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Comércio em queda no Brasil

18.02.2009
 
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Comércio em queda no Brasil

Em dezembro, volume de vendas varia -0,3% e receita -0,6%

Pelo terceiro mês consecutivo, o comércio varejista apresentou queda, registrando, em dezembro, -0,3% no volume de vendas e -0,6% na receita nominal, frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, e acumulando taxa de -2,3% no volume de vendas nesse período. Na comparação com dezembro de 2007, o volume de vendas cresceu 3,9%, enquanto a receita aumentou 9,6 %. Com esses resultados, o volume de vendas do comércio fechou 2008 com elevação de 9,1%, enquanto a receita nominal cresceu 15,1%.

Na comparação dezembro 2008/novembro 2008, das oito atividades que compõem o varejo, quatro tiveram variações negativas, três atividades apresentaram taxas positivas e uma não teve variação: -3,7% em Móveis e eletrodomésticos ; -3,7% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico ; -1,4% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos , de perfumaria e cosméticos ; -0,8% em Combustíveis e lubrificantes ; 0,0% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ; 0,6% para Tecidos vestuário e calçados ; 1,2% em Livros, jornais, revistas e papelaria ; e 11,9% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação.

Já na relação dezembro 2008/dezembro 2007, sete das oito atividades do varejo obtiveram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram: 3,5% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ; 4,5% em Móveis e eletrodomésticos ; 35,6% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação ; 13,6% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos ; 6,5% para Combustíveis e lubrificantes ; 3,3% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico ; 14,6% para Livros, jornais, revistas e papelaria ; e –6,3% em Tecidos, vestuário e calçados.

RESULTADOS ANUAIS

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão de 5,5% no volume de vendas, em 2008, em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por 29% da taxa anual do varejo. Este desempenho reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população, decorrente do aumento da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego) e da expansão do crédito, conforme informações da Pesquisa Mensal de Emprego - (PME do IBGE) e do Relatório do Banco Central do Brasil.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu, em 2008, o segundo maior impacto no resultado anual do Comércio varejista, sendo responsável por 26% da magnitude da taxa global, ao registrar variação de 15,1% no volume de vendas em relação ao ano anterior. Condições favoráveis de crédito ao consumo (particularmente nos nove primeiros meses do ano), melhoria do rendimento real e do emprego (a massa de rendimento real habitual dos ocupados, estimada em dezembro de 2008 para o conjunto das seis regiões, teve elevação de 7,6% na comparação com dezembro de 2007, segundo PME) e a queda nos preços (-2,8% segundo o IPCA), proporcionada pela concorrência dos importados, foram os principais fatores para o resultado positivo da atividade, que completa cinco anos consecutivos de crescimento.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo e responsável por 14% da sua magnitude, obteve em 2008 variação de 15,6% no volume de vendas em relação ao ano de 2007. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade teve seu desempenho também influenciado pelo comportamento favorável da conjuntura macroeconômica do País que se estendeu, particularmente, de janeiro a setembro.

A quarta maior contribuição à taxa global foi da atividade de Combustíveis e lubrificantes , que apresenta resultado positivo no volume de vendas, ao registrar variação acumulada de 9,3% em 2008, com relação ao ano anterior. Este desempenho deve-se, basicamente, à estabilidade dos preços (0,55% no ano, segundo o IPCA), aliado ao crescimento da economia, que refletiu principalmente no aumento de vendas de veículos novos e no aumento da frota.

A quinta maior contribuição positiva para o resultado global no ano de 2008 coube ao segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 13,3%, em relação ao ano anterior. A expansão da massa de salários, a popularização dos medicamentos “genéricos” e diversificação na linha de produtos em gôndolas formam a base de sustentação do desempenho positivo do segmento pelo quinto ano consecutivo.

Exercendo o sexto maior impacto positivo no resultado do varejo no ano de 2008, a atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação obteve acréscimo no volume de vendas de 33,5% sobre o ano de 2007. Dentre os fatores que determinaram este desempenho, vale destacar a expressiva queda de preços dos produtos de informática (-10,4% em 2008 para o subitem Microcomputadores, segundo IPCA) proporcionada não só pelas medidas fiscais do Governo para reduzir a exclusão digital, bem como pela valorização da taxa de câmbio (até o mês de setembro) que veio contribuindo para a redução do preço de matérias-primas e produtos importados do ramo.

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com a sétima participação na taxa, em 2008, apresentou resultado de 4,9% na comparação com 2007, sendo este praticamente a metade do resultado do ano anterior, refletindo o aumento de preços dos produtos do gênero, ocorrido em função à desvalorização do real dos últimos três meses daquele ano.

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