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Brasil: Pesquisa Industrial Anual

29.06.2009
 
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Brasil: Pesquisa Industrial Anual

IBGE divulga estrutura industrial e regional do país - Base: Ano de 2007 - Pesquisa Industrial Anual - Empresa – Fonte IBGE

De 2003 a 2007, o número de empresas industriais no país (com cinco ou mais trabalhadores) cresceu de 139 mil para 164 mil e o contingente de trabalhadores passou de 5,9 milhões para 7,3 milhões de pessoas. Nesse período foi verificado também um aumento no salário médio pago em termos nominais (de R$ 1 073 para R$ 1 410), o que corresponde a um ganho real da ordem de 8,8% . Em 2007, o melhor desempenho em termos de capacidade de absorção de pessoal ocupado, foi verificado no setor de alimentos (18,6%), seguido por vestuário e acessórios (7,8%), máquinas e equipamentos (6,9%), produtos de metal (6,1%), fabricação e montagem de veículos automotores (5,6%) e calçados e artigos de couro (5,5%) que completam o conjunto de setores que empregaram aproximadamente 50% do pessoal ocupado na indústria.

As informações da Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa e Produto 2007 mostram ainda que, em 2007, as empresas industriais apresentaram receita líquida de vendas da ordem de R$ 1,5 trilhão (uma média de R$ 9,2 milhões por empresa) e registraram custos, entre gastos com pessoal e custos diretos de produção, de R$ 196 bilhões e R$ 114 bilhões, respectivamente.

Em 2007, os gastos de pessoal representaram 13,1% do total dos principais componentes da estrutura de custos e despesas. Os dispêndios realizados com consumo de matérias-primas atingiram 46,6% e a aquisição de mercadorias para revenda foi de 4,4%. Os custos diretos de produção atingiram 7,6%, sendo 2,7% vindos do consumo de combustíveis e compra de energia elétrica e 4,9% do pagamento de serviços prestados por terceiros e consumos diversos para manutenção e reparação de máquinas e equipamentos. Nos outros custos e despesas, que representaram 28,3% do total, as despesas com depreciação, amortização e exaustão de ativos imobilizados ficaram com 3,2%, os gastos destinados ao pagamento de royalties e assistência técnica com 1,3% e as despesas com propaganda, 1,2%. Os demais custos e despesas somados representaram 22,6%.

Os principais componentes na estrutura dos investimentos realizados em ativos imobilizados, no ano de 2007, foram as aquisições de máquinas e equipamentos industriais, que representaram 50,9% do total, outras aquisições (móveis, microcomputadores, etc.) que atingiram 29,4%, e as aquisições de terrenos e edificações que alcançaram 13,5% do total das aplicações dos recursos.

No âmbito setorial, em termos do valor da transformação industrial (VTI), em 2007, as atividades com maior destaque foram: refino do petróleo e produção de álcool (15,3%), alimentos (12,2%), produtos químicos (10,3%), fabricação e montagem de veículos automotores (8,5%), metalurgia básica (7,9%) e máquinas e equipamentos (6,0%) que concentraram aproximadamente 60% do total da indústria. Com exceção de alimentos (13,0%) e máquinas e equipamentos (6,3%), nenhum dos setores que lideram, em termos de valor da transformação industrial, enquadra-se na categoria dos que concentram o maior número de empresas. Assim, os destaques foram as seguintes atividades: vestuário e acessórios (14,7%), produtos de metal (10,2%), produtos de minerais não-metálicos (7,6%), mobiliário (5,7%), edição e impressão (5,7%), madeira (5,2%) e borracha e plástico (5,2%).

Em termos regionais1, em 2007, as empresas localizadas principalmente nas regiões Sudeste (52,9%) e Sul (27,4%) também concentraram as maiores participações no total do pessoal ocupado, 53,7% e 25,2%, respectivamente. As duas regiões registraram, respectivamente, 62,7% e 18,5% do valor da transformação industrial. Estes resultados podem ser explicados pela maior densidade e diversificação da estrutura industrial nessas regiões.

As regiões Nordeste e Centro-Oeste mostram maior importância relativa no total do pessoal ocupado e no número de unidades locais do que nas demais variáveis (receita líquida de vendas, valor da transformação industrial e gastos com pessoal), refletindo a maior presença de empresas tradicionais e mais intensivas em mão-de-obra.

Com as informações regionalizadas, segundo um corte setorial, da PIA-Empresa 2007 também é possível identificar a concentração das empresas nas grandes regiões do país. Na maioria das regiões tem destaque o setor de fabricação de alimentos e bebidas, mas somente no Centro-Oeste registra-se uma forte presença deste setor tanto no valor da transformação industrial (49,5%) como no pessoal ocupado (45,6%), reflexo das grandes plantas processadoras e exportadoras de produtos agropecuários. Na Região Sudeste, em função da maior diversificação de sua indústria, o setor de alimentos e bebidas atinge relativamente a menor participação regional, 11,9% do valor da transformação industrial e 14,6% do pessoal ocupado.

No Nordeste, embora tenha uma participação de 17,7% do total do valor da transformação industrial, este setor perde a liderança para o ramo de refino de petróleo e produção de álcool (20,3%), mas prossegue como o primeiro em termos de pessoal ocupado, com cerca de 32% do pessoal ocupado. Na Região Sul, o segmento de alimentos e bebidas, com 19,0% de participação no total do valor da transformação industrial, possui representatividade participação superior ao somatório dos ramos de máquinas e equipamentos (9,

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