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Lobão, descartou de novo o risco de apagão e racionamento

18.01.2008
 
Lobão, descartou de novo o risco de apagão e racionamento

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou de novo nesta quinta-feira (17) o risco de apagão e racionamento. No entanto, não descarta que, sem chuvas, mais usinas termelétricas entrem em funcionamento e que o consumidor sinta a diferença no bolso.
“Realmente tem um custo bem mais elevado. Isso poderá no futuro dar uma pequena alteração de tarifa energética”, disse Lobão, segundo Globo. 

Na falta do gás boliviano, em setembro a termelétrica de Cuiabá (MT) foi desativada. Agora, terá que operar com óleo. É uma das medidas tomadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Outras termelétricas serão acionadas se a energia não for suficiente.


O sinal dos reservatórios já foi dado. O ONS (Operador Nacional do Sistema) confirma que no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste o nível dos reservatórios está abaixo do mínimo necessário para o abastecimento. Mas a falta pode ser compensada com transferência de energia de outras regiões.
O governo também vai comprar energia em leilões. Baixou um decreto regulamentando a contratação de estoques de reserva.
Para o especialista em energia Luiz Pinguelli, diretor do Coppe/UFRJ, não há risco de apagão a longo prazo, mas o governo precisa tomar outras medidas.

“[O governo precisa ter] Um plano de eficiência energética, de racionalização de energia. Racionalização não é obrigar as pessoas a fazerem coisas, mas substituir equipamentos por outros mais eficientes, que existem no mercado”, afirma.

Lobão, que assume o cargo na segunda-feira (21), disse que recebeu do presidente Lula liberdade absoluta para montar sua equipe e já avisou que, em quinze dias, resolve as substituições da Eletrobrás, Eletronorte, Eletrosul, Furnas e Petrobras. As indicações serão do PMDB.


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