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Gasoduto ligará Argentina e Bolívia

25.01.2008
 
Gasoduto ligará Argentina e Bolívia

Os governos da Argentina e Bolívia chegaram nesta sexta-feira (25) em Buenos Aires a um compromisso para a construção de um gasoduto.

"A obra se articula de forma solidária, com proveito para os dois países, porque os negócios são assim quando ambas as partes obtêm benefícios, senão é exploração", afirmou a presidente Cristina Kirchner, destacando que a Argentina "pode dizer com orgulho que paga o melhor preço pelo gás à república irmã da Bolívia" , segundo Agência Estado. 

O duto terá 1.465 km de extensão, e sua construção deve ser encerrada em janeiro de 2010. Sua função será levar o gás boliviano para as províncias do nordeste argentino, que atualmente não contam com uma rede de abastecimento. O investimento total do projeto será de 1,8 bilhão de dólares.

"A Bolívia não precisa de patrões, precisa de sócios", disse Evo Morales, que fez um apelo pelo "fortalecimento da interconexão" em matéria energética entre os dois países.

Morales destacou que defenderá em seu terceiro ano de gestão "o tema do investimento que vai nos permitir paulatinamente resolver o problema energético".

O presidente boliviano referia-se às dificuldades de seu país para cumprir os contratos de abastecimento firmados com a Argentina e com o Brasil.

O ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, afirmou que a Bolívia não conseguirá cumprir com seus acordos de fornecimento, mas que até 2009 esse quadro será revertido com folga, e que em 2010 o país terá duplicado seu atual volume de produção.

A Bolívia enfrenta problemas para superar em 2008 o teto de produção de 42 milhões de metros cúbicos diários de gás (MMCD), destinados prioritariamente para atender o mercado de São Paulo (31 MMCD) e para suprir o consumo interno, que equivale a 6 MMCD.

O que sobra é bombeado para a Argentina, mas flutua em razão da demanda brasileira.

O governo de La Paz, que nacionalizou os hidrocarbonetos em maio de 2006, tenta a todo custo aumentar os investimentos privados das 12 empresas multinacionais que operam na Bolívia para aumentar sua capacidade produtiva.

O país havia anunciado que, em 2008, essas empresas - entre as quais figuram a brasileira Petrobras, a espanhola Repsol, a holandesa Shell, a britânica British Petroleum e a francesa Total, investirão 976 milhões de dólares, quase o dobro em relação a 2007.

A Bolívia precisará de até 80 milhões de MMCD, já que os contratos assinados no ano passado entre Morales e o então presidente Néstor Kirchner estabelecem o fornecimento para a Argentina a partir de 2010 em 16 MMCD, chegando a 27,7 MMCD após a construção do Gasoduto Nordeste Argentino, que abastecerá as províncias de Salta, Formosa, Chaco, Misiones, Corrientes e Entre Ríos.


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