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IBGE divulga as Contas Regionais 2003 - 2006

17.11.2008
 
Pages: 1234

Em 2006, dezoito das 27 unidades da federação tiveram crescimento igual ou superior à média brasileira (4,0%). Elas representavam 70,7% do PIB do país. Apenas Mato Grosso teve queda em volume (-4,6%). A Bahia cresceu 2,7% e foi o único estado do Nordeste com resultado inferior a média brasileira.

Três entre os sete estados da região Norte – Rondônia (3,6%), Tocantins (3,1%) e Amazonas (2,6%) – ficaram abaixo da média nacional. O Pará obteve o terceiro melhor resultado no ano (7,1%) impulsionado pelo setor extrativa mineral , que cresceu 8,7% em 2006, em função do aumento da produção do minério de ferro (14,8%). Já a indústria de transformação cresceu 11,7%, influenciada, principalmente, pelos setores de metalurgia básica (22,9%) e alimentos e bebidas (18,0%). O Amazonas segundo maior estado da região norte, cresceu abaixo da média em função do baixo desempenho da indústria de transformação (0,2%) responsável por 36,8% do valor adicionado do estado. O resultado também foi influenciado pela base de comparação elevada, devido ao desempenho dos anos anteriores e ao setor de materiais eletrônicos e de comunicação (-12,8%) que reduziu a produção de telefones celulares e rádio. Rondônia e Tocantins se ressentiram do baixo desempenho do setor agropecuário, muito importante para suas economias, em função de fatores climáticos. Já Amapá, Roraima e Acre tiveram bons desempenhos pelo excelente ano da atividade comercial em todo Brasil, especialmente para as regiões norte e nordeste.

Oito dos nove estados do Nordeste cresceram acima da média nacional, com destaque para a atividade comercial (8,1%). O Ceará, em 2006, teve o melhor desempenho dentre as 27 unidades da federação, crescendo 8%, com o bom desempenho de todos os setores econômicos: agropecuária (35,3%), indústria (5,3%) e serviços (6,5%). O avanço da agropecuária no estado deve-se aos programas de incentivo, como os governamentais, garantindo renda mínima para pequenos agricultores, além do melhoramento de técnicas e genética. Os outros estados da região, exceto a Bahia, também tiveram bons resultados. Destaque para Paraíba (6,7%) e Piauí (6,1%) quarto e sexto maiores crescimentos respectivamente. Na Paraíba foi excelente o desempenho da agropecuária (19,9%), setor responsável por 7,2% da economia em 2006, influenciado, principalmente pelo aumento da produção de feijão (90%) e do abacaxi (5%). A cana de açúcar cresceu 24%. Já o Piauí teve um crescimento mais equilibrado, onde todos os setores ficaram acima da média. A agropecuária (4%) respondeu por 9,5% da sua economia em 2006. O bom desempenho das culturas do feijão (41%) e da mandioca (33%) além da castanha de caju (71%) compensou a queda nas demais culturas, principalmente a da soja, (-34,%). A pecuária manteve-se estabilizada.

Pernambuco tem o melhor ano da série, crescendo 5,1%. A agropecuária cresceu 9,3% no seu valor agregado, em 2006, e a agricultura (7,7%) foi influenciada pelo crescimento físico de suas principais culturas: cana-de-açúcar (2,8%), uva (3,3%), manga (11,6%) e banana (8,2%). Na indústria de transformação, o crescimento deu-se em alimentos e bebidas (8,6%), devido ao aumento na produção de açúcar cristal e refrigerantes, e na metalurgia básica (9,2%), com a maior fabricação de vergalhões de aço e de chapas e tiras de alumínio. Em 2006, obras importantes impulsionaram a construção civil, como a duplicação da BR 101 e a continuidade da duplicação da BR 232.

Na Bahia, houve baixo desempenho no cultivo de soja, cereais e na silvicultura. A indústria baiana (30,7% da economia estadual em 2006) cresceu 2,2%, quase igual a média nacional (2,3%). Os destaques da indústria de transformação foram a fabricação de papel e celulose (18,6%), refino de petróleo e álcool (4,6%), metalurgia básica (9,7%), alimentos e bebidas (-1,2%) e veículos automotores (-6,3%). A indústria extrativa mineral (em torno de 2% da economia baiana), caiu (–7,7%) com a diminuição na extração de petróleo e gás natural, e a queda na extração de minérios como o cobre (-5,3%), cromo (-10,6%) e magnesita (-2,9%). Nos Serviços, responsável por 61,5% do valor adicionado do estado em 2006, a Bahia cresceu 3,5%, e os principais destaques foram: comércio (5,3%), intermediação financeira (7,1%) e administração pública (3,3%) que juntos somam 32,4% da economia estadual.

Rio Grande do Norte (4,7%), Alagoas (4,4%) e Sergipe (4,1%) cresceram acima da média. No RN, houve crescimento de 20,7% na agropecuária, representando um incremento de 0,8% na participação da atividade no valor adicionado do estado. Em 2006 destaca-se a fruticultura irrigada, onde o melão, principal produto, teve crescimento de 53% em sua produção. No caso de Alagoas, o bom desempenho deve-se à indústria de transformação, no seguimento de alimentos e bebidas, com crescimento de 4,2%, e também os serviços com crescimento de 4,5%. Já Sergipe o resultado global do setor agropecuário tornou-se positivo influenciado pelo crescimento de 14,6% da pecuária, já que houve queda na agricultura de 7,3%. O resultado foi impulsionado pela criação de bovinos que cresceu 18%, com o aumento na produção de leite (26,8%), decorrente de investimentos no setor e aumento da produtividade, assim como a pesca (18%).

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