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Presidente diz que combate ao terrorismo é prioridade na Síria

22.01.2014
 
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Com o início da Conferência Internacional de Paz sobre a Síria ("Genebra 2") se aproximando, já que está previsto para esta quarta-feira (22), o presidente sírio, Bashar Al-Assad, afirmou que a prioridade da reunião é discutir "a luta contra o terrorismo", em uma entrevista concedida à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP), publicada nesta segunda-feira (20).


"A Conferência de Genebra precisa levar a resultados claros relativos ao combate ao terrorismo (...), isto seria o seu resultado mais importante. Qualquer resultado político que não inclua a luta contra o terrorismo não terá qualquer valor", disse o presidente Assad.


O governo sírio vem denunciando reiteradamente o papel de diversos grupos armados apoiados diretamente pelo Ocidente e por vizinhos como a Arábia Saudita, o Catar, a Turquia e Israel, em grande parte composto por mercenários de dezenas de países, além de extremistas religiosos que conduzem atos de terrorismo cotidianamente, vitimando milhares de civis e tropas do Exército.


Embora os diferentes grupos que conformam a Coalizão Nacional Síria (CNS), que afirma representar a oposição ao governo Assad, exigissem a renúncia do presidente para a participação na conferência, o governo sírio tem afirmado a recusa desta precondição, ao mesmo tempo em que se mantém disposto a negociar.


O presidente disse que "há uma boa chance" de que ele concorra às eleições presidenciais previstas para junho deste ano, e rechaçou a concessão de posições ministeriais à CNS no novo governo, o que chamou de "completamente irrealista", sobretudo dado ao papel proeminente de grupos armados que a compõem na disseminação da violência pelo país, num conflito que já dura três anos.
A CNS é retratada como o grupo de oposição principal pelo Ocidente, que a apoia publicamente, no seu processo de ingerência política, contra o governo Assad.

A última ressalva feita pelo grupo para a participação na conferência foi a recusa do envolvimento do Irã, que tem sido convidado a participar pela Rússia e até mesmo pelas Nações Unidas, como importante ator regional influente na política síria.


Ahmad Ramdan, membro da liderança da CNS, disse que o grupo deve "suspender" a sua participação porque o Irã estaria "invadindo" a Síria. "Se a situação não mudar, a Coalizão não participará", disse Ramdan.


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon convidou o Irã a participar neste domingo (19), já que o governo persa vinha assumindo o compromisso de desempenhar um papel positivo e construtivo caso fosse convidado.

Da redação do Vermelho,
Com informações da AFP


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