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Barão de Amazonas – 1882-2007

13.08.2007
 

8 de Agosto – Barão de Amazonas – 1882-2007

125 Anos da morte do Barão de Amazonas em  Montevidéu.

O ALM. FRANCISCO MANUEL BARROZO DA SILVA NASCEU LISBOETA, FOI GLÓRIA DA MARINHA BRAZILIENSE TENDO GANHO ESPOSA, FILHOS E NETOS URUGUAIOS.

Poderiamos começar esta matéria lembrando e adatando um trecho do Visconde deTaunay, no libro Ao Aterdecer (pp. 81-82) que fala assim:

“Como é que um cidadão lisboeta (goiano) nascido tão longe….foi fazer o diabo e pintar a manta no Rio da Prata,….é o que custa crer".

Na página 1083 da Segunda Edição do famoso amigo Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, mostra este fragmento fazendo que nossa imaginação decolasse mais uma vez na pista do PRAVDA.

Acabou de nascer a primeira das nossas matérias feitas a quatro mãos, confira-a agora !!

Mesmo que pareça incrível aproxima-se uma data que além da grande importancia vai se lembrar (será?) sem foguetes nem honra pois tendo ficado de orelha em pé poderiamos acreditar que nem se quer vai se lembrar.

125 anos sem lembrança nenhuma desse fato histórico que a capital uruguaia poderia sedear com comemorações próprias que um herói da Esquadra Brasileira teria que receber na terra que adotou como sua para a última fase da vida., afundando suas âncoras na Cidade Velha do lado do pessoal mais caro que foi uruguaio.

Do jeito que sempre acontece com heróis e após muitos anos da morte, a hora de prantos e dor somiu porém em louvor ao Barão de Amazonas só estaría faltando colocá-lo acima do pódio dos maiores destaques da história brasileira que andaram pela cidade de Montevidéu (não foram muitos) e procurando uma forma de homenagem para ele.

A materia não foi inserida o dia do evento tentando que alguém receba o “convite” para começar organizar uma homenagem para o Almirante Barrozo, bem mais conhecido como o Barão de Amazonas, seja o dia oito ou o dia que for preciso mas tendo como alvo que isso aconteça.

Joga fora a burocracia dessa rotina inflexível e chata matando a insensibilidade !!!

Do lado do PRAVDA, temos começado contatos com o Presidente da Comissão de Nomenclatura de Ruas da cidade de Montevidéu na Câmara Municipal dos Vereadores , o Sr. Dari Mendiondo procurando que essa entidade ofereça a única homenagem colocando uma placa como lembrança deste fato histórico na frontaria dessa casa que foi o lugar onde os amigos e parentes despediram-no antes da saída do corpo rumo ao Cemitério rente ás águas do Rio Rio da Prata, seu ambiente natural no decorrer da vida.

O Quebra-gelos oceanográfico, Ary Rongel , bem mais conhecido como o Gigante Vermelho da Marinha Brasileira ancorou no porto de Montevidéu na sexta 6 de abril retrasado ficando até domingo 8 sendo alvo dos visitantes uruguaios e inúmeros brasileiros que de carro ou ônibus de excursão lotam as ruas montevideanas por causa da força que ganha o Real (moeda brasileira) perante o peso uruguaio.

O navío foi imã e tanto mas a pregunta é a seguinte.

Quantas fotos teriam tirado os turistas brasileiros dum “Monumento Histórico” como é a casa na qual o Barão de Amazonas acabou seus días em Montevidéu, apenas uns sete quarteirões do Ary Rongel ?

Quantas fotos poderiam tirar daqui para frente os turistas brasileiros ou portugueses nesse ponto histórico no Calçadão Sarandí com sinais de tráfego com essa referência ?

Por enquanto, sinal fechado para a Cultura !!!

Será que alguém vai consertar o farol tricolor para o sinal abrir pensando no futuro ?

Seja qual for o partido político, Uruguai divulga seus destaques turísticos em muitos países do mundo mas todos sem diferença teriam que fazer ou ter feito uma pesquisa daqueles fatos ou personagens históricos que tiveram alguma coisa a ver com qualquer uma das cidades, neste caso Montevidéu.

Sem dúvida haveria uma virada na escolha dos destinos turísticos dos brasileiros mínimo para o próximo feriadão pois o povo brasileiro atende tudo quanto tem a ver com a Cultura e Uruguai ia receber alguns “réis” da época do Alm. Barrozo pela grande visitação que ia pagar os investimentos de divulgação feitos com antecedência.

No Uruguai, tentando descobrir a direção do vento, continuamos umidificando o dedo indicador e colocando-o nas quatro direções procurando perceber o frio mais intenso nesse dedo ou seja a aragem trazida pelo tal vento e no final, sua direção !!

Por amor de Deus !!

Aos cerebros de MKT, Comunicações ou Divulgação, seja qual for a nomeação da placa que colocaram nas portas dos escritórios, vamos dar uma lida no histórico aprofundando nas pesquisas para logo, só logo divulgar Turismo com ou sem estandes pelo mundo.

Tentando oferecer nossa homenagem nessa faixa da vida do Barão de Amazonas bem mais uruguaia, pesquisamos e compartilhamos con nossos leitores alguns trechos das páginas da Quarta, 9 de Agosto de 1882 publicados nos dois jornais mais conhecidos da época, talvez os únicos.

Esses jornais mostraram o anúncio fúnebre com o mesmo conteúdo mas não idénticos, apenas um erro na escrita fez a diferença, Barrozo ou Barroso, dúvidas que acrescentam-se a cada dia na hora da pesquisa.

Após o design da cruz, o anúncio fala assim:

O Almirante Francisco Manuel Barrozo da Silva (Q.E.P.D)

Faleceu o 8 de Agosto de 1882.

Seus filhos e outros parentes do defunto convidam ás pessoas de seu relacionamento para que possam assistir ao enterramento que vai acontecer hoje Quarta 9 deste mês ás 10 da manhã, ficando extremamente gratos.

Casa mortuória, Rua “X”, Núm. “X”

Único convite.

Tendo traduzido esse anúncio garantimos que o castelhano desses dias tinha diferenças na escrita como o atual e até com termos que hoje não teriam sentido.

Num desses jornais salienta-se a participação como palestrantes já no Cemiterio dos Sres. Alfredo Bastos e Casio Fariña e o jornalista Carqueja Fontes representante da Sociedade Portuguesa Maria Pia.

Casou-se com uma uruguaia, tendo logo filhos e netos também uruguaios, aliás morreu meio-uruguaio, meio-brasileiro.

Fala-se que a maioria da população uruguaia é hospitaleira com os turistas que aproximam-se na procura de dados ou dicas precisas para continuar o roteiro mas neste caso do Alm. Barrozo não há ninguém que possa ajudá-los, só Deus sabe quando haverá uma placa para tirar fotos e mais fotos no final do atual Calçadão Sarandí.

Pior ainda a situação dos turistas brasileiros que temos conferido ao vivo calcorreando o tal Calçadão na frente dessa porta que alguém abriu-a pela última vez para o Barão faz quase 125 anos que nem perceberam estavan do lado dum Monumento Histórico Brasileiro em Montevidéu.

Nessas “excursões” oficiais uruguaias que erguem-se a cada ano nos países objetivo de divulgação do turismo, estes pontos históricos teriam que intitular as manchetes dos folders tentando cativar a visitação incluindo-os nos circuitos, que nem sempre estão bem arranjados.

Século e tanto depois duma data que no fim do XIX trouxe apenas soluços para alguns, hoje tomara acabe gerando um ponto de encontró para turistas, ou até um circuito para amadores da historia lusófona.

Prezado Almirante Barrozo, se acima do “calcanhar” do seu navio tivesse ficado de olho na cidade de “Monte-vide-eu” ( grito que deu o descobridor da cidade querendo dizer que tinha sido ele quem estava vendo um monte (morro) lá longe nunca teria imaginado que 125 anos depois da sua morte, o “calcanhar de aquiles” de muitos ia ser a falta de memória.

Assim que os problemas no seu navio atingiam-no no passado, sempre foram resolvidos mas hoje que o senhor não está por perto a história ficou á matroca suportando tempestades medonhas.

Uma rua de Montevidéu leva seu nome “Barroso” no bairro Buceo nas redondezas das avenidas José Batlle y Ordoñez e Itália.e tão histórico foi o Barão de Amazonas para a Marinha Brasileira e o Brasil todo á partir da Batalha do Riachuelo que seus ossos foram trasladados no ano 1908 (abril) desde o Cemitério de Montevidéu para a Praia Flamengo no Rio de Janeiro tendo ganho Monumento em honra.

Nasceu lisboeta o 29 de Setembro de 1804, lutando pelo Brazil acima das ondas e morrendo montevideano na Terça 8 de Agosto de 1882.

É extremamente grato para o PRAVDA arvorar a flâmula da lembrança num mar de ingratidão quanto tem a ver com o um herói que mínimo teria que ter sua placa na cidade que recebeu-o no fim da sua vida.

Na hora do encerramento da matéria, o jornal agradece inúmeras ajudas nesta pesquisa.

Sra. Obdulia Machado, Sra. Teresa Techera, Sra. Daniel Corpas, Sra. Raquel de los Santos, Sra. Mónica Saracho, Sr. Nestor, Capitão de Navio Alejandro Añón (CG), Capitão de Fragata (CG) Marcelo Larrobla, Sr. José María Bidegain, Sr. Dari Mendiondo, Sr. Richard Burgos, Sr. Marcelo González, Sra. Ana María Cherro, Sr. Vidal, Sr. Fernández Pares, Sr. Alvaro Corbacho, Sr. Aurélio Buarque de Holanda (meu caro amigo Aurelião da Nova Editora).

Correspondente PRAVDA.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu - Uruguai


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