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Sócrates fechará maternidades com menos de 1500 partos/ano

19.02.2008
 
Sócrates fechará maternidades com menos de 1500 partos/ano

O primeiro-ministro português José Sócrates anunciou ontem, em entrevista à SIC, que cumprirá sua promessa de criar os 150 mil postos de trabalho até ao final da legislatura . «Se mantivermos o mesmo nível de criação de emprego destes três anos, ultrapassaremos os 150 mil postos de trabalho», garantiu, sublinhando que o ritmo da «criação de postos de trabalho acelerou em 2007».

Sócrates falou também sobre a manutenção da taxa de desemprego em Portugal em níveis altos, dizendo que houve uma redução do desemprego ao longo do ano passado, tendo passado de 8,4% para 7,8% no último trimestre de 2007. José Sócrates afirmou que quer concluir este ano lectivo a reforma da educação, com a introdução da avaliação dos professores e com a mudança de gestão das escolas.

"Sem método de avaliação estamos a comprometer o nosso sistema educativo", disse o primeiro ministro em entrevista concedida à SIC. "A avaliação dos professores vai melhorar o nossos sistema de ensino", acrescentou Sócrates.

"Nestes dois anos, com o mesmo dinheiro tivemos mais alunos e mais sucesso escolar", referiu o primeiro ministro.

Relativamente, ao sector da saúde, José Sócrates afirmou que a mudança de ministro foi "feita em nome das reforma que estavam a ser feitas". "As condições politicas deterioraram-se e por isso fizemos esta alteração", acrescentou.

Sócrates garantiu que o processo de encerramento de urgências hospitalares só será retomado "quando as pessoas tiverem confiança nos meios alternativos" aos serviços que forem fechados. "Aprendemos com o desenvolvimento desta reforma. Vamos apostar no reforço das respostas alternativas."

Garantiu, ao mesmo tempo, que não será permitido aos privados abrirem unidades de saúde (maternidades, por exemplo) em sítio onde os serviços públicos foram encerrados.  Explicou que se seguiu o critério da OMS: fechar maternidades com menos de 1500 partos/ano.
Além disso, Sócrates abordou o novo aeroporto de Lisboa e ainda as notícias do Público alegando que assinou enquanto engenheiro projectos que não eram seus.

 Aqui recusou alinhar nas acusações de que o jornal estaria a veicular uma vingança da Sonae por ter perdido a OPA sobre a PT: "Não faço julgamentos, não faço processos de intenção", disse, depois de, mais uma vez, ter garantido: "Todos os projectos são da minha autoria e responsabilidade."

 


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