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Governo lança Ano Nacional do Desenvolvimento Limpo

19.07.2007
 
Governo lança Ano Nacional do Desenvolvimento Limpo

Para dar visibilidade a importância do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil, o governo lançou nesta terça-feira (17.07) o Ano Nacional do Desenvolvimento Limpo.

Na ocasião, 15 órgãos governamentais, instituições financeiras e entidades representantes da indústria nacional apresentaram um protocolo de intenções estabelecendo um compromisso da realização de ações que reduzam a emissão de gases de efeito estufa, principalmente por meio de projetos de MDL. O mecanismo preconiza a produção de energia com diminuição de emissão de poluentes com a substituição do uso de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo.


"Sem dúvida, o desenvolvimento de novas metodologias mais adaptadas às nossas vantagens comparativas, no caso de biocombustíveis e florestas, ampliará ainda mais as possibilidades de geração de créditos de carbono", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.


A iniciativa, anunciada durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), prevê a elaboração de 400 atividades de projetos de MDL, a capacitação do corpo técnico de empresas e instituições financeiras, a promoção internacional dos projetos brasileiros, entre outros. Haverá ainda a criação do Observatório do Mercado de Carbono para realizar estudos e análises do mercado internacional de carbono, reunir informações sobre oportunidade de projetos de MDL, bem como seus custos de elaboração.


A instituição do Ano Nacional de Desenvolvimento Limpo leva em consideração a promoção do desenvolvimento sustentável do País aliado a necessidade de combate ao aquecimento global. Os três relatórios publicados este ano pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas apontou que o aquecimento global vai provocar temperaturas ainda mais altas no verão, secas mais prolongadas em regiões semi-áridas, a subida constante do nível dos oceanos, o comprometimento dos mananciais de água doce, entre outros impactos da mudança do clima. O estudo mostra também que para equilibrar novamente o clima no planeta será necessária a diminuição entre 50% a 85% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) até a metade deste século.


Projetos brasileiros


Hoje, o Brasil dispõe de 102 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo registrados no Conselho Executivo do MDL da Organização das Nações Unidas ou 15% do total. Os projetos brasileiros serão responsáveis pela redução de mais de 198 milhões de toneladas de CO2 em 10 anos, o suficiente para a geração de até US$ 2,8 bilhões em créditos de carbono. Pelo Protocolo de Quioto, um país pode comprar créditos de carbono de nações que tenham projetos de MDL, e em troca, estas recebem um valor financeiro para cada tonelada de carbono não emitida.


Os projetos brasileiros estão, principalmente, relacionados a indústria energética com o uso de energia renovável, da indústria química, suinocultura, aterros sanitários e outros setores com a utilização da troca de combustível (petróleo e carvão por gás natural, energia elétrica, biocombustíveis ou biomassa).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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