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Médio Oriente: O outro lado da moeda

20.02.2011
 

EUA responsabilizam Irã e Líbia por manifestações e queda de aliados no Oriente Médio e em represália armam plano para desestabilizar Ahmednejad e Khadafy. Foto de manifestação de apoio do povo líbio ao regime de Muammar Khadafy, em TRIPOLI e usada pela imprensa ocidental como se fosse contrária a Khadafy.

por Khatarina Garcia e Peter Blair.

De WASHINGTON e CAIRO - REDE MUNDO \ MIDIA LATINA - Após balanço de perdas e danos depois de quase um mês de manifestações no Oriente Médio onde praticamente perdeu a hegemonia política e corre o risco de uma queda de influência estratégica na região, os EUA através da CIA, do Pentágono e do Departamento de Estado, responsabilizam os líderes Muammar Khadafy, da Libia e Mahmoud Ahmednejad, do Irã, de serem os principais responsáveis pelo a onda de protestos que culinou com a queda dos principais aliados de Washington na região.

Considerada por árabes e persas as únicas duas democracia existentes no Oriente Médio e Golfo Pérsico, Líbia e Irã tem regimes e políticas que ameaçam a hegemonia dos Estados Unidos na região. Não aceitam subordinar os interesses populares e nacionais á política norte americana e foram países que após as respectivas revoluções cortaram relações com Washington e expulsaram empresas que tinham negócios nos respectivos países.

Por diversas vezes os serviços secretos de inteligência e segurança tentaram assassinar Muammar Khadafy e Ahmednejad, como única alternativa para mudança dos respectivos regimes, através de operações financiadas pelo próprio governo dos EUA e pelo complexo industrial  militar estadunidense.

Em entrevista coletiva de imprensa o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley reafirmou as palavras do Presidente Barak Obama em que sugeriu apoio á oposição a Ahmednejad e a Khadafy, em represália á derrota política sofrida por Washington nestas últimas semanas e pela queda dos governos do Egito e Tunísia. A dificuldade no entanto, principalmente na Líbia, é encontrar condições para a realização de manifestaçõe contrárias a Khadafy, considerando que os próprios serviços secretos já informaram a Washington que o regime líbio dispõe de total apoio popular e a população tem em mente os bombardeios realizados pelo governo Regam onde dezenas de líbios foram assassinados a sangue frio pelos ataques dos EUA, inclusive uma filha de Khadafy.

Nesta quinta (17), Ashur Shamis, um ativista líbio de oposição residente em Londres e recrutado pelos serviços de inteligência britânico (MI6) e norte americano (CIA) dava informações repassadas pela embaixada dos EUA no Reino Unido e admitiu, ainda que de forma constrangedora,  o uso de imagens dos protestos no Barhen e no Yemem como se fossem realizadas em Tripoli e Bengazi,principais cidades líbias, o que desmascarou a ação montada pelos órgãos de informação e comunicação que trabalham juntos contra a Líbia e o Irã.

O Congresso dos Estados Unidos autorizaram a Casa Branca a dobrar os valores aprovados no orçamento de 2011 para gastos relativos a propaganda e meios de comunicação contra líderes que contrariam os interesses dos EUA no mundo, como é o caso de Muammar Khadafy, Mahmoud Ahmednejad, Hugo Chavez, Evo Morales, Rafael Correa, Raul Castro, Daniel Ortega, Cristina Krischner, Fernando Lugo, Kim Jo II. Os recursos devem ser usados na compra de  espaço na mídia dos países governados por estes líderes em jornais, rádios, revistas e redes de televisão, que devem sempre se referi aos mesmos como ditadores e receberem sempre orientação dos Adidos de Imprensa nos respectivos países ou senão houver relações diplomática com estes, pelos agentes da CIA no país.

O orçamento total do projeto é de hum bilhão de dólares e só para o Brasil foram destinados 120 milhões para esse tipo de ação.

Semana passada uma reunião conjunta entre representantes da CIA. A Agencia Central de Inteligência, Departamento de Estado e do Departamento de Defesa, ficou acertado que além do financiamento de ações contra Khadafy e Ahmednejad nos seus respectivos países, repassando milhões de dólares aos opositores para que possam organizar manifestações deve se iniciar uma campanha na mídia mundial contra os dois e ainda procurar envolver seus aliados latino americanos para trazer aliados dos partidos de oposição a apoiarem as posições dos EUA.

O uso de imagens na mídia mundial das manifestações no Barhem, onde estar estacionada a Quinta Frota Naval dos EUA,  e no Yemem, outro aliado da Casa Branca,  como se fossem manifestações realizadas em Tripolí e Bengazi, que aconteceram, mas de apoio ao regime líbio e a Khadafy queimou em parte o plano dos EUA contra a Líbia.  Ontem estudantes líbios em todo o mundo decidiram organizam manifestações de apoio a Khadafy e ao regime líbio. Os serviços secretos dos EUA e demais países decidiram infiltrar agentes para criar provocações e tumultuar as mesmas. E como forma de descaracterizar as manifestações a CIA e os Adidos de Imprensa nas embaixadas dos EUA ficaram responsáveis por divulgar noticias de contra propaganda, divulgando nos meios de comunicação dos mundo inteiro que os estudantes estão sendo obrigados a apoiarem Khadafy sob pena de perderem as bolsas de estudo, iniciando assim o plano que é coordenado pela própria Casa Branca.

Fotografias e imagens divulgadas por meios de comunicação alternativa e de um grupo de estudantes europeus que estão na Líbia retornando do Forum Social Mundial, em Dakar, no Senegal, mostram a veracidade das manifestações de apoio a Khadafy e ao regime líbio, considerado uma ameaça ao sistema norte americano. Começando pelo poder que exerce o movimento estudantil e a juventude líbia que é praticamente quem dirige as universidades do país depois que Khadafy levou a cabo sua Revolução Cultural. Os EUA também acusam Khadafy de estar por trás das manifestações, proibidas de serem divulgadas nos EUA pelo Decreto Patriótico,

realizadas diariamente a quarenta (40) dias em Porto Rico, por estudantes que exigem liberdade de expressa e ensino público naquele Estado Associado e que terminou por se tornar uma colônia norte americana.

O controle das noticias no ocidente sobre o que estar acontecendo no Oriente Médio é tamanha que em todas as manifestações, desde a Tunísia e Egito, são queimadas bandeiras dos EUA, fotos de Obama e também de George  Bush, mas todas essa imagens são retiradas pelas agências de noticias e redes de televisão, controladas pela Casa Branca. \\\ WeC.17.02.11

FONTES - AGNOT3ºMUNDO - REDE MUNDO - INTERPRESS - MIDIA LATINA - 17.02.11.

PETER BLAIR, de Washington e KHATARINA GARCIA, do Cairo

Foto de manifestação de apoio do povo líbio ao regime de Muammar Khadafy, em TRIPOLI e usada pela imprensa ocidental como se fosse contrária a Khadafy.

Foto:  Mahmud Turkia/AFP


 http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d9437926cc8d785a7bdb8578fd85d8e3&cod=7302

 


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