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Brasil: XVII Congresso Brasileiro de Economistas

24.09.2007
 
Pages: 12
Brasil: XVII Congresso Brasileiro de Economistas

Por Synésio Batista da Costa*

Porto Seguro, 11 de setembro de 2007

Boa noite autoridades, economistas, professores, estudantes e demais presentes nesta solenidade de abertura do décimo sétimo Congresso Brasileiro de Economistas. É um imenso prazer estar no Estado da Bahia, a quarta Economia deste país cheio de colorações.

Hoje se completa mais um ano de um ato terrorista insano, que mudou a face do mundo, nosso jeito de viver, nossos objetivos, enfim: existe o mundo antes dos radicais e o mundo pós 11 de setembro.

Nos últimos 56 anos de existência de nossa profissão, data que estamos comemorando este ano com vocês, o Brasil passou por mudanças profundas, poucas profissões viveram este período de modo tão produtivo quanto os economistas. Sabemos que o momento atual não está tão fácil, mas mesmo assim existem profissões que continuam firmes, crescendo e se estruturando para viver a emoção de mais uma etapa de futuros 56 anos, mantendo e aprimorando a qualidade.

Ou seja, nessas mais de cinco décadas em que atravessamos crises junto com o País, o Economista participou ativamente do processo de industrialização do Brasil, viu diversos presidentes adotarem diferentes políticas econômicas, assistiu à tomada militar do poder, emocionou-se ao ver o renascimento democrático do Brasil, a abertura econômica e, finalmente a estabilidade da economia.

Já deu para perceber que a história dos economistas foi escrita com mãos firmes e tinta de excelente qualidade e, é um pouco desta história que todos os senhores vão conhecer a partir de hoje. A construção de uma história como esta neste nosso mundo globalizado e competitivo, exige de seus líderes a permanente magia de antecipar tendências e de se recriar para continuar crescendo.

Mudar sem ser obrigado a mudar, acreditar sem ter certeza - isto é o que os economistas estão fazendo, olhar o futuro para realizar o presente. Essa será a força motriz que fará a nossa profissão se fortalecer ainda mais neste novo milênio, com moderação e juízo, sem perder a humildade e num ambiente onde a arrogância encontra tolerância zero.

É por tudo isto senhores e senhoras, que a categoria dos economistas do Brasil é o elo de ligação e a porta de entrada de novas idéias, de tecnologia mundial, traduzidas em lazer, educação, saber, entretenimento, glamour e melhor qualidade de vida aos cidadãos brasileiros.

Acredito na importância de cada estado brasileiro no desenvolvimento do país. É por isso, que nestes quase dois anos, como presidente do Conselho Federal de Economia, tenho lutado para que representantes dos 29 Estados Brasileiros estejam presentes em cada reunião plenária do COFECON para discutirmos juntos a nossa profissão. Depois de reunir-me com coordenadores de cursos de Economia das faculdades de todo o Brasil, constato que há necessidades específicas em cada região que precisam ser tratadas e sei também, depois de viajar cada trecho deste extenso território que para pensar o Brasil, é preciso olhar para a Economia regional.

Assim, em 2006, lançamos o Projeto Brasil: a força da unidade na diversidade. Esse nosso projeto foi distribuído a todos os presidenciáveis e aos governadores, inclusive o governador deste estado da Bahia Jacques Wagner recebeu em mãos o projeto e, desta forma, queremos mostrar que os economistas podem contribuir e muito com o desenvolvimento deste país.

Nesses dezessete anos de Congresso Brasileiro de Economistas, a economia do Brasil passou por várias transformações e em todos os momentos, os Economistas estiveram presentes. Entretanto, não podemos mais falar de nosso país sem levar em conta a Economia Mundial, pois estamos em um mundo globalizado, apesar de que poucos seres humanos conseguirem romper a fronteira ao redor da sua cama. Se por um lado, a economia sofreu tantas transformações, percebemos que há uma continuidade na má-distribuição das riquezas e isso tem que mudar.
Nesta noite o desafio que coloco a cada um de vocês é de pensarmos como os economistas brasileiros podem colaborar para que o balanço da nação seja sempre azul e para que com isso o ambiente produtivo cresça cada vez mais, gerando emprego e renda para reduzir a quantidade de excluídos.

Temos em nossa frente uma sociedade paralela, que eu chamo de sociedade pós-miséria, formada pelos "sem-nada". Estes brasileiros sem dignidade desafiam o poder e as pessoas. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não posso dormir em paz sabendo que milhões de crianças levantam hoje para trabalhar enquanto deveriam estar estudando e brincando.

Neste ano, na semana dos Economistas, o COFECON trabalhou uma campanha que foi colocada nos aeroportos de Congonhas em São Paulo e de Brasília para mostrar a sociedade que se tem uma classe de profissionais que pode reverter este quadro da pós-miséria no país: essa classe se chama Economistas.

Nós economistas trabalhamos pelo bem-estar da sociedade. Queremos ver cada dia mais brasileiros no mercado consumidor, comprando os bens que desejam, mas para isso, sabemos que é necessário mudar muita coisa no nosso país. É necessário flexibilizar as leis trabalhistas, reduzir a carga tributária e, principalmente, cuidar da infra-estrutura, pois não é possível crescer sem planejamento e isso nós economistas sabemos muito bem. Planejar está na natureza da nossa profissão, pois só os economistas são capazes de ver o futuro.

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