade materno-infantil, dentre outros.

Entretanto, o Governo angolano começou este ano uma nova batalha para fazer baixar a mortalidade das crianças menores de cinco anos e reduzir a mortalidade das mães grávidas. Para conseguir alcançar esses objectivos, o MINSA está a revitalizar os serviços de saúde a nível municipal utilizando uma abordagem de Cuidados Primários de Saúde, com vista a acelerar o acesso universal às intervenções vitais de saúde e melhorar os indicadores de saúde. Esta revitalização será implementada através do investimento em 2007-2013 no Plano de Aceleração das Acções de Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança. Este plano será implementado em 3 fases até atingir todo o país, com o apoio do FNUAP, UNICEF e OMS, bem como outros parceiros a nível global e regional.

Angela Kearney, Representante do UNICEF em Angola, confirmou que “c om a revitalização dos serviços de saúde, vamos actuar não só no tratamento mas também na prevenção das doenças que afectam as crianças e as mães, desde a gravidez , através de um enfoque integrado que inclui serviços de saúde, água e saneamento e também educação.”

Fonte: UNICEF Angola


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