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Encontro de governadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas inclui Venezuela

19.06.2017
 
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O Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII) foi fundado no dia 25 de Dezembro de 2015 com o intuito de se tornar numa alternativa multilateral ao Banco Mundial, além da China agiram como membros fundadores os seguintes países: Austrália, Áustria, Brunei, Coreia do Sul, Geórgia, Alemanha, Jordânia, Luxemburgo, Mongólia, Myanmar, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Paquistão, Singapura e Reino Unido.

Desde então já conta com 57 Estados membros, tendo a Venezuela sido aceite em Março do corrente ano, juntamente com o Afeganistão, a Arménia, as Fiji, Hong Kong, Timor Leste, a Bélgica, o Canadá, a Etiópia, a Hungria, a Irlanda, o Peru e o Sudão. Note-se que ao contrário do Novo Banco de Desenvolvimento (também apodado de "Banco dos BRICS") o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, apesar de impulsionado pela República Popular da China, não foi pensado para ser uma alternativa geopolítica multipolar, tanto que até à data as únicas grandes potências económicas que não o integraram são os Estados Unidos da América e o Japão, que contam com a presença dos seus aliados tradicionais no seio do BAII.

A cimeira de governadores do BAII ocorreu na passada sexta-feira, 16 de Junho, na Coreia do Sul e foi a primeira onde a Venezuela participou como membro de pleno direito. O BAII tenciona levar a cabo empréstimos destinados a países emergentes, investindo em áreas cruciais como a energia e os transportes, sendo visto como um contrapeso ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, embora partilhe com estes vários Estados membros e o paradigma liberal, o que na realidade até poderá ser positivo uma vez que demonstra que vários Estados ocidentais, pese embora as diferenças de fundo social e político, estão interessados em colaborar com a Venezuela.

Simón Zerpa, um dos vice-presidentes do Ministério das Finanças da petrolífera estatal venezuelana, PDVSA, em comentário à agência noticiosa RT afirmou que a aceitação da Venezuela constituía "o reconhecimento do país dentro de organismos financeiros internacionais, a possibilidade de obter empréstimos em melhores condições e uma vitória perante o bloqueio de facto que algumas instituições mantêm com o intuito de asfixiar a nossa economia."

Flávio Gonçalves

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Foto: RT

 


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