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Comércio da AL e Caribe deve crescer 80% até 2012

23.12.2007
 
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Comércio da AL e Caribe deve crescer 80% até 2012

Reunidas no Rio de Janeiro, as instituições de promoção de comércio e investimentos da América Latina e Caribe firmaram sábado (15/12) o compromisso de ampliar o comércio intra-regional em 80% nos próximos cinco anos, atingindo em 2012 a marca de US$ 504 bilhões. Em 2006, este número ficou em US$ 280 bilhões.

Foi firmado ainda o compromisso de aumentar os investimentos intra-regionais no mesmo período. A meta foi definida na "Carta do Rio de Janeiro", assinada por 44 instituições de 30 países, durante o encerramento do I Encontro de Instituições de Promoção de Comércio e Investimento, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).


Os representantes das instituições também assumiram o compromisso de dar periodicidade anual à reunião. O II Encontro será em El Salvador, em 2008, sob responsabilidade da Proesa, agência governamental responsável pela atração de investimentos estrangeiros diretos.


Durante a cerimônia de encerramento do Encontro, o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, ressaltou a importância da colaboração entre os países latino-americanos e caribenhos para o desenvolvimento da região. "Se quisermos crescer como continente e mudar a visão que norte-americanos e europeus têm da região, é imperioso mantermos reuniões periódicas entre as instituições e trocarmos informações que nos permitam aproveitar melhor as oportunidades comerciais", afirmou.


Segundo Teixeira, os países têm economias complementares e potencial para se ajudar. "Contamos com estabilidade e regras claras. Além disso, temos um conteúdo cultural distinto de outras regiões do planeta: somos mais abertos, flexíveis e alegres. E ainda somos extremamente ricos em recursos naturais", disse.


Teixeira reconheceu que existem problemas comuns, como deficiências em infra-estrutura, falta de treinamento em gestão e falta de informação para investidores. "Está na hora de a América Latina priorizar a América Latina. Fico contente que os workshops realizados no Encontro apontaram a necessidade de um maior fluxo de informações e de um trabalho coletivo para concretizar as sugestões debatidas aqui". Segundo o presidente da Apex-Brasil, um trabalho de benchmarking é fundamental. "No futuro não devemos ser competidores, mas colaboradores", disse.


A vice-presidente de El Salvador, Ana Vilma Albanez de Escobar, ressaltou que as instituições têm o poder de transformar os países da região, atraindo investimentos e promovendo as exportações. "Por meio das nossas instituições, vamos fazer propostas de políticas públicas para desenvolver cada vez mais a América Latina e o Caribe. Temos que ser mais competitivos, melhorar a logística dos países e diminuir as burocracias", afirmou. E concluiu a seguir: "Farei os melhores esforços para que o II Encontro contribua de forma decisiva com o desenvolvimento da região".


Conheça a íntegra da carta:


CARTA DO RIO DE JANEIRO


I Encontro de Instituições de Promoção de Comércio e Investimentos da América Latina e Caribe


Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2007.


As instituições de promoção de comércio e investimentos da América Latina e Caribe, reunidas pela primeira vez na história para discutir temas de interesse comum, compartilhar desafios e propor ações para intensificar o comércio e os investimentos intra-regionais, destacam:


1. A importância da integração regional para a promoção do desenvolvimento econômico e para a estabilidade democrática da região em seu conjunto;


2. O papel fundamental que a intensificação do comércio e dos investimentos exerce para a promoção da integração regional e, portanto,


3. O caráter estratégico das instituições de promoção de comércio e investimentos para a intensificação dos vínculos que unem as economias da América Latina e o Caribe e, assim, para o desenvolvimento econômico da região.


As instituições de promoção de comércio e investimentos da região reconhecem que há grandes oportunidades econômico-comerciais ainda a serem exploradas na América Latina e Caribe. Igualmente, admitem que a atual conjuntura mundial favorece o estabelecimento de parcerias e otimiza o potencial da cooperação entre os países da região. Para tanto, propõem desenvolver esforços conjuntos para:


a. o aperfeiçoamento dos mecanismos destinados a ampliar o conhecimento mútuo sobre as potencialidades econômico-comerciais dos países da região;


b. o estabelecimento de parceiras entre as próprias instituições de promoção de comércio e investimentos da região, com vistas a promover a troca de experiências, o comércio e os investimentos socialmente responsáveis, o compartilhamento de melhores práticas e informações e, assim, o aperfeiçoamento de suas próprias políticas;


c. a adoção de uma agenda comum em relação a terceiros mercados, fundada em medidas que explorem as complementaridades da região e que promovam a inserção competitiva da América Latina e Caribe na economia internacional.


As instituições de promoção de comércio e investimentos da região comprometem-se a constituir de uma comunidade virtual, que, por meio de um website, reúna dados sobre essas instituições e informações de interesse comum, facilitando o contato direto e permanente entre elas.

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