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Enquanto os ocidentais buscam lista de bilionários, os chineses fogem dela

30.11.2011
 

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA.RU

Enquanto os ocidentais buscam lista de bilionários, os chineses fogem dela. 16029.jpegNOVA IORQUE/EUA - Enquanto o homem rico do Ocidente busca figurar na lista mundial de bilionários para atrair os holofotes da imprensa, os bilionários do Oriente fogem da lista publicada anualmente pela revista Forbes.

Um número cada vez maior entre os ricos da China quer evitar divulgar suas riquezas, disse a Forbes, refletindo temores da atenção oficial diante de uma crescente divisão entre ricos e pobres, e após vários bilionários terminarem presos.

Há duas décadas, os rendimentos no setor rural vêm aumentando a um ritmo mais lento que no meio urbano - fator que pode ameaçar a estabilidade social e o poder do Partido Comunista, em um país onde 150 milhões de pessoas vivem com apenas US$ 0,50 por dia.

Um número maior dos novos bilionários pediu para ficar de fora da mais recente lista dos mais ricos da China, da Forbes Asia, disse Russell Flannery, editor-chefe da revista que acompanhou a compilação dos dados, divulgados. "Acho que isso reflete um pouco a mudança na sociedade chinesa no momento", disse Flannery. "Há muita preocupação com a diferença em riqueza na China."

Alguns dos membros das listas anteriores dos mais ricos terminaram presos, inclusive Huang Guangyu, fundador da Gome Electrical Appliance Holding Ltd., e o magnata do setor imobiliário de Xangai, Zhou Zhengyi.

Na lista deste ano, Liang Wengen, da Sany, empresa de maquinário da construção pesada, aparece em primeiro lugar, um dia depois de a lista dos mais ricos do instituto Hurun também o ter colocado no topo.

A Forbes estima a fortuna de Liang em US$ 9,3 bilhões. Em segundo lugar a revista apontou Robin Li, fundador do Baidu, o site de buscas dominante na China. Sua fortuna pessoal foi estimada em US$ 9,2 bilhões.

A Forbes avaliou que o número de bilionários chineses passou de 126 em 2010 para 146 em 2011. Segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pela CLSA Asia-Pacific Markets, 60% do aumento da riqueza individual líquida na Ásia nos próximos cinco anos corresponderá à China.

ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU


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