Pravda.ru

Negόcios

IBGE divulga as Contas Regionais 2003 - 2006

17.11.2008
 
Pages: 1234

No Sudeste, Minas Gerais (3,9%) fica um pouco abaixo da média brasileira e o Espírito Santo teve o segundo maior crescimento (7,7%), enquanto Rio de Janeiro e São Paulo ficaram na média (4,0%). O Espírito Santo contou com o bom desempenho da industria e dos serviços, que cresceram 7,4% e 7,5% respectivamente, com o desempenho da extração mineral e transformação no setor industrial e, no caso dos serviços, quase todos as atividades tiveram bom desempenho, com destaque para o comércio (8,7%). O Rio de janeiro se beneficiou da expansão da extração de petróleo (4,6%) e com o avanço do preço internacional do petróleo No caso paulista, o destaque foi o setor de serviços (4,5% em 2006), impulsionado pelos serviços prestados às empresas (4,3%, passando a representar 47,5% do setor no país) e o comércio e serviços de manutenção e reparação (5,6%). A indústria de São Paulo cresceu 2,0% com o desempenho da indústria de transformação (1,4%). A agropecuária (–0,2%) a cana-de-açúcar e a laranja (1,5% e 0,8% respectivamente, em 2006) compensaram as quedas em volume de outros produtos da lavoura temporária (-22,3%) como a batata-inglesa (-12,6%) e o algodão herbáceo (-37,6%).

No Sul, em 2006, apenas o Rio Grande do Sul cresceu acima da média (4,7%), com Santa Catarina (2,6%) e Paraná (2,0%) a seguir. No caso do Rio Grande do Sul, em 2006 a agropecuária cresceu 50,1%, compensando a queda (-17,4%) do ano anterior. Desta forma, a participação desse setor na economia passou dos 7,1% em 2005 para 9,3% em 2006. O segmento de lavouras determinou o crescimento, pelas condições climáticas favoráveis, situação distinta dos dois anos precedentes, quando ocorreu severa estiagem. O resultado só não foi melhor pelo baixo desempenho do setor industrial (-1,9%), influenciado pela queda na indústria de transformação (–2,4%) estreitamente vinculada ao setor agrícola nacional.

Paraná e Santa Catarina, também influenciados pela seca nos dois anos anteriores, tiverem recuperação no setor agropecuário: 5,7% e 3,2%, respectivamente, em 2006. No Paraná o destaque foi a cana de açúcar (21,2%), cultura que se expandiu em 69 municípios, com a diminuição de área plantada de outras lavouras. Também houve altas na produção do feijão (47%) e do café (61%). Em Santa Catarina o setor agropecuário vem se recuperando de problemas climáticos que ocasionaram perdas na safra de soja, com crescimento real de cerca de 32% em 2006. A criação de suínos teve crescimento real de 24,5%, fruto da parceria entre os grandes frigorífico e as pequenas propriedades rurais, sobretudo na região oeste catarinense, onde encontram-se os maiores frigoríficos do país.

No Centro-Oeste, Goiás (3,1%) e Mato Grosso (-4,6%) ficaram abaixo média nacional enquanto Mato Grosso do Sul (5,2%) e Distrito Federal (5,4%) ficaram acima dela. No Mato Grosso, o setor agropecuário (31,2% do valor adicionado do estado em 2005) teve queda em volume (-17,9%) em 2006, e sua participação, em 2006, recuou para 25,3%. Em 2006, o excesso de chuvas ocasionou a ferrugem asiática, prejudicando a produção de soja. Além de problemas climáticos, Mato Grosso que tem cerca de 60% de sua produção destinada às culturas de exportação (soja, algodão e milho), a desvalorização do dólar em 2006 agravou a perda do valor adicionado dessas culturas.

Em Goiás, a produção de soja, que representa 40% da pauta de exportação do estado, teve queda em relação a 2005 (-13,8%). Com os prejuízos nas últimas safras, os produtores negligenciaram o uso adequado de insumos, provocando redução do rendimento médio. A indústria de transformação cresceu apenas 0,9%, por ser fortemente vinculada ao setor agrícola.

No Mato Grosso do Sul, o ano de 2006 foi marcado pelo início da superação das dificuldades enfrentadas em 2004 e 2005, quando o setor agrícola teve perdas expressivas na safra de grãos, em função de secas. Na pecuária, ocorreram dificuldades de comercialização de produtos de origem animal em função da febre aftosa, em 2005. Já o Distrito Federal foi impulsionado pelo setor de serviços (5,0% e com peso de 93,4% da economia do estado em 2006). Os destaques foram: administração, saúde e educação públicas (3,8%), intermediação financeira (12,0%), comércio e serviços de manutenção e reparação (10,3%) que, somadas respondem por 71,4% da economia brasiliense.

Base: 2003-2006 Fonte IBGE

Ricardo Bergamini

ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

Pages: 1234

Loading. Please wait...

Fotos popular