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IBGE divulga as Contas Regionais 2007

20.11.2009
 
Pages: 123
IBGE divulga as Contas Regionais 2007

Desde 1995, oito estados (SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC e DF) mantém a liderança das participações no PIB do país e, em 2007, eles concentravam quase 80% da economia. Entre as grandes regiões, a participação do Sudeste continua sendo a maior mas, entre 1995 e 2007, ela caiu de 59,1% para 56,4%. Já o Nordeste, no mesmo período, teve o maior avanço: de 12,0% para 13,1%. Em 2007, nove estados, representando 54% do PIB brasileiro, cresceram acima da média (6,1%), e o do MT teve a maior alta (11,3%). O DF continua com o maior PIB per capita : R$ 40.696. Esses são alguns destaques das Contas Regionais 2007, elaboradas pelo IBGE em parceria com os órgãos estaduais de estatística e a SUFRAMA.

Juntamente com as Contas Regionais 2007, o IBGE divulga a retropolação das Contas Regionais até 1995. Esta retropolação incorporou, nos cálculos dos agregados, a nova estrutura de pesos das atividades econômicas adotada pelo IBGE a partir de 2002. Isso permitiu que o Produto Interno Bruto e seus componentes fossem revistos para anos anteriores, tornando seus resultados comparáveis com a nova série1.

Os resultados retropolados mostram que os oito estados com os maiores PIB em 2007 (SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC e DF) eram os mesmos em 1995. A diferença é que a soma de suas participações representava 81,5% do PIB de 1995, caindo para 78,7% em 2007. No período, ainda no grupo dos oito maiores, os estados que perdem participação entre 1995 e 2007 foram SP, RS e DF. A participação dos outros 19 estados passou de 18,5% para 21,3% do PIB. Neste grupo apenas o CE não avançou sua participação.

De 1995 a 2007, participação do Sudeste no PIB do país caiu de 59,1% para 56,4%

O Sudeste continua com a maior participação no PIB do país que, entre 1995 e 2007, caiu (-2,7 pp ) de 59,1% para 56,4%. O Sul também ganhou participação na série (+0,4 pp, de 16,2% para 16,6%) e as outras regiões ganharam. O Centro-Oeste teve avanço: de 8,4% para 8,9% (+0,5 pp ).

De 1995 a 2007, o Sudeste teve a maior queda de participação (-2,7 pp ), com SP liderando (-3,4 pp ). A economia paulista perde participação na indústria geral (-9,1%), perde menos nos serviços (-1,5 pp ) e ganha na agropecuária (1,4 pp ). A indústria de transformação do estado tem a maior perda (-4,3 pp ) dentre todas as 27 unidades da federação, com as transferências de alguns setores industriais para outros estados, a migração de algumas plantas industriais para perto da matéria prima ou do consumidor final. Além disso, também influíram no processo alguns incentivos fiscais para investimento industriais em outros estados.

No RJ, houve grande avanço entre 1997 a 2000 (0,7 pp ), quando a participação do estado chegou 11,9% do PIB nacional. O estado é o maior produtor de petróleo do Brasil e, no período, se beneficiou com a desvalorização cambial e com o aumento do preço internacional de óleo bruto. Entretanto, em 2007, o RJ retornou à mesma participação de 1995 (11,2%). MG (0,4 pp ) e ES (0,3 pp ) ganharam participação, em MG se destaca a indústria de transformação e no ES a extrativa mineral e os serviços.

De 1995 a 2007, oito estados concentram mais de 87% do valor adicionado da industria do país

Os oito estados mais industrializados do país ( SP, MG, RS, PR, RJ, SC, BA e AM ) concentravam 88,7% da indústria de transformação nacional em 1995. Essas participações reduziram-se para 87,2% em 2007.

O estado que mais perdeu participação na indústria foi São Paulo (- 4,3 pp ) seguido pelo RS (-1,6 pp) . Grande parte dessa participação perdida distribuiu-se entre os outros seis estados líderes da indústria nacional em 2007, além de Goiás, Espírito Santo e Pará.

De maneira geral, este processo foi impulsionado por investimentos regionais ou mesmo pela guerra fiscal, ou ainda pela procura de mão-de-obra mais barata em outras unidades da federação. Apesar disto ainda não é possível afirmar que há uma migração industrial maciça, pois se percebe um movimento forte de redistribuição dentro do próprio estado de SP.

No caso da indústria gaúcha, percebe-se que houve uma queda de sua participação por dois anos consecutivos a partir de 2004, quando o estado sofreu com fortes secas.

Minas Gerais, nos últimos anos, se apropriou de parte da indústria do fumo, principalmente do Rio Grande do Sul, da cadeia automobilística, além de ser também o maior produtor de aço e derivados (cerca de ¼ da produção brasileira). No caso de Goiás, a indústria está ligada à produção de alimentos e bebidas e, a partir de 2005, seu complexo automobilístico passa a participar com 7%, aproximadamente, da produção brasileira de automóveis, camionetas e utilitários.

De 1995 a 2007, as economias de SP, RJ e RS cresceram abaixo da média do país

Em termos reais, de 1995 a 2007, o crescimento acumulado do PIB das oito maiores economias (35,8%) foi muito inferior ao dos demais 19 estados (58,4%). No período, o Brasil cresceu 39,8% ou 2,8% aa.

Todos os estados da Região Norte crescem, em termos reais, acima da média nacional (39,8%), e a região teve o maior crescimento no período (73,6%), ficando acima do Centro-Oeste (63,5%). O líder da região norte, o AM (96,1%) que, no conjunto do país, foi superado apenas pelo MT (111,5%).

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