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No Brasil, gastos do governo com publicidade cresceram 20,8% em ano eleitoral

20.11.2014
 
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BRASILIA/BRASIL - Em ano de eleições, onde o eleitorado brasileiro decidiu quem vai governar o Pais por mais quatro anos, os gastos do governo federal com publicidade voltam ao cenário eleitoral. Na esfera federal, como de costume, os gastos aumentam em ano de eleições: até setembro, R$ 126,7 milhões foram gastos a mais com a rubrica quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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Mais especificamente, apesar de em 2013 a dotação inicial do que seria gasto com publicidade ser significativamente maior do que a deste ano, R$ 986,9 milhões contra os R$ 856 milhões de 2014, o que foi efetivamente gasto não segue a linha das previsões.

Passados nove meses do ano, R$ 735,8 milhões já haviam sido gastos com publicidade, enquanto nos mesmos meses de 2013, foram aplicados um total de R$ 609,1 milhões, em valores já atualizados pela inflação. A diferença representa crescimento real de R$ 20,8% nos gastos.

Essa alta é recorrente em anos de disputas eleitorais. Em 2010, quando Dilma Rousseff (PT) disputava as eleições contra José Serra (PSDB), houve alta tanto na dotação inicial - de R$ 795,9 milhões em 2009 para R$ 909,7 milhões em 2010 -, como nos recursos desembolsados - de R$ 469,5 milhões em 2009 para R$ 680,3 milhões em 2010. Houve, portanto, aumento de R$ 210,8 milhões, ou alta de 44,9%, considerados os períodos de janeiro a setembro dos respectivos anos.

Da despesa, a maior parcela costuma ser dedicada à publicidade de utilidade pública, isto é, aquela que pretende informar e orientar a população a adotar comportamentos que tragam benefícios reais na melhoria da qualidade de vida, como a propaganda da vacinação contra o HPV divulgada este ano.

Para essa rubrica, já foram gastos durante o período selecionado R$ 506,5 milhões dos R$ 585,8 milhões orçados, ou seja, atingiu-se execução de 86,4%. No mesmo período do ano passado, foram executados R$ 480,1 milhões dos R$ 771,9 milhões previstos (62,2%).

Além dessa ação, totalizou nos gastos levantados a publicidade institucional, que corresponde àquela que tem como objetivo divulgar informações sobre atos, obras e programas de órgãos e entidades governamentais.

Até setembro, o governo federal já havia aplicado R$ 229,7 milhões em publicidade institucional, o equivalente a 84,9% do total orçado, de R$ 270,2 milhões. Em comparação, para o mesmo recorte temporal do ano passado, dos R$ 214,9 milhões previstos, R$ 129 milhões foram desembolsados (60%). As diferenças das despesas para a rubrica do ano passado para esse ano representam alta de 77,8%.

Tradicionalmente recordista em gastos com publicidade de utilidade pública, o Ministério da Saúde mantém seu posto. Para este ano, a Pasta indicou que pretende gastar R$ 215,6 milhões com a iniciativa e está prestes a cumprir o objetivo, já que R$ 169,3 milhões (78,5%) foram gastos até setembro.

Já em relação à publicidade institucional, quem assume a liderança é a Presidência da República, que em ano eleitoral já aplicou R$ 160,6 milhões dos R$ 270,2 milhões previstos (59,4%) para dar publicidade aos serviços prestados ao país e a população.

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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