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Apoiar o aleitamento materno aumenta as possibilidades de sobrevivência da criança

01.08.2008
 
Apoiar o aleitamento materno aumenta as possibilidades de sobrevivência da criança

Por ocasião da Semana Mundial do Aleitamento Materno (1 a 7 de Agosto), o Ministério da Saúde, o UNICEF, a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) recomendam a sociedade em geral o maior empenho e participação para a promoção, e apoio à prática do aleitamento materno em Angola.

De acordo com estas instituições, o aleitamento materno, fundamentalmente durante os primeiros seis meses de vida pode evitar a morte de milhares de crianças abaixo dos cinco anos de idade e prevenir doenças mortais como a diarreia e infecções respiratórias, causadas devido a práticas alimentares inadequadas.

Em Angola, a prática do aleitamento materno continua baixa. Dados do MICS de 2001 (Inquérito de Indicadores Múltiplos) apontam que, apenas 14 por cento de crianças são amamentadas exclusivamente até aos quatro meses de idade.

O desmame precoce tem impacto negativo na sobrevivência das crianças, e em Angola tem vindo a contribuir para o aumento da taxa de mortalidade infantil, estimado em 260 mortes por cada 1000 mil crianças antes de atingirem os cinco anos de idade. Estes dados, de acordo com o Plano Estratégico de Redução da Mortalidade Infantil do Governo de Angola para 2006-2009 torna Angola um dos países no mundo com maior taxa de mortalidade infantil.

A amamentação tem sido incentivada pelo facto do aleitamento materno ser mais completo e digestivo para crianças de até dois anos de idade, como também por ter acção imunizante, protegendo-as de diversas doenças.

Crianças amamentadas ao peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, diminuindo a probabilidade de câncer da mama, ajudando na evolução do útero e na depressão pós parto.

Estudos científicos realizados recentemente pelo UNICEF, apontam que a educação, sensibilização e o apoio significativo às mães aumentam as possibilidade destas virem a amamentar os seus filhos durante um maior número de meses, e é especialmente encorajador na promoção do aleitamento exclusivo.

Iniciativas desenvolvidas

Desde Maio de 2006, a Secção Nacional de Nutrição do Ministério da Saúde iniciou com o apoio do UNICEF o Projecto de Reforço das Actividades de Aleitamento Materno com vista a melhorar a qualidade de prestação de cuidados aos recém nascidos, através da iniciativa hospitalar Amigo da Criança (IHAC) em todas as províncias do país.

A iniciativa inclui uma avaliação global e um esquema que reconhece a unidade sanitária que segue as normas e práticas do aleitamento materno, transformando-a assim em Hospital Amigo da Criança. Por outro lado, encoraja as unidades sanitárias com menos práticas de aleitamento materno para melhorarem a sua actuação.

A IHAC providência uma estrutura de trabalho que permite que as mulheres adquiriram habilidades que elas precisam para a amamentação exclusiva até aos seis meses, incluindo alimentação complementar até dois anos.

Apesar destas e outras iniciativas que se vão registando a nível da promoção do aleitamento materno, é imperioso que se multipliquem as iniciativas de informação e sensibilização das nossas populações para a prática do aleitamento materno, um gesto simples e simbólico que pode garantir a sobrevivência da criança e promover maior ligação afectiva entre mãe e filho.

Fonte: UNICEF Angola


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